Siga o OTD

Vôlei

 

Máquinas de pontuar, Oppenkoski e Adriano duelam na decisão da Superliga



Principais pontuadores de Sada Cruzeiro e Vôlei Renata na Superliga, o oposto Oppenkoski e o ponteiro Adriano Xavier, respectivamente, se enfrentam em grande fase na decisão. Os dois são as bolas de seguranças de seus times



Oppenkoski e Adriano Xavier são os maiores pontuadores de seus times na Superliga (Fotos: Agência I7/Sada Cruzeiro e Pedro Teixeira/Vôlei Renata)
Oppenkoski e Adriano Xavier são os maiores pontuadores de seus times na Superliga (Fotos: Agência I7/Sada Cruzeiro e Pedro Teixeira/Vôlei Renata)

Toda grande final costuma revelar personagens centrais. E, na decisão da Superliga 2025/26 de vôlei masculino entre Sada Cruzeiro e Vôlei Renata, eles estão definidos antes mesmo de a bola subir no Ginásio do Ibirapuera. Por um lado, Oppenkoski, oposto que assumiu protagonismo no time mineiro ao longo da temporada. Do outro, Adriano Xavier, ponteiro consolidado como principal pontuador da equipe campineira. Os dois chegam à decisão como referências ofensivas de seus times e entre os maiores pontuadores da principal competição nacional.

+ SIGA O OTD NO WHATSAPPYOUTUBETWITTERINSTAGRAMTIK TOK E FACEBOOK

Oppenkoski ocupa a terceira posição geral da Superliga entre os maiores pontuadores, com 434 pontos, o primeiro colocado do Sada Cruzeiro. Ele está atrás apenas dos opostos Bryan, do Guarulhos BateuBet, com 502, e Franco, do Praia Clube, que marcou 439. Já Adriano Xavier aparece em quinto lugar, com 414 pontos, liderando o Vôlei Renata no ranking ofensivo. Mais do que os números expressivos, os dois atletas simbolizam trajetórias de crescimento dentro da própria competição. Agora, eles se encontram no maior palco do voleibol brasileiro: a final da Superliga.

Adriano Xavier chega confiante para decisão

Depois de conquistar espaço gradualmente desde os tempos de Itapetininga, quando despontou para o vôlei em âmbito nacional, o ponteiro Adriano Xavier vive a temporada mais sólida da carreira. O ponteiro acredita que Campinas chega mais fortalecido para a decisão após os resultados recentes diante do Sada Cruzeiro. “Está sendo uma temporada fantástica para a equipe e agora chegou o último jogo, o último dia, e a gente chega querendo muito esse troféu. Campinas ainda não tem, eu também não tenho, e a gente vai fazer de tudo pelo título da Superliga”, afirmou Adriano Xavier ao Olimpíada Todo Dia (OTD).

“A gente fez uma Superliga muito boa, sólida. Além disso, teve Copa do Brasil e Sul-Americana, dois títulos em cima deles que, independente do adversário, acaba somando na confiança. Então, a gente chega confiante e focado. Em jogo único, acho que o time que estiver mais centrado e demonstrar que quer mais, vai sair com a vitória. A gente sabe que técnica e agressividade fazem a diferença, mas acho que, se a gente tiver mais empenhado, vai levar. Os dois times são bons, taticamente e individualmente também, por isso, acho que quem demonstrar querer mais vai fazer a diferença”, completou o atleta.

De promessa a referência

A evolução de Adriano Xavier também passa pela maturidade fora de quadra. O jogador de 24 anos falou sobre o processo de crescimento desde o início da carreira e a forma como aprendeu a lidar com pressão, mídia e protagonismo. “Estou muito mais preparado. Eu faço retrospectos de quando comecei e, repito, era muito tímido, não lidava bem com as palavras, ficava envergonhado na frente da câmera ou até com o público. Hoje em dia não. Hoje em dia já demonstrei o que posso fazer dentro de quadra, sei quem eu sou fora de quadra e tudo isso é uma construção”, destacou Adriano Xavier.

