Pela primeira vez na temporada, a WSL desembarca em um país diferente da Austrália, mas não sai da Oceania. A quarta etapa da Liga Mundial de Surfe traz a estreia da praia de Manu Bay, na Nova Zelândia, no circuito. A janela da competição que abre no próximo dia 15, na cidade se Raglan, tem previsão para ser fechada até o dia 25 e conta com uma “vantagem” para surfistas como Gabriel Medina, Yago Dora, Miguel Pupo e outros.
- João Victor Castro é vice no CSI5* do Versilia Horse Show
- Brasil fecha Mundial Júnior de Curling com 7ª colocação no grupo
- Veja os resultados do primeiro dia de finais do Troféu Brasil de ginástica artística
- Dupla da Seleção brasileira tem boa atuação no basquete espanhol
- Gabrielzinho brilha com dois ouros e natação paralímpica soma 19 pódios em Berlim
+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
A inclusão do novo destino veio ao encontro de uma necessidade dos chamados goofy footers, ou seja, atletas que surfam com o pé direito à frente da prancha: a praia de Manu Bay oferece ondas que se formam para a esquerda.
Não só isso, as lendárias formações de Raglan são conhecidas no mundo do surfe por conta de suas extensões, que podem oferecer até dois quilômetros de ondulação nas chamadas “ondas perfeitas”. Nelas, os surfistas da base menos convencional podem entrar nas séries de frontside (de frente para onda), o que não acontece nas outras etapas.
+ WSL define baterias da etapa de Nova Zelândia; veja quem enfrenta quem
E qual a vantagem real?
A maior parte do circuito é formada por surfistas regulares, que se posicionam com o pé esquerdo na frente. Desta maneira, em direitas como as de Snapper Rocks ou de Bells Beach, a maioria dos atletas consegue impor um grande volume de manobras surfando de frente para as ondas, enquanto os goofys precisam ter um backside (manobras de costas para onda) afiado.
Nesta temporada em Bells, por exemplo, foi a primeira vez na história da competição que a semifinal foi composta por três goofy footers, todos brasileiros: Gabriel Medina, Yago Dora e Miguel Pupo, que foi também apenas o oitavo não regular a vencer a competição, sendo o primeiro do país.
“Estou muito feliz com a inclusão de uma esquerda perfeita para surfar no circuito”, disse Yago Dora, campeão mundial da WSL em 2025. “Já fazia um tempo que pedíamos por uma onda assim, e finalmente conseguimos! Nunca estive na Nova Zelândia e estou muito feliz por ter a oportunidade de ir lá pela primeira vez e conhecer o que parece ser uma parte muito bonita do mundo. O lugar parece incrível, então estou realmente empolgado para ir lá pela primeira vez e competir em Raglan.”
Nas telinhas
A praia já foi cenário de um famoso filme do universo do surfe. No documentário The Endless Summer (ou Alegria de Verão, em português), Manu Bay é um dos destinos dos jovens protagonistas Mike Hynson e Robert August, que rodam o mundo em busca de ondas perfeitas e do “verão sem fim”. Dirigido e produzido por Bruce Brown, a obra visita paisagens como a Austrália, África do Sul, Taiti, Havaí e a própria Nova Zelândia.
Quem sai para Raglan entrar?
Para manter o formato de 12 eventos do CT nesta temporada, a tradicional etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, não fará parte do calendário do CT em 2026.
“Adoramos J-Bay e a comunidade de lá, e somos muito gratos por nos acolherem durante tantos anos”, disse Ryan Crosby, CEO da WSL. “É sem dúvida uma das melhores ondas do mundo, e continuaremos a explorar maneiras de retornar no futuro. Dito isso, tomamos a difícil decisão de retirar Jeffreys Bay do calendário do CT de 2026. Fizemos o possível para que J-Bay funcionasse em 2025, mas o apoio financeiro não é suficiente para viabilizar o evento este ano”, analisou.
Quem sãos os goofys do CT?
Dos 57 surfistas da elite, apenas 15 não possuem base regular. Entre os homens, os brasileiros Gabriel Medina, Yago Dora, Miguel Pupo e Italo Ferreira se juntam a Connor O’Leary (Japão), Kauli Vaast (França), Cole Houshmand (EUA) e Ramzi Boukhiam (Marrocos).
No feminino o número é um pouco menor, com Sawyer Lindblad (EUA), Nadia Erostarbe (Espanha), Caroline Marks (EUA), Alyssa Spencer (EUA), Erin Brooks (CAN), Vahine Fierro (França) e Anat Lelior (ISR).
Medina segue como o maior goofy da história, sendo o único a conquistar o mundo por três vezes. Dos que estão em atividade, só Yago, Italo e Caroline Marks venceram o mundial. Nas Olimpíadas, em duas edições, domínio dos “canhotos”: Italo e Kauli Vaast venceram no masculino, enquanto Marks é a atual campeã entre as mulheres.