Aída dos Santos foi a grande homenageada do Troféu Brasil de Atletismo 2025. Finalista olímpica do salto em altura nos Jogos Olímpicos Tóquio-1964, ela foi estampada nas medalhas da competição. O Olimpíada Todo Dia conversou com a saltadora que falou sobre a homenagem e compartilhou lembranças do Japão.
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Para Aída dos Santos, a homenagem foi uma verdadeira surpresa. Referência no atletismo brasileiro, ela irá inspirar os vários atletas que forem ao pódio no Troféu Brasil 2025. “Essa medalha pra mim significa muita coisa. Em primeiro lugar de ser homenageada em vida. E depois pra mim foi uma surpresa, porque eu não estava sabendo que depois de tantos anos que eu ainda ia ganhar uma medalha linda e comigo saltando. Eu estou muito emocionada e agradecida”, contou Aída ao OTD.

Competindo sozinha
Se nos últimos anos o Brasil tem levado grandes equipes de atletismo para os Jogos Olímpicos, a situação era diferente em Tóquio-1964. Aída dos Santos foi a única atleta do país na modalidade naquela Olimpíada e ainda era a única mulher da delegação brasileira em Tóquio. Mesmo sem técnico e sem material adequado, ela não desistiu e conseguiu a classificação para a final. “A minha vida lá era chorar porque queria treinar e não tinha como. Não tinha nem material. Mas eu fui à luta. Eu sou perseverante e gosto de desafio”, explicou a saltadora.
A trajetória até a final começou ainda no Brasil, quando Aída dos Santos saltou 1,65m para conseguir o índice olímpico do salto em altura feminino. Mas ela precisou se superar em Tóquio para terminar em uma boa colocação. “Eu queria representar bem o Brasil. Eu consegui o índice aqui que era de 1,65m. Mas pra final eu tinha que saltar 1,70m. E eu falava: tenho que ir para a final! Estou representando o meu país!”, lembrou Aída. Ela conseguiu os 1,70m na eliminatória e ainda melhorou sua marca na final quando saltou para 1,74m e terminou a prova na quarta colocação.
Esporte em família
O incentivo no esporte que não teve dos seus país, Aída dos Santos passou para seus filhos. Principalmente para Valeska dos Santos Menezes, a Valeskinha. Ela começou a treinar com sua mãe no atletismo e no vôlei, optando por seguir a carreira no segundo. Valeskinha foi central da seleção brasileira com duas participações nos Jogos Olímpicos.
Valeska competiu com o Brasil em Atenas-2004 e em Pequim-2008. Antes do ouro olímpico, veio o segundo quarto lugar da família: “ela foi para duas Olimpíadas. Uma ficou em quarto e eu falei: gente duas quarto lugar em casa tá demais. Mas aí ela foi em Pequim e recebeu o ouro. Fiquei muito feliz. Minha filha, que começou a treinar comigo, medalhista de ouro.”