A classificação de Wallace Gabriel para as quartas de final do street masculino no Mundial de Skate, disputado em São Paulo, veio no limite e em um momento especial para os brasileiros na pista. Pouco antes dele, Ivan Monteiro havia acertado sua manobra e garantido vaga nas quartas, criando uma espécie de dobradinha nacional no fim da penúltima bateria.
- Corinthians vence fora e segue líder do Brasileirão; Bahia bate Flamengo
- São Paulo vence Grêmio e assume liderança temporária do Brasileirão feminino
- Samuel Pupo faz bom início de temporada sem pressão pelo corte
- Arretados atropela rivais e fica com o título do Regional Nordeste
- Pedro Boscardin luta por 3h30, mas cai para favorito na estreia em Savannah
+SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
Para Wallace, o momento simbolizou algo que os skatistas brasileiros buscam há bastante tempo: competir bem juntos e dividir grandes resultados nas principais competições internacionais.
“Faz tempo que nós, brasileiros, queremos algo juntos. O Ivan, desde sempre, desde os primeiros campeonatos, o primeiro campeonato que eu corri com ele na França, ele sempre quis estar na final comigo, porque é brasileiro, torce para o brasileiro e todos querem andar bem. Então quando a gente conseguiu acertar uma back-to-back da outra, a gente ficou muito feliz ali. Ele veio me cumprimentar, eu dei um abraço nele e agradeci pela energia, porque ele passou uma energia boa.”
Dentro da pista, Wallace precisou lidar com o nervosismo após cometer erros na primeira tentativa. Como foi o último atleta da bateria, ele sabia que precisava acertar a linha para garantir a classificação.
“Fiquei na pista meio nervoso, pronto já para andar a primeira volta. Depois que eu consegui andar, vi o que eu errei ali e consegui me acalmar mais. Na segunda volta eu pensei bem no que tinha errado e consegui ir mais calmo para completar a minha linha”, disse o skatista.
“Eu errei na primeira volta e todo mundo ainda tinha a segunda tentativa. Como eu era o último, não podia contar muito com a primeira nota. Então o jogo era acertar ou acertar. Caso eu não acertasse, eu poderia ficar fora. Mas graças a Deus deu tudo certo.”
Mais em casa impossível
Com boa parte da delegação brasileira classificada, Wallace também destacou o conhecimento dos atletas locais sobre a pista de São Paulo, fator que pode ajudar nas próximas fases da competição.
“Para nós aqui a pista já é meio de casa. A gente conhece bastante porque treinou alguns dias antes. Mudaram algumas coisas na reforma, mas a gente já conhece os obstáculos. Então todo mundo só andou normal de skate, como todos os dias.”