Foram quase três horas de confronto e em muitos momentos pareceu que, finalmente, o domínio chinês no tênis de mesa masculino seria posto em terra no século XXI. Porém, Wang Chuqin e, especialmente, Liang Jingkun conseguiram viradas épicas para garantir a vitória da China sobre a França na segunda semifinal do Mundial de Tênis de Mesa por Equipes Londres 2026 neste sábado, dia 9, por 3 a 1. No domingo, a China busca o 12º título consecutivo do torneio diante do Japão, que venceu Taiwan mais cedo.
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Para Félix Lebrun, Alexis Lebrun, Flavien Coton e os reservas Simon Gauzy e Thibault Poret fica o gosto de uma medalha de bronze, mas a certeza de ter um time forte que tem chances de bater os chineses. Já para os chineses que, neste ano perderam pela primeira vez desde 2000 – e em duas ocasiões, para Coreia do Sul e depois para a Suécia, ainda na fase de grupos –, a garantia de que, quando importa, os seus mesatenistas ainda se sobressaem. Apesar das vitórias históricas, a Coreia do Sul perdeu para a China nas quartas, e a Suécia também se despediu sem medalhas do Mundial.
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Como foi a vitória da China sobre a França pela semifinal masculina do Mundial de Tênis de Mesa por Equipes
Na primeira partida, que demorou quase uma hora, Wang Chuqin, líder do ranking, sobreviveu a uma batalha contra Flavien Coton, de apenas 18 anos. Depois de ganhar o primeiro set por sofridos 15 a 13, levou a virada do francês, 23º do ranking, por 13 a 11 e 11 a 9. Mas em seguida, o atual campeão mundial foi superior e derrotou o campeão mundial cadete de 2022 por 11 a 4 e 11 a 8.
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Em seguida, Félix Lebrun, quarto melhor do mundo, fez valer seu favoritismo diante de Lin Shidong, sexto colocado. A vitória foi em sets diretos, ainda que equilibrados: 11 a 9, 11 a 9 e 12 a 10.
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No terceiro jogo, Alexis Lebrun, 12º colocado, parecia ter o domínio completo da partida diante de Liang Jingkun, 21º. Abriu 11 a 3 e 11 a 1 e chegou ao match point. Porém, o chinês conseguiu se recuperar a tempo e venceu os sets seguintes por 15 a 13 e 12 a 10. Na quinta e decisiva parcial, um passeio do chinês: 11 a 2. Apesar de não estar no top 20, o chinês de 29 anos foi medalhista de bronze na disputa individual nos últimos quatro campeonatos mundiais (2019, 2021, 2023 e 2025).
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No quarto jogo, Wang Chuqin enfrentou pela primeira vez neste mundial um top 5 do ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF). Diante de Félix Lebrun, vitória apertada por 3 a 1 (13-11, 9-11, 11-9, 11-4), mas o suficiente para garantir a China na 29ª final, 16ª consecutiva.