O Rio Open recebeu uma das maiores estrelas da história do tênis mundial: o americano Andre Agassi. O ex-jogador concedeu entrevista coletiva no ATP 500 carioca, onde será o responsável por entregar o troféu nesta edição.
O ex-número 1 do mundo detalhou as diferenças entre o tênis de sua época e o praticado atualmente. Além disso, saiu em defesa de João Fonseca, que tem sido questionado quanto à maturidade.
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“Ele é maduro para a idade e ainda vai evoluir”
Agassi revelou ter criado um carinho especial por João Fonseca e contou que passou uma semana ao lado do brasileiro durante a Laver Cup. Segundo o americano, o jovem demonstra consciência e inteligência, mesmo após a eliminação na chave de simples.
“Ele tem o privilégio da juventude, mas também carrega o peso de tantas expectativas. Eu o conheço bem o suficiente para entender sua sensibilidade. Como mencionei, ele é muito maduro para a idade, extremamente inteligente do ponto de vista intelectual e emocionalmente estável. O ideal é que seja conduzido de forma cuidadosa, focada e sutil, porque não há razão para que não continue evoluindo a cada semana, mesmo quando perde”, afirmou Agassi.
A evolução do tênis ao longo do tempo
Agassi também analisou a transformação do jogo ao longo das décadas. Para ele, o tênis está em constante evolução. Uma das mudanças mais significativas foi a introdução das cordas de poliéster da Luxilon, popularizadas por Gustavo Kuerten, um dos primeiros profissionais a adotá-las. A inovação revolucionou a potência e o controle dos golpes de fundo.
Segundo o americano, a mudança beneficiou os jogadores que batem com mais força na bola e alterou as trajetórias, a geometria do jogo e o posicionamento em quadra.
“Eu tive a sorte de jogar de uma forma que me permitia enfrentar tanto os jogadores que vinham para a rede quanto os que atuavam muito atrás da linha de base, porque eu transitava entre esses dois extremos. Hoje, os atletas são maiores, mais rápidos, e há muito mais transições durante os pontos. Você nunca sabe exatamente quando está em vantagem, porque, de qualquer lugar da quadra, esses jogadores podem te machucar”, concluiu.