O Mundial Júnior de Surfe começa neste domingo (11), nas Filipinas. Serão 24 atletas em cada naipe, com o Brasil sendo representando por duas mulheres e três homens. A edição deste ano é a 25ª e será realizada no mesmo local de 2025, na praia de Urbiztondo Beach, em San Juan, na província de La Union.
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Além do título, o Mundial Júnior de surfe garante uma vaga automática ao WSL Challenger Series, que é o circuito de acesso para o Championship Tour, onde está a elite do surfe mundial.
Cinco brasileiros
No feminino, competem pelo Brasil Luara Mandelli, atual campeã no WSL Pro Júnior de Saquarema, e Laura Raupp, que recentemente faturou o título do QS de Guarapari. Já no masculino, Rickson Falcão, campeão sul-americano, Gabriel Klaussner e Ryan Kainalo irão representar o país. Luara, Ryan e Rickson foram ao Havaí para treinar para a competição.
O Brasil soma nove títulos do Mundial Júnior de Surfe, sendo oito no masculino e um no feminino. Luana Silva é a atual campeã. Dentre os homens, Lucas Vicente levou em 2019. Antes dele, levantaram a taça Pedro Henrique (2000), Adriano de Souza (2003), Pablo Paulino (2004 e 2007), Caio Ibelli (2011), Gabriel Medina (2013), Lucas Silveira (2015) e Mateus Herdy (2018).
“Degrau importante”
No ano passado, além de Luana Silva no feminino, o indonésio Bronson Meydi ergueu o troféu no masculino. “O Mundial Júnior é um degrau importante no caminho para o tour. Dá uma bagagem legal, e vencer contra atletas do mundo todo te ajuda a mostrar que dá pra sonhar grande. Para o Brasil, esses resultados puxam ainda mais a galera de base a acreditar”, disse Luana.
Ela ainda completou ao dizer que este título foi uma confirmação de que todo o trabalho e esforço valeram a pena. “Foi incrível. Me deu muita confiança, abriu portas importantes e me deixou ainda mais motivada para seguir evoluindo”, finalizou.
Brasil é referência
“Esta é uma competição que tem muita importância para o surfe pois deu às primeiras oportunidades para atletas que depois se tornaram campeões mundiais. Ela é uma vitrine mundial e os surfistas já entenderam o peso que tem”, diz Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina.
“O Brasil, por exemplo, se tornou uma referência e tem um histórico muito vencedor nos juniores, que começou lá atrás com Pedro Henrique e Mineirinho. Em 2025, tivemos o privilégio de ver a Luana Silva conquistar o título, sendo a primeira mulher brasileira a erguer este troféu”, completa.