Destaque da Seleção Brasileira na última rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo FIBA 2027, Léo Meindl foi o grande nome em quadra ao marcar 25 pontos na vitória sobre a Venezuela, em Belo Horizonte. Com 18 pontos convertidos nas bolas de três, o ala assumiu o protagonismo ofensivo e mostrou mais uma vez sua importância no grupo.
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Mesmo com o brilho individual, Meindl deixou claro o foco está sempre na contribuição coletiva.
“Eu já tive algumas atuações boas pela seleção, mas eu não fico analisando o individual. Eu tento analisar o que eu fiz pro time e o que eu posso fazer melhor. Hoje não foi um jogo que eu peguei muitos rebotes, eu gosto de ajudar o time nesse quesito também”.
Minas, família e uma conexão especial
Atuar em Belo Horizonte teve um significado que vai além do esporte. Filho do ex-jogador Paulão Meindl, que defendeu o Minas Tênis Clube e a Seleção Brasileira na década de 1980, Léo falou com emoção sobre jogar em Minas Gerais, estado onde seu pai nasceu, na cidade de Ouro Preto.
“A gente que está jogando fora do país, quando chega no Brasil, fica muito feliz de estar aqui. BH é uma cidade muito especial e Minas é muito especial para mim. Meu pai era mineiro, nascido em Ouro Preto. Tenho um grande carinho pelo povo daqui. Meu pai também jogou aqui no Minas. É uma sensação única”.
Falecido em 2019, Paulão teve uma trajetória marcante no basquete nacional, com grande passagem pelo Franca e presença no título da Seleção Brasileira do Campeonato Sul-Americano de 1989.
Feliz na Espanha
Com passagem consolidada pelo basquete brasileiro, defendendo Franca Basquete, São Paulo FC e Paulistano, Léo Meindl seguiu carreira internacional nos últimos anos. Atuou pelo Alvark Tokyo, no Japão, e nesta temporada acertou com o San Pablo Burgos, da Espanha.
No time espanhol, onde chegou recentemente, registra médias de 9,8 pontos, 5 rebotes e 2 assistências por partida, mantendo regularidade em uma liga competitiva.
Sobre o futuro, deixou claro o desejo de seguir no cenário europeu.
“A Europa é um lugar muito valioso para mim. Gosto de estar lá pela cultura, especialmente a cultura do basquete. Gosto de como é jogado lá, do nível dos atletas. Então o quanto eu puder eu vou tentar me manter lá. Eu costumo fazer planos curtos. Não sei o que vai acontecer no final da temporada. Mas meu objetivo é seguir alguns anos na Europa”.