“Cada dia que passa a gente vai aprendendo, crescendo, e evoluindo. Então, a gente consegue ter essa consciência e tendo essa consciência eu consigo fazer o melhor que eu posso”, acrescentou o jogador do Vôlei Renata. Mesmo liderando Campinas em pontuação, Adriano faz questão de dividir os méritos com o elenco. “Voleibol é um esporte coletivo e sozinho eu não conseguiria fazer nada. Então, independente de estar ali no holofote, pontuando mais, tenho e por trás todos os outros jogadores que são referências”, relatou Adriano Xavier, que fez questão de nomear alguns dos companheiros.

“O Lukinha está me ajudando muito, o Maurício Borges também. O Bruninho, não tenho nem o que falar, e ainda tenho o Bruno Lima do lado, o Judson, o Pinta, todos ali na quadra. Até quem está no banco, não atuando dentro de quadra, está dando força, conselho. Isso é muito importante. Isso é um time, isso é equipe, isso é nossa equipe”, concluiu o ponteiro do Vôlei Renata.

Oppenkoski vive consolidação no Cruzeiro

No Sada Cruzeiro, Oppenkoski chega à final após assumir cada vez mais espaço. Após ganhar rodagem ao longo da temporada, o oposto vê o momento atual como consequência do trabalho diário. Ele iniciou como reserva, mas, ao poucos, assumiu a titularidade com as lesões do campeão olímpico e capitão Wallace. “Eu sempre falo nas entrevistas que o Wallace é uma grande referência para mim. E procuro sempre entregar o meu melhor no treino. Acho que o jogo vai ser uma consequência do treinamento, do dia a dia. Procuro fazer o melhor dentro de quadra nos treinos e o resultado aparece no jogo”, disse.

Oppenkoski também comentou sobre o retrospecto negativo do Sada Cruzeiro diante do Vôlei Renata na temporada 2025/26. O time cruzeirense perdeu os dois jogos da fase de classificação da Superliga e acabou derrotado também nas finais da Copa Brasil e do Sul-Americano. “Bom, acho que agora é um outro momento, um outro momento da temporada, e a gente vem crescendo bastante, principalmente nessa fase final de quartas e semifinal. Acredito que a equipe vem treinando bem e vai conseguir desempenhar um bom papel no domingo para, se Deus quiser, sair com essa vitória”, analisou o oposto.

Final ganha significado especial

A decisão da Superliga deste domingo também terá um significado pessoal importante para Oppenkoski. O oposto relembrou a final do ano passado e falou sobre a presença da família em mais um momento marcante. Na época, o atacante iniciou no banco e sua entrada acabou sendo decisiva para a virada e conquista do Sada Cruzeiro contra o Vôlei Renata. “Tenho boas lembranças do ano passado. Minha família estava aqui, eu estava esperando minha filha. Agora esse ano vai ser diferente. Minha esposa vai estar aqui com minha filha no colo (Anna Catarina), então vai ser um momento muito especial”, disse.

“Estou fazendo um bom trabalho, tive mais rodagem nessa temporada. Acho que isso me ajudou bastante para chegar mais preparado para esse final do que foi no ano passado. É difícil falar de um fundamento isolado, mas acho que se a gente imprimir um bom ritmo de saque e de bloqueio, não necessariamente o ponto direto, mas também a amortecida para gerar contra-ataque, acho que a equipe poderá sair com esse título”, completou o atacante nascido em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. O oposto, de 26 anos, também relembrou o início improvável no esporte.

“Eu comecei no esporte jogando futsal. Nem conhecia o vôlei e, no começo, nem acreditava que um dia eu pudesse chegar no profissional. Hoje estou aqui disputando mais uma final, então a palavra é gratidão. Gratidão a tudo que aconteceu nesses praticamente 13 anos de vôlei que tenho”, finalizou Oppenkoski.

A final passa pelas mãos deles

Em um jogo cercado de estrelas olímpicas, experiência e tradição, Oppenkoski e Adriano Xavier chegam como os jogadores que mais vezes decidiram para seus times ao longo da Superliga. Portanto, por tudo que foi apresentado, os dois serão peças determinantes no setor ofensivos de, respectivamente, Sada Cruzeiro e Vôlei Renata. Agora, no maior jogo do ano, eles carregam a missão de transformar números em título. E talvez a Superliga atual possa terminar exatamente como começou para os times deles: com a bola da decisão nas mãos de seus principais pontuadores.

Mais em Vôlei