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Débora Carneiro e Beatriz Carneiro

Paralímpicos

Gêmeas da natação paralímpica destacam saudade dos treinos

Após 2019 vitorioso, Beatriz e Débora Carneiro citam dificuldades por ficar longe das piscinas por tanto tempo

As gêmeas da natação conquistaram cinco medalhas no Parapan de Lima (Instagra/debora.carneirooficial)

Gêmeas da natação paralímpica destacam saudade dos treinos

Sem conseguir treinar da maneira normal desde o início da pandemia, as gêmeas Beatriz Carneiro e Débora Carneiro, paratletas da natação, não veem a hora de poder retomar a rotina. Residentes de Maringá, no Paraná, as irmãs contaram na live feita com o Olimpíada Todo Dia como tem sido esse início de retomada dos treinos nas piscinas.

“A gente está começando a voltar a ter uma rotina de treinos agora. Estamos treinando três vezes na semana além de fazer os treinos físicos que o pessoal nos passa pela internet. Mas ainda estamos num nível bem abaixo por conta desse longo período”, revela a dupla que ficou dois meses longe das piscinas de treino.

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Mesmo com todo esse período sem os treinos as atletas deixam claro que estão prontas e motivadas para retomar, mesmo sem saber exatamente quando as competições voltarão a fazer parte do calendário.

“O que nos motiva é a nossa vontade de recomeçar nesse processo de evolução. Isso sai de nós mesmos. Nós convivemos hoje com o sentimento de que queremos voltar a fazer o que mais amamos. Não poder nadar tem nos deixado agoniadas”, revela Beatriz.

Começo complicado de pandemia

Apesar de hoje já estarem cientes de que ainda precisam esperar um pouco mais para poder retomar a rotina completamente, as irmãs revelam que sofreram bastante no início desse processo de quarentena.

Débora Carneiro e Beatriz Carneiro
Dupla está retomando rotina de treinos aos poucos (Instagra/debora.carneirooficial)

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“Eu lembro bem quando nosso treinador nos avisou que as seletivas paralímpicas foram adiadas. Nós estávamos treinando e eu já sai da piscina chorando e brava. Eu questionava por que isso estava acontecendo. Demorei pra assimilar que todo o nosso esforço estava indo por água abaixo de uma hora pra outra. Mas depois de um tempo eu fui aceitando a situação”, explica Débora.

Ano pra ficar marcado

O sentimento de decepção pelos adiamentos do torneio se explica pelo ótimo momento vivido pelas irmãs. No ano passado, a dupla viveu uma temporada de vários ótimos resultados, sendo o ápice no Parapan de Lima.

Na capital peruana a dupla conquistou cinco medalhas, sendo duas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Para melhorar ainda mais, nas duas vezes que subiram no lugar mais alto do pódio, Beatriz e Débora Carneiro realizaram a famosa dobradinha.

“Nunca imaginei que iria chegar a disputar um Parapan. Ia disputar uma competição desse nível. Ainda mais pegar pódio, e principalmente no nado medley, já que eu não sou tão boa em todos os estilos. Então foi maravilhoso, não dava pra imaginar que conseguiríamos ter duas dobradinhas”, relembra Beatriz Carneiro, que ficou com o ouro nos 200 m medley, prata nos 100 m peito e o bronze nos 200 m livre.

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Para Débora Carneiro, 2019 teve um peso ainda maior. Além do ouro nos 100 m peito e a prata no medley, a atleta conquistou ainda uma medalha de bronze no Mundial de natação paralímpico, realizado em Londres. As conquistas deram um novo ânimo para a nadadora, que revelou ter passado por um longo período de desânimo no esporte.

“Passei po um problema na seletiva do Rio 2016 e acabei ficando de fora da Paralímpiada. Isso me deixou muito triste e me abalou por um longo tempo. Mas a temporada do ano passado me deu forças para continuar competindo”, completou.

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