Uma das jovens mais promissoras do vôlei brasileiro, Helena Wenk pode ter os Estados Unidos como próximo destino na carreira. Presente na seleção brasileira adulta em 2025 e convocada para a Liga das Nações (VNL) de 2026, a jogadora chegou a publicar uma despedida do Sesc Flamengo, mas depois apagou. Em fevereiro deste ano, o site Melhor do Vôlei noticiou que a atleta estaria a caminho da liga estadunidense. Ao comentar sobre essa possibilidade, Paulo Coco, técnico do Atlanta na LOVB (League One Volleyball) e assistente de Zé Roberto Guimarães no selecionado do Brasil, destacou o principal ponto de atenção para o desenvolvimento da ponteira: tempo de quadra.
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“Quanto mais tempo de quadra tiver, melhor”
Em entrevista ao Olimpíada Todo Dia (OTD), Paulo Coco falou sobre a possível ida de Helena Wenk para o voleibol estadunidense. O técnico reforçou que o mais importante neste momento da carreira é encontrar um ambiente que potencialize o crescimento dela dentro de quadra. “É difícil emitir opinião, primeiro porque não sei da veracidade disso. Acho que é sempre uma decisão pessoal. Eu como treinador, e acredito que o Zé Roberto goste de ver também, é ela se desenvolvendo e, para isso, quanto mais tempo de quadra tiver, melhor”, avaliou Paulo Coco.
“Então, que procure um time, uma liga, que esteja em clubes e com treinadores que possam desenvolver o potencial que ela tem. Acho que isso é mais importante para essa tomada de decisão. Ela pode ter um futuro brilhante e acredito que mais tempo de quadra pode contribuir mais ainda, não só tempo de quadra, mas também pensar no desenvolvimento dela global como jogadora. Uma ponteira, com a estatura dela, pode ser um diferencial. Acho que tratar com esse carinho é sempre importante. Torço que ela tenha lucidez para tomar a melhor decisão e vá no caminho da evolução”, completou o técnico.
Helena, de 21 anos, é vista no mundo do vôlei como uma das atletas com maior potencial da nova geração brasileira. Isso acontece principalmente pela combinação entre altura, já que tem 1,99m, qualidade técnica e capacidade ofensiva. Por isso, a escolha do próximo passo da carreira está sendo acompanhada com atenção pela comissão técnica da seleção brasileira. Os rumores apontam a ida dela para o Atlanta, time treinado por Paulo Coco.
Paulo Coco analisa crescimento da LOVB
Além de comentar o cenário envolvendo Helena, Paulo Coco também falou sobre a experiência de trabalhar nos Estados Unidos e o crescimento da LOVB, liga estadunidense criada em 2025 e que tenta se consolidar no mercado esportivo do país. Segundo o treinador, que deixou o Dentil Praia Clube e está na competição desde seu início, o campeonato apresentou evolução importante da primeira para a segunda temporada, especialmente na aproximação com o nível internacional do voleibol.
“Acho que tem sido um aprendizado importante para minha carreira. Obviamente que iniciar uma liga não é fácil. Esse ano já foi a segunda temporada e acho que a gente teve uma evolução, uma progressão muito grande da primeira para a segundo em termos de estar mais próximo do voleibol internacional. A cultura americana que vem do college, com regras diferentes, e essa adaptação para o nível internacional tem sido importante. Acho que a gente tem podido contribuir um pouco com essa progressão e com essa evolução da liga”, analisou Paulo Coco.
“Acredito que, para a terceira temporada, a liga crescerá em quantidade de times, em evolução, número de jogos, organização e sistema de disputa. Eles estão progredindo nesse sentido e está sendo uma experiência muito bacana. A liga está ganhando espaço no mercado americano com boa repercussão e consistência. Espero que, quiçá, a gente consiga o grande objetivo: se tornar a próxima Major Liga Americana, próximo de NBA, NFL, e de uma Liga de Beisebol. Tem ainda um caminho longo a ser percorrido. Estamos engatinhando, mas acredito que está indo bem”, concluiu o técnico.
Paulo Coco com brasileiros na equipe
Integrante da seleção brasileira feminina adulta desde 2003, quando Zé Roberto foi contratado como treinador, Paulo Coco está atualmente com 53 anos. Ele participou como assistente técnico nas campanhas das medalhas de ouro em Pequim-2008 e Londres-2012 e na de bronze em Paris-2024. No momento, ele comanda o Atlanta na LOVB e acompanha de perto o processo de crescimento da modalidade nos Estados Unidos. Em sua equipe, Paulo Coco conta com Giuliano Ribas, o Juba, como auxiliar técnico, e Marcelo Vitorino, como preparador físico.