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Tênis de Mesa

Atletas lembram histórias de Atenas 2004 em live

Hugo Hoyama, Thiago Monteiro e Hanashiro comentam histórias da participação brasileira em 2004

Hugo Hoyama, Thiago Monteiro e Hugo Hanashiro eram o Brasil no tênis de mesa na Olimpíada de 2004, em Atenas. Nesta quarta-feira (6), os três relembraram, em live organizada pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), algumas histórias da época que jogaram juntos pelo país.

O time brasileiro de 2004 era composto pelos opostos. Enquanto Hugo Hoyama, com 35 anos, já possuía 12 medalhas pan-americanas, tinha conquistado o nono lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996 e era o maior nome das Américas na modalidade, Thiago Monteiro e Hugo Hanashiro tinham 23 anos e faziam a estreia em Olimpíadas na Grécia.

Apesar da diferença de idade e experiência entre o trio, Hoyama, Monteiro e Hanashiro se completavam. Se por um lado faltava experiência em competições desse tipo para a dupla mais nova, o nome mais conhecido do grupo lembra da dedicação nos treinos dos demais.

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“Os dois davam 100% em todas as bolinhas nos treinos. Isso fazia com que eu me esforçasse e me dedicasse o máximo em todos os treinamentos. Não tinha conversa com eles, era sempre o máximo, tudo que tinha ficava na mesa”, comentou Hugo Hoyama.

Apesar do elogio, Hugo Hanashiro deixa claro que a história não foi sempre essa na sua carreira. “Tive um período que eu faltava a treinos, não dava tudo que poderia. Mas uma vez, um de seus treinadores, deixou claro que, se ele sonhava em viver do tênis de mesa, precisaria me dedicar o dobro nos treinos, porque tecnicamente eu tinha a metade da qualidade dos demais”.

A mesa central

Nos Jogos Olímpicos de 2004, o local de competição era um pouco diferente. Segundo Hugo Hanashiro, era o maior que ele já tinha entrado para jogar uma partida. Além disso, havia a questão das mesas.

Diferente do que acontece hoje na transmissão do tênis de mesa, nas Olimpíadas, em 2004 somente a mesa central era televisionada. Com isso, como os jogos eram definidos nos sorteios, os atletas não sabiam se a partida que eles iriam disputar teria TV ao vivo. E isso causou um problema pós viagem para Hugo Hoyama.

“Eu não sabia da questão das mesas. A minha partida foi na central e teve transmissão. Apesar de começar bem o jogo, o meu adversário mudou a estratégia e eu acabei me perdendo. Quando você não está bem, o nervosismo sobe, os palavrões saem ai já viu. Quando eu cheguei ao Brasil, uns amigos comentaram que ouviram tudo que eu xinguei na partida porque estava passando na TV”, relembrou.

Resultado vai além do jogo

A campanha brasileira em Atenas, em termos de resultado, não foi das melhores. Thiago Monteiro foi o melhor atleta do país no tênis de mesa e caiu na segunda rodada da chave de simples. Já Hugo Hoyama foi derrotado na estreia. Nas duplas, Hanashiro e Hoyama também foram superados na estreia e deram adeus.

Apesar disso, os Jogos de Atenas foram marcantes para os atletas. Mais desconhecido dos três mesatenistas, Hugo Hanashiro relembra de detalhes do período que defendeu o Brasil.

“Meu objetivo era ir para uma Olimpíada. Eu não tinha meta de ganhar uma medalha. Meu sonho era estar em uma edição de Jogos Olímpicos e eu consegui. Mas o que mais me marcou foi todo o processo para chegar lá. Toda a dedicação e todos os treinos para chegar em Atenas”, comentou o ex-atleta que hoje é administrador de empresas.

Único do trio que ainda atua, Thiago Monteiro não se limita a falar de Atenas e lembra de como aprendeu a ver a próxima competição que iria jogar. “Quando eu comecei, e acredito que os dois também, o próximo torneio era a minha Olimpíada. Não importava o tamanho da competição. Eu via como Jogos Olímpicos e tinha que ir bem, ter resultado e tudo mais para seguir na carreira. Essa mentalidade foi o que mais me marcou”.

Para o hoje técnico Hugo Hoyama, a conversa com os ex-companheiros de Olimpíada o fez recordar outros momentos que marcaram mais do que os Jogos. “Eu me lembro mais do momento que eu chegava em casa, pós viagens e competições, e via a alegria dos meus país com o meu desempenho, as minhas conquistas. Isso marcou mais do que tudo”.

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