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AO VIVO: Etapa de Margaret River

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AO VIVO: Etapa de Margaret River

AO VIVO: ASSISTA A ETAPA DE MARGARET RIVER

A briga pela liderança do Mundial de Surfe 2019 segue intensa. Um dos inícios mais acirrados dos últimos anos. Ainda mais após a vitória inédita do japonês Kanoa Igarashi em Keramas, na Indonésia, que encostou no líder John John Florence.. Filipe Toledo, 5º colocado no evento, perdeu uma grande chance de assumir a lycra amarela, uma vez que seus concorrentes – John John, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira – foram eliminados precocemente do evento. No feminino, Silvana Lima vem confiante após o bom retorno na Indonésia, de onde saiu com a 5ª colocação. Assista ao vivo à etapa de Margaret River, na Austrália, aqui no OTD.

Gabriel Medina era top-5 do Mundial de surfe até a etapa de Keramas, porém, com o fraco desempenho na Indonésia, caiu para a 10ª colocação, se distanciando dos líderes.

+ CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO DO MUNDIAL MASCULINO 

Filipe Toledo, por sua vez, saiu de lá com uma 5ª colocação, mas com um ‘gostinho de quero mais’, pois poderia ter terminado a etapa da Indonésia como dono da lycra amarela. Águas passadas.

Ítalo Ferreira, assim como Medina, teve um desempenho muito abaixo do esperado, mas muito por conta de uma lesão sofrida, que atrapalhou seu desempenho e a busca pelo bicampeonato em Keramas.

Ano passado, por conta da forte presença de tubarões, a etapa de Margaret acabou sendo alocada para outro pico na Indonésia: Uluwatu, onde o brasileiro Willian Cardoso acabou se dando bem e fazendo história.

Porém, em 2017, quando a etapa aconteceu normalmente, quem venceu foi John John. Uma etapa onde ele quebrou e só faltou fazer chover. Não à toa, é o grande favorito para levar o tricampeonato da etapa.

Naquela ocasião, o melhor brasileiro foi Filipe Toledo, que foi eliminado nas semifinais pelo vice-campeão Kolohe Andino. Por isso, não se pode nunca descartar o brasileiro natural de Ubatuba (SP).

Filipe Toledo é um dos grandes favoritos para esta etapa. Foto: Divulgação / WSL

Ítalo Ferreira não disputou naquele ano, pois se recuperava de lesão, enquanto Medina foi eliminado no Round 2.

Kanoa Igarashi, que evolui a cada ano, mostra cada vez mais um surf progressivo muito apurado, com agressividade e comprometimento, o que agrada os juízes. Além disso, vem embalado da vitória histórica em Keramas. Olho nele!

Brasileiras de olho em dias melhores

Silvana Lima vem de boa exibição em Keramas. Foto: Divulgação / WSL

Do lado feminino, Margaret River pode servir como uma boa maneira de retornar à boa fase para a brasileira Tatiana Weston-Webb. Sua melhor colocação no evento foi uma semifinal, em 2016.

Ela vive um amargo jejum de 7 etapas do Mundial de surfe sem fazer uma semifinal. Até o momento, com 3 etapas realizadas, ela ficou em 9º lugar em duas etapas e em 5º, em outra etapa.

+ CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO DO MUNDIAL FEMININO

Já Silvana Lima, que tem no histórico um 9º lugar no evento, vem embalada de um bom retorno após lesão, quando eliminou a até então líder do CT, Caroline Marks, e só acabou eliminada nas quartas.

O que esperar de Margaret River?

Margaret River favorece atletas peritos em tubos e com surfe de borda afiado. Foto: Divulgação / WSL

Margaret é considerado com um dos lugares com as ondas mais consistentes da Austrália. Num dia muito épico, podem chegar a até 4 m de altura!

As ondas podem abrir tanto para a esquerda, quanto para a direita. Se for para a esquerda, ela é mais constante e forma uma parede muito favorável para um power surf. Se for direita, pode começar com um tubo e depois formando uma parede um pouco mais curta.

Mas se não rolar nesse pico, ainda pode acontecer em: The Box e North Point.

Se for em The Box, num dia bom, a onda pode proporcionar tubos bem profundos, porém, é mais perigoso, pois a onda quebra bem em cima de uma parede de corais bem rasa. A onda requer muita habilidade e pode favorecer tuberiders como Gabriel Medina, John John, Ítalo Ferreira, Jeremy Flores, Kelly Slater, entre outros.

Se for em North Point, a onda começa logo no outside, proporcionando uma extensa seção tubular.

Vagas olímpicas: situação de momento

De acordo com os critérios de classificação do surfe para a Olimpíada de Tóquio-2020, o CT 2019 irá distribuir 10 vagas para a categoria masculina e 8 para a feminina, com limite de 2 surfistas por país em cada.

Vale lembrar que o Comitê Olímpico Internacional não diferencia atletas havaianos de estado-unidenses. Portanto, John John Florence e Malia Manuel, por exemplo, representariam a bandeira dos Estados Unidos.

Portanto, se o mundial de surfe acabasse hoje, estes seriam os classificados:

MASCULINO: John John Florence (EUA), Kanoa Igarashi (JAP), Ítalo Ferreira (BRA), Filipe Toledo (BRA), Kolohe Andino (EUA), Jordy Smith (AFS), Jeremy Flores (FRA), Wade Carmichael (AUS), Ryan Callinan (AUS) e Michel Bourez (FRA)

FEMININO: Stephanie Gilmore (AUS), Caroline Marks (EUA), Courtney Conlogue (EUA), Sally Fitzgibbons (AUS), Brisa Hennessy (CRI), Tatiana Weston-Webb (BRA), Johanne Defay (FRA) e Silvana Lima (BRA)

Sendo assim, nomes como Gabriel Medina, Kelly Slater e Julian Wilson estão fora da zona de classificação.

Favoritos em Margaret River

Filipe Toledo fez semifinal em 2017 (Divulgação / WSL)

Por ser uma onda pesada, que favorece quem é perito no power surfe, mas que também pode ser tubular, temos alguns nomes favoritos para a etapa.

São eles: John John Florence, que já venceu a etapa em duas ocasiões. Filipe Toledo, que é conhecido por seus aéreos, mas que sabe entubar e dispensa comentários sobre o seu surfe de borda.

O sul-africano Jordy Smith também é um forte nome para a etapa, por conta de sua estatura e seu bom desempenho nas ondas australianas. Gabriel Medina também é um nome que não pode ser jamais esquecido, uma vez que Margaret é uma das poucas etapas que ainda não venceu.

Tatiana Weston-Webb busca reabilitação no Tour. Foto: Divulgação / WSL

Já no lado feminino, Courtney Conlogue é uma das grandes favoritas, pois assim como John John Florence, já venceu o evento em duas ocasiões.

Stephanie Gilmore, a 7 vezes campeã do mundo, é sempre favorita não importa o evento, além de que as ondas de Margaret favorece o seu surfe polido.

Sally Fitzgibbons, campeã em 2017 e vice-campeã da etapa de Keramas, vem embalada para entrar de vez na briga pela título.

Tatiana Weston-Webb quer viver dias melhores no CT, pois ainda não se encontrou em 2019, e Margaret pode ser o lugar ideal para isso.

Round 1 – Masculino – Margaret River – Mundial de surfe

Bateria 1: John John Florence (EUA) x Kelly Slater (EUA) x Jadson André (BRA)

Bateria 2: Kanoa Igarashi (JAP) x Yago Dora (BRA) x Soli Bailey (AUS)

Bateria 3: Julian Wilson (AUS) x Peterson Crisanto (BRA) x Caio Ibelli (BRA)

Bateria 4: Ítalo Ferreira (BRA) x Joan Duru (FRA) x Frederico Morais (POR)

Bateria 5: Gabriel Medina (BRA) x Deivid Silva (BRA) x Jacob Wilcox (AUS)

Bateria 6: Filipe Toledo (BRA) x Sebastian Zietz (EUA) x Jack Robinson (AUS)

Bateria 7: Jordy Smith (AFS) x Adrian Buchan (AUS) x Ricardo Christie (AUS)

Bateria 8: Kolohe Andino (EUA) x Seth Moniz (EUA) x Jack Freestone (AUS)

Bateria 9: Conner Coffin (EUA) x Ryan Callinan (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)

Bateria 10: Wade Carmichael (AUS) x Michael Rodrigues (BRA) x Ezekiel Lau (EUA)

Bateria 11: Jeremy Flores (FRA) x Willian Cardoso (BRA) x Jesse Mendes (BRA)

Bateria 12: Owen Wright (AUS) x Michael Bourez (FRA) x Griffin Colapinto (EUA)

Round 1 – Feminino – Margaret River – Mundial de surfe

Bateria 1: Caroline Marks (EUA) x Johanne Defay (FRA) x Paige Hareb (AUS)

Bateria 2: Carissa Moore (EUA) x Nikki Van Dijk (AUS) x Keely Andrew (AUS)

Bateria 3: Stephanie Gilmore (AUS) x Coco Ho (EUA) x Wildcard

Bateria 4: Courtney Conlogue (EUA) x Brisa Hennessy (CRI) x Macy Callaghan (AUS)

Bateria 5: Sally Fitzgibbons (AUS) x Tatiana Weston-Webb (BRA) x Silvana Lima (BRA)

Bateria 6: Malia Manuel (EUA) x Lakey Peterson (EUA) x Bronte Macaulay (AUS)

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