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De alternativo a esperança de medalha: o skate no Brasil

Desde 2004, celebra-se o Dia Mundial do Skate; em homenagem, contamos um pouco da história da modalidade no Brasil

Tony Hawk, um dos maiores skatistas da história, realizando manobra na Califórnia (Michael Burnett)

Desde 2004, comemora-se no dia 21 de junho, em diversos países no mundo, incluindo o Brasil, o Dia Mundial do Skate. A data foi criada por iniciativa da Associação Internacional de Companhias de Skate (IASC) para dar mais visibilidade a modalidade, antes mal vista por muitos e que se consolidou como uma das maiores do planeta, a ponto de ingressar no programa olímpico.

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O Olimpíada Todo Dia faz uma homenagem ao skate e conta um pouco de sua história aqui no Brasil. Desde o início, passando pela quase extinção e chegando aos dias de hoje como uma das maiores esperanças de medalha do país nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

O Início

A história do skate no Brasil surgiu na década de 1960, mais precisamente no Rio de Janeiro, através dos poucos brasileiros que viajavam para os Estados Unidos à época. Principalmente por aqueles que se interessavam pelo surfe ou já pegavam onda em águas nacionais. Era praticado sobre eixos de patins com rodas de borracha ou ferro pregados em uma madeira qualquer.

Chamado inicialmente de “esqueite” e de “surifinho”, a modalidade engatinhou na década de 1960 no Brasil, e precisou esperar até os anos 1970 para realmente começar a crescer.

Da revista para o sucesso

Em 1972, após aparecer na Revista Pop, uma das mais populares entre o público jovem à época, o skate caiu no gosto da galera e passou a ter novos adeptos.

No final de 1974 ocorreu o primeiro campeonato de skate, no Primeiro Clube Federal, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, foi inaugurada a primeira pista do Brasil e da América Latina, em Nova Iguaçu, também no estado fluminense.

Na sequência, veio o primeiro grande campeonato nacional, a primeira ida de uma equipe aos Estados Unidos para participar de uma competição importante, e o surgimento de revistas e marcas especializadas. O skate ia crescendo como qualquer nova modalidade faz, até que sofreu uma repentina queda.

Patins e BMX

No inicio da década de 1980, a modalidade quase desapareceu do Brasil. Com a popularização dos patins e do BMX no mundo, muitas marcas que produziam skates nos anos anteriores começaram a falir.

Quem ajudou o skate a sobreviver foram os próprios skatistas. Organizando campeonatos e construindo rampas particulares, os amantes das quatro rodinhas conseguiram manter uma comunidade forte e leal.

Volta por cima

Em 1984, ocorreu o ressurgimento da indústria nacional do skate. A aparição de mais revistas especializadas e de um programa em TV aberta – TV Vibração, da Rede Record – dedicado somente ao esporte, fizeram com que mais e mais praticantes começaram a surgir.

Na segunda metade da década, os campeonatos nacionais começaram a ficar cada vez maiores e a se proliferar, atraindo a atenção dos profissionais norte-americanos. O desembarque de feras como Tony Alva e Tony Hawk, considerado o “Pelé do Skate”, no Brasil foi fundamental na formação dos grandes skatistas da história do país, como Lincoln Ueda, Sandro Dias e Bob Burnquist.

21 de junho, Dia Mundial do Skate: Sandro Dias e Bob Burnquist, dois gigantes do esporte (Julio Detefon/CBSK)

O Boom dos anos 1990 e 2000

Na década de 1990, o skate começou a explodir no Brasil. A modalidade street se tornou muito forte, já que os skatistas não dependiam de pistas para andar. Além disto, as manobras também evoluíram e ficaram bem mais diversificadas, muito em função do novo shape, agora mais tecnológicos e práticos.

No dia 21 de junho, é celebrado o  Dia Mundial do Skate. O Olimpíada Todo Dia homenageia a modalidade e conta um pouco de sua história aqui no Brasil
21 de Junho: dia Mundial do Skate (Instagram/cbsk)

Nesta época, muitos canais de televisão, revistas e sites começaram a divulgar o esporte. Isto influenciou muito na maturação. Celebridades como Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr., e Badauí, cantor do CPM 22, foram fundamentais na propagação do skate na grande mídia. Documentários, filmes e jogos de videogame também foram peça chave para tirar a fama de “esporte alternativo”, praticado apenas por marginais e rebeldes.

Em 1997, Bob Burnquist fez história ao ser eleito o melhor skatista do ano em todo o mundo.

Já no ano 2000, foi criada a Confederação Brasileira de Skate (CBSk), que possibilitou a construção de centenas de pistas pelo Brasil. Neste ano, já havia havia mais de 2,7 milhões de praticantes em todo o Brasil, segundo pesquisa do Datafolha.

Esperança olímpica

Em 2016, vendo a proporção que o esporte de quatro rodinhas tomou ao redor do mundo, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou o skate como modalidade integrante dos Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio.

Para o Brasil, a decisão foi muito bem vinda. Além de ajudar a difundir ainda mais a modalidade, o skate será uma das grandes esperanças de medalha do país nos Jogos do Japão. Nomes como Pâmela Rosa, Rayssa Leal, Letícia Bufoni, Pedro Barros, Pedro Quintas, Luiz Francisco, Yndiara Asp, Kelvin Hoefler, dentre outros, podem fazer história e tornar o skate como a modalidade que mais medalhas trará ao Brasil em uma única edição dos Jogos Olímpicos, desbancando os tradicionais carros chefes judô e vôlei.

Dia Mundial do Skate Virtual

Nesse 21 de junho, em meio à pandemia do coronavírus e as recomendações de isolamento social, a CBSk fará um “rolê virtual”, às 14h do horário de Brasília, através do seu Instagram.

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