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Rio 2016: Ágatha e Bárbara brilharam com a prata no vôlei de praia



Relembre a medalha de prata da dupla Ágatha Rippel e Bárbara Seixas no volêi de praia nas Olímpiadas Rio 2016, nas areias de Copacabana. Confira também como elas estão hoje



Ágatha e Bárbara com a medalha de prata conquistada na Olímpiadas do Rio 2016
Foto: Alaor Filho/Exemplus/COB

As Olimpíadas do Rio 2016 reservaram um dos momentos mais marcantes do vôlei de praia brasileiro. A decisão começou às 23h59 (horário de Brasília) do dia 17 e terminou na madrugada de 18 de agosto, Ágatha Rippel e Bárbara Seixas conquistaram a medalha de prata nas areias de Copacabana, resultado que fez parte das 19 medalhas conquistadas pelo Brasil naquela edição dos Jogos Olímpicos.

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Início da dupla

A parceria entre Ágatha e Bárbara começou em 2011. Entre os principais títulos da dupla estão o Campeonato Mundial de 2015 e a medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. O time era treinado por Ricardo de Freitas, marido de Bárbara, que decidiu encerrar a parceria logo após a Olimpíada.

Antes da campanha olímpica, a dupla viveu o auge ao conquistar o Mundial de 2015, na Holanda. Na decisão, venceram as brasileiras Fernanda Berti e Taiana por 2 sets a 0. Ao longo do torneio, Ágatha e Bárbara tiveram uma campanha dominante, perdendo apenas um set.

Estreia com vitória e segundo lugar na fase de grupos

Ágatha e Bárbara começaram a campanha olímpica com vitória sobre Hermannová e Sluková, da República Tcheca, por 2 sets a 1 (19/21, 21/17 e 15/11). Na segunda rodada, derrotaram Ana Gallay e Georgina Klug, da Argentina, por 2 sets a 0, com parciais de 21/11 e 21/17. As adversárias foram campeãs do Pan de Toronto 2015.

Na última partida da fase de grupos, perderam para as espanholas Elsa Baquerizo e Liliana Fernández por 2 sets a 0, com parciais de 21/17 e 22/20. Com o resultado, avançaram às oitavas de final na segunda colocação do grupo.

Oitavas e quartas com campanha segura

Nas oitavas de final, as brasileiras venceram Wang e Yue, da China, por 2 sets a 0, com parciais de 21/12 e 21/16. Nas quartas de final, superaram as russas Ukolova e Birlova por 2 sets a 0, em uma partida mais equilibrada, com parciais de 23/21 e 21/16.

Vitória histórica sobre uma lenda olímpica

A semifinal colocou as brasileiras diante de uma das maiores jogadoras da história do esporte: a tricampeã olímpica Kerri Walsh, que atuava ao lado de April Ross. Empurradas pela torcida em Copacabana, Ágatha e Bárbara venceram as norte-americanas por 2 sets a 0, com parciais de 22/20 e 21/18, garantindo ao menos a medalha de prata para o Brasil.

A vitória das brasileiras foi marcante contra uma lenda do voleibol mundial e olímpico. Isso porque Kerri Walsh conquistou três medalhas de ouro ao lado de Misty May-Treanor (Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012), sendo consideradas uma das melhores duplas da história e as maiores campeãs olímpicas do Vôlei de Praia nas Olimpíadas.

A parceria terminou em 2012, com a aposentadoria de May logo após o ouro nas Olímpiadas de Londres. Até que em 2013, Walsh formou dupla com April Ross para o ciclo olímpico. A dupla americana levou a medalha de bronze e o revés nas semifinais para Ágatha e Bárbara foi a única derrota para Walsh em Olimpíadas, depois de 21 vitórias nos Jogos Olímpicos.

Final com sabor agridoce

Na decisão, as brasileiras enfrentaram as alemãs Laura Ludwig e Kira Walkenhorst. Apesar da boa atuação, foram derrotadas por 2 sets a 0, com parciais de 21/18 e 21/14. O primeiro set começou equilibrado. Bárbara marcou o primeiro ponto da partida, e a dupla brasileira chegou a abrir 6 a 4. As alemãs, porém, reagiram, assumiram a liderança em 15 a 13 e fecharam a parcial em 21/18.

No segundo set, Ludwig e Walkenhorst começaram em ritmo forte e abriram 6 a 1. Ágatha e Bárbara ainda tentaram reagir, mas as adversárias mantiveram o alto nível técnico, alternando bloqueios, defesas e ataques eficientes. As alemãs fecharam a parcial em 21/14 e conquistaram a medalha de ouro. Uma situação que marcou a final foi a questão do vento, na decisão a praia de Copacabana contou com rajadas fortes durante a partida que terminou de madrugada.

Após a partida, Bárbara destacou o orgulho pela campanha da dupla.

“Esse meu desabafo é porque a gente jogou menos hoje. Elas aproveitaram melhor o vento e mereceram a vitória. Por outro lado, estou muito feliz e orgulhosa da nossa trajetória e de tudo o que construímos. Fica a sensação de dever cumprido. Sou muito agradecida a tudo que a gente viveu e construiu “, destacou Bárbara

Fim da parceria após a Rio 2016

Mesmo após a conquista da medalha de prata, Ágatha e Bárbara seguiram caminhos diferentes. Segundo Ágatha, Bárbara a procurou antes da final para comunicar que encerraria a parceria após os Jogos. A decisão surpreendeu a paranaense, que precisou buscar uma nova dupla, um novo treinador e uma nova estrutura para seguir na carreira.

“Imaginava que a gente teria aquele momento de descanso mental. Foram cinco anos e meio de muita luta. Pensei que agora colheríamos os frutos da medalha, mas infelizmente precisei correr atrás de uma nova parceria”, afirmou Ágatha na época em entrevista à Globo.

Bárbara também explicou a decisão em comunicado oficial.

“Com a jornada olímpica encerrada, novos objetivos são traçados e, muitas vezes, nos levam a caminhos diferentes, mas não menos importantes. Por motivos profissionais, resolvi encerrar o ciclo da dupla Ágatha Rippel e Bárbara Seixas. O fim da parceria não apaga a bonita história que construímos juntas, nem a admiração e o respeito pela minha ex-parceira.”, disse em comunicado nas redes sociais

Mais sobre vôlei de praia

Como estão Ágatha e Bárbara hoje?

Ágatha encerrou a carreira no Finals de 2024, torneio que fecha a temporada do Circuito Mundial, disputado em Doha, no Catar. Aos 43 anos, a paranaense é casada, mãe de três filhos e atua como comentarista esportiva. Também se dedica ao projeto social que mantém em Paranaguá, ministra clínicas de vôlei e realiza palestras.

Já Bárbara Seixas encerrou sua última parceria em 2024, ao lado de Carol Solberg. Em 2025, fez uma pausa na carreira para o nascimento da filha e planeja retornar às quadras. Atualmente, a carioca tem 38 anos e segue ligada ao vôlei de praia.

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