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Brasil sai do GP de Antalya com três pratas e um bronze

Rafael Buzacarini e Beatriz Souza, no domingo, e Maria Portela, sábado, fizeram finais no Grand Prix de Antalya. Larissa Pimenta também foi ao pódio. Disputa pelas vagas no Mundial de Tóquio estão no fim

Buzacarini passou pelo vice-campeão olímpico Gasimov nas quartas (Gabriela Sabau/IJF)

Os brasileiros Rafael Buzacarini, Beatriz Souza e Maria Portela foram medalha de prata no Grand Prix de Antalya. Larissa Pimenta conseguiu mais um bronze. O Brasil sai da Turquia ainda com outros quatro quintos colocados e um sétimo. Disputa pelas vagas no Mundial de Tóquio estão chegando ao fim e vão os nove melhores do ranking em cada gênero.

As medalhas de Buzacarini e Beatriz Souza foram conquistadas no domingo (7), último dos três dias de lutas. No sábado (6) veio a de Maria Portela e na sexta (5) foi a de Larissa Pimenta. Os três somam 490 pontos e Larissa, 350.

Leonardo Gonçalves (100kg) e David Moura (+100kg) disputaram bronzes também neste domingo e acabaram perdendo para o belga Toma Nikiforof e o romeno Vladut Simionescu. Ambos, ao lado de Felipe Kitadai (60kg) e Sarah Menezes (52kg), saem em quinto e somam 252 pontos no ranking mundial. Alexia Castilhos (63kg) terminou em sétimo e recebe 182.

Além deles, lutaram as classificatórias neste domingo Rafael Macedo e Gustavo Assis nos 90kg. No sábado foram Marcelo Contini (73kg), Eduardo Yudy e Guilherme Schimidt (81kg) e Ellen Santana (70kg). Na sexta completaram o time Eric Takabatake (60kg), Nathália Brigida (48kg), Charles Chibana (66kg) e Rafaela Silva (57kg).

Mais uma prata para Buzacarini e Beatriz

Buzacarini ganhou as quatro primeiras lutas, inclusive do vice-campeão olímpico Esmael Gazimov, por ippon, no golden score (veja abaixo com o golpe após 9min25s). Fez a final contra o francês Alexandre Iddir. “Fiz uma boa competição novamente, ganhei de grandes adversários, possíveis top 10”, destacou o brasileiro.

Beatriz ganhou as três antes da decisão, que perdeu logo nos primeiros segundos para Iryna Kindzerska, do Azerbaijão.

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Foi a segunda vez seguida seguida que Buzacarini e Beatriz Souza subiram ao pódio. Na semana anterior, em Tbilisi, também foram prata. Beatriz tem ainda mais uma medalha esse ano, bronze no Aberto de Oberwart. Maria Portela foi vice no Grand Slam da Rússia.

“Fiquei feliz por essa segunda final nesses dois finais de semana seguidos. Quero buscar um degrau de cada vez, ir seguindo e me sentir bem lutando”, projeta a judoca brasileira. “Foram duas medalhas de prata em duas competições seguidas. Muito importante para mim. Minha evolução está a cada dia melhorando e tem muito mais para acontecer esse ano ainda”, falou Buzacarini.

Definição para o mundial

O Grand Prix de Antalya foi mais uma chance para somar pontos no ranking visando o Mundial de Tóquio, parada quase obrigatória antes dos Jogos Olímpicos do ano que vem, também na capital japonesa.

A definição da seleção sairá após Grand Slam de Baku, no Azerbaijão, entre 10 e 12 de maio. Encerrada essa competição, os nove melhores colocados nos rankings mundiais masculino e feminino vão para Tóquio esse ano, independente da categoria.

“Poder ser que o Brasil não esteja representado em alguma categoria e esteja melhor representado em uma ou duas”, diz Ney Wilson, gestor de alto rendimento da CBJ.

A próxima competição do Brasil será o Campeonato Pan-Americano de Judô, que acontecerá em Lima, no período de 26 a 28 de abril. Os convocados serão divulgados no dia 11. Vale classificação para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2019.

Grand Prix dá 700 pontos para o campeão, 490 para o vice e mais 350 para bronzes. Quem chegar em quinto soma 252 e, em sétimo, 182. A partir daí as pontuações são 112, 84, 70 e 6, este último só pela participação. O Grand Slam dá mais. São 1000 para o campeão, 700 para o vice e 500 para os bronzes. Quinto colocado leva 360 e sétimo, 260. Depois vem 160, 120, 100 e 10.

Corrida para o Mundial de Tóquio

Antes do Grand Prix de Antalya a corrida para o Mundial de Tóquio no feminino tinha, pela ordem, Mayra Aguiar (78kg), Maria Suelen Altheman (+78kg), Rafaela Silva (57kg), Beatriz Souza (+78kg), Maria Portela (70kg), Ketleyn Quadros (63kg) e Eleudis Valentim (52kg). Erika Miranda e Jessica Pereira, ambas nos (52kg), estão entre as nove, mas a primeira se aposentou e a segunda está suspensa preventivamente.

Beatriz Souza foi ao segundo pódio consecutivo (Gabriela Sabau/IJF)

Logo a seguir e com mais de mil pontos apareciam Samantha Soares (78kg), Gabriela Chibana (48kg), Alexia Castilhos (63kg), Nathália Brigida (48kg) e Ellen Santana (70kg). Larissa Pimenta tinha menos de mil pontos e estava em 16º entre as brasileiras (confira a lista completa).

Vale destacar Nathália Brigida, que apesar de estar fora das nove, vem recuperando terreno em 2019 após ficar quase dois anos parada por conta de lesão. Este ano somou 1360 dos 1444 pontos que tem.

Entre os homens a ordem era David Moura e Rafael Silva (+100kg), Daniel Cargnin (66kg), Eric Takabatake (60kg), Rafael Macedo (90kg), Eduardo Yudy (81kg), Leonardo Gonçalves (100kg), Phelipe Pelim (60kg) e Charles Chibana (66kg).

Logo a seguir e com mais de mil pontos vinham Rafael Buzacarini (100kg), Eduardo Barbosa (73kg), Vitor Penalber (81kg), Marcelo Contini (73kg) e Felipe Kitadai (60kg) (clique aqui para ver a lista completa).

Larissa Pimenta derrota russa na disputa do bronze. O terceiro do ano (Gabriela Sabau/IJF)

Há a possibilidade de ir um atleta acima dos nove melhores colocados caso haja três de uma mesma categoria entre os elegíveis. Neste caso, o de maior ranking entre os três daria lugar para outro, de outra categoria, pois só é possível inscrever dois por peso.

Mundial é parada antes da Olimpíada

Além da importância óbvia, o mundial deste ano tem ainda mais relevância já que é parada quase obrigatória para quem quiser disputar os Jogos de Tóquio 2020. Na pontuação é o que mais distribui no ano. São 2000 para o vencedor, 1400 para os vices e 1000 para cada bronze. Os quintos têm 720 – mais que os campeões de Grand Prix, por exemplo – e os sétimos, 520. Depois vem 320, 240, 200 e 20.

Além disso, como neste ano o mundial será no mesmo local que os Jogos de Tóquio 2020, a Confederação Brasileira de Judô vai fazer do torneio uma espécie de laboratório de luxo, com uma semana de aclimatação usando todo o planejamento previsto para o ano que vem. A intenção é entender qualquer ajuste fino que venha a ser necessário. O mesmo vale para a organização dos Jogos, que fará do mundial um evento teste para as Olimpíadas.

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