A temporada 2026 do halterofilismo paralímpico começou com marcas históricas. A primeira etapa nacional do Circuito Paralímpico de halterofilismo, encerrada neste domingo (1º), no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, teve três novos recordes brasileiros e alto nível técnico logo na abertura do calendário.
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Ao todo, 142 atletas de 15 estados e do Distrito Federal participaram da competição, que também foi decisiva para atletas em busca de índices internacionais.
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Jean Rufino quebra recorde até 107kg
O principal destaque da etapa foi o mineiro Jean Henrique Rufino, da categoria até 107kg. O atleta do SADEVI, de Belo Horizonte, levantou 224kg e estabeleceu o novo recorde brasileiro da categoria, superando a antiga marca de 220kg, registrada em 2024.
Jean já havia superado o recorde na segunda tentativa, com 221kg, antes de ampliar ainda mais na terceira pedida. O resultado coroou um trabalho iniciado no ano passado, quando tentou bater a marca inclusive no Mundial, mas sem sucesso.
“No ano passado eu tentei duas vezes, inclusive no Mundial, mas não consegui validar. Trabalhamos muito para conquistar esse recorde e começar o ano com o pé direito”, afirmou o atleta, que celebrou o primeiro recorde nacional da carreira.
João Maria França e Lara Lima também entram para a história
A etapa ainda contou com outros dois recordes brasileiros.
Na categoria até 59kg, o potiguar João Maria França levantou 178kg e superou a marca anterior de 177kg, que estava em vigor desde 2017.
Entre as mulheres, na categoria até 45kg, a mineira Lara Lima quebrou o próprio recorde brasileiro ao erguer 111kg, um quilo acima da sua marca anterior (110kg), confirmando a evolução na categoria.
Disputa acirrada até 97kg
Além dos recordes, a categoria até 97kg masculina protagonizou um dos momentos mais aguardados da competição. O mineiro Washington de Souza venceu o duelo contra o experiente José Arimateia, integrante da Seleção Brasileira e representante do país no Mundial do Cairo 2025.
Washington confirmou seus três levantamentos (196kg, 205kg e 211kg) e garantiu o ouro. Arimateia tentou 190kg, 203kg e 213kg, mas apenas a primeira tentativa foi validada.
Bicampeão brasileiro em 2024 e 2025, Washington já havia atingido o índice A do CPB para o Regional das Américas e, nesta etapa, ainda conseguiu melhorar sua melhor marca.
Praia Clube conquista o título por equipes
No desempenho coletivo, o Praia Clube/CDDU/Futel, de Uberlândia (MG), ficou com o título da etapa. A equipe levou 19 atletas à competição e subiu ao pódio 17 vezes, conquistando oito ouros, seis pratas e três bronzes.
Segundo o técnico Weverton Santos, o planejamento específico para o início da temporada foi determinante para o resultado. Parte do grupo já volta o foco para o Campeonato Brasileiro, enquanto outros atletas direcionam a preparação para compromissos internacionais.