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Tênis de Mesa

Hugo Calderano projeta ser top 7 do ranking ainda em 2018

Hugo Calderano sobe mais uma posição no ranking mundial

Décimo colocado do ranking mundial, Hugo Calderano terá cinco competições importantes neste segundo semestre e acredita que pode subir mais três posições na lista dos melhores mesatenistas do planeta

No primeiro dia do mês de julho, Hugo Calderano comemorou a melhor colocação no ranking mundial de um brasileiro na história do tênis de mesa. Pela primeira vez, um atleta do país entrou para o seleto grupo dos dez melhores do planeta, em companhia de sete asiáticos (quatro deles chineses) e dois alemães. A conquista merece ser muito comemorada, mas o carioca de 22 anos, que estreia na madrugada desta sexta-feira no Aberto da Coreia do Sul, não está satisfeito. Ele quer muito mais. Uma medalha olímpica em 2020 é seu grande objetivo, mas, para 2018, o desejo é subir pelo menos mais três posições e terminar a temporada como o sétimo mesatenista do mundo.

“Fiquei muito feliz com essa minha colocação de décimo no ranking mundial. Eu já estava ali há algum tempo beirando o top 10, mas realmente entrar no top 10 tem um simbolismo muito grande. Claro que uma posiçãozinha não faz muita diferença, mas entrar no top 10 é uma coisa muito importante. Espero que motive jogadores do Brasil a continuarem treinando e se dedicando bastante. Colocar o Brasil nesse patamar, no topo do mundo, me deixa muito feliz. Acho que, por enquanto, dá para chegar ao sétimo lugar até o fim do ano porque do sétimo para o sexto tem uma diferença bem grande. Mas não coloco nenhuma meta de ranking”, afirma Hugo Calderano, que muda de postura quando o assunto são os Jogos Olímpicos de Tóquio.

“Agora, para mim é continuar treinando, continuar almejando grandes resultados e subindo mais no ranking porque Tóquio está chegando, só faltam dois anos, mas espero continuar essa minha evolução constante que eu tenho certeza que a gente pode chegar em Tóquio com a chance de brigar por uma medalha”, acredita o jogador, que tem tido um ano extremamente positivo em termos de resultados.

Além de ser o décimo colocado no ranking mundial, Hugo Calderano está na quinta posição no World Tour Standings, que leva em conta apenas os resultados obtidos no circuito mundial em 2018 e classifica os 16 primeiros colocados para o World Tour Finals, torneio que fecha a temporada e que o brasileiro tem tudo para disputar pela primeira vez.

Portanto, para subir no ranking mundial neste segundo semestre, Hugo Calderano terá cinco torneios importantes. As três etapas platinum que faltam para terminar o ano (Aberto da Coreia do Sul, Aberto da Austrália e o Aberto da Áustria), a Copa do Mundo, cuja classificação ele conseguiu ao vencer a Copa Pan-Americana, e o World Tour Finals.

Nesta sexta-feira, ele enfrenta Chen Chien-An, da China Taipei, 31º. colocado no ranking mundial, e segundo melhor mesatenista de seu país na lista. O adversário do brasileiro tem 27 anos e tem como melhor resultado na temporada as quartas de final do Aberto da Hungria. Apesar de ser um atleta da escola asiática, Hugo Calderano garante que não teme mais esse tipo de enfrentamento, mas precisa evoluir quando o assunto é enfrentar os chineses, que são considerados os melhores do mundo.

“Também já estou bem acostumado a jogar contra asiáticos. A única diferença maior entre os chineses e os outros é a borracha deles, que tem uma aderência um pouco diferente e só a Seleção da China tem acesso às borrachas chinesas de melhor qualidade. Isso, é claro, sem falar do nível deles”, explica Calderano. “Eles fazem coisas simples, mas de uma forma quase perfeita, justamente pela técnica deles ser tão boa desde muito pequenos”.

Em 2018, Hugo Calderano teve três confrontos contra chineses no circuito mundial, venceu um e perdeu dois. O primeiro foi nas semifinais do Aberto da Hungria. O brasileiro perdeu para Fan Zhandong por 4 a 1 e ficou com a medalha de bronze. Os outros dois aconteceram no Aberto do Qatar, competição que o brasileiro considera a que fez o mundo do tênis de mesa enxergá-lo de outra maneira.

“Foi ali que mudei meu status. Acho que todo mundo viu meu potencial no Aberto do Qatar. Não só poder chegar até a final, mas pela maneira que eu cheguei, sem dar nenhuma chance aos adversários”, relembra. Hugo Calderano derrotou o sul-coreano Joong Hoon-Lin na estreia e o alemão Timo Boll, então número 1 do mundo e atual número 2, por 4 a 1. Na sequência, aplicou 4 a 0 na sensação japonesa Tomokazu Harimoto e pelo mesmo placar passou pelo chinês Lin Gaouyan, que atualmente é o terceiro do mundo. Na decisão, pegou outra vez Fan Zhandong, que assumiu a liderança do ranking com a vitória sobre o brasileiro por 4 a 0. “Eu tive chance, tinha que ter ganho pelo menos um dos dois primeiros sets em que eu estava na frente”, lamenta o brasileiro.

Nova chance de mostrar os motivos pelos quais faz parte do seleto grupo de dez melhores mesatenistas do mundo, Hugo Calderano terá esta semana na Coreia do Sul. Se passar pela estreia, terá pela frente o vencedor do confronto entre o francês Simon Gauzy, seu parceiro de duplas, com o qual foi eliminado na primeira rodada em Seul, e o sul-coreano Cho Seogmin nas oitavas de final.

O primeiro chinês que pode cruzar seu caminho é Lin Gaouyan nas quartas e Liang Xingkun na semifinal. Na decisão, Xu Xin. Fan Zhandong e Ma Long não participam do torneio. Mas isso não quer dizer que o caminho fica mais fácil. Vai ser difícil, mas Hugo Calderano estará lá, lutando e honrando as cores do Brasil.

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