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“Essa foi para minha mãe”: base brasileira domina Pan-Americano de Taekwondo

Base brasileira domina Pan-Americano de Taekwondo (Foto Reprodução Instagram)
Base brasileira domina Pan-Americano de Taekwondo (Foto: Reprodução Instagram)

O Brasil teve uma campanha de destaque nas disputas de base do Pan-Americano de Taekwondo, realizado no Rio de Janeiro no final de semana dos dias 09 e 10. Os atletas brasileiros dominaram as divisões cadete, júnior e sub-21. Além das medalhas e títulos conquistados ao longo da competição, o evento também foi marcado por relatos de superação, estreias internacionais e jovens talentos vivendo momentos históricos com a seleção brasileira.

As entrevistas dos atletas após as lutas mostraram um ponto em comum entre diferentes gerações: o significado de representar o país em casa e transformar anos de treino em conquistas continentais.

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Sub-21 reúne títulos brasileiros e destaque individual

A categoria Sub-21 contou com importantes resultados para o Brasil. Um dos principais nomes foi Gabriel Fonseca, campeão até 58kg e eleito o melhor atleta masculino da competição. O brasileiro destacou o trabalho de preparação para a final diante de um adversário chileno já conhecido do circuito.

“Eu treinei bastante por isso. Estou muito feliz. Sei o quanto me esforcei. O chileno era um atleta muito duro. Sabia que seria uma luta difícil. Graças a muito treino e dedicação consegui ser campeão e melhor atleta”, afirmou.

Outro ouro brasileiro veio com Humberto Marques, campeão da categoria até 74kg. Segundo o atleta, a estratégia foi fundamental para conquistar o título.

“A final foi muito acirrada. Fui estudando o meu adversário antes das lutas e tentando buscar as aberturas. Quando fui lutar, tentei estar mais calmo e achar os pontos certos”, disse.

Jhennifer, campeã até 49kg, também enfrentou uma decisão equilibrada contra uma mexicana.

“A final foi bem puxada. Ela deu um giro no fim do primeiro round, mas consegui buscar atrás. O segundo também foi apertado, mas deu tudo certo”, comentou.

Byanca Vendramin, ouro até 62kg, falou sobre a sensação de transformar o esforço em resultado.

“No primeiro round perdi um pouco o foco, mas depois consegui recuperar. Saber que todo o esforço valeu a pena é muito gratificante”, destacou.

Júnior teve atletas competindo em sequência e emoção familiar

No júnior, um dos destaques brasileiros foi Matheus Leonel, campeão da categoria até 73kg. O atleta chamou atenção por competir em sequência no adulto, no júnior e ainda no Sub-21 durante o Pan-Americano. Após ser eliminado nas oitavas de final do adulto, ele voltou ao tatame no dia seguinte para conquistar o ouro no juvenil.

“Ontem lutei no adulto e acabei perdendo nas oitavas. Hoje voltamos, corrigimos os erros e deu tudo certo”, afirmou.

Outra história marcante veio com Maria Luiza, campeã até 52kg em sua primeira participação no Pan-Americano. Emocionada, a atleta dedicou a medalha à mãe.

“Estou muito feliz, muito emocionada. Essa medalha foi para minha querida mãe”, disse.

Leandro, campeão até 51kg, ressaltou a importância da experiência internacional.

“A experiência foi incrível. Foi muito bom poder representar a seleção brasileira e sair campeão”, afirmou.

Cadete marca primeiras experiências internacionais

Nas categorias cadetes, muitos atletas viveram a primeira grande competição internacional da carreira. O evento reuniu jovens talentos brasileiros que celebraram não apenas as medalhas, mas também a oportunidade de vestir a camisa da seleção.

Campeão acima de 65kg, Lorenzo de Brito definiu o momento como especial.

“Foi muito gratificante. Uma experiência muito boa representar o meu país”, comentou.

Laís Assis Machado, da categoria até 59kg, contou que o sonho nasceu dentro da própria família.

“Minha irmã sempre fazia taekwondo e eu segui o exemplo dela. Sempre sonhei com isso desde pequena”, afirmou.

Agatha, atleta da categoria até 51kg, destacou a trajetória até chegar ao Pan-Americano.

“Foi uma longa jornada. Passei por muito para que isso acontecesse”, disse.

Artur Andraos, da categoria até 33kg, também celebrou a oportunidade de defender o Brasil.

“Foi muito bacana representar a seleção brasileira”, comentou.

Mineira no Rio de Janeiro. Jornalista formada pela UFMG e mestranda na UERJ, pesquisando esportes radicais. Nas horas livres, se aventura no surfe, na natação e no handebol.

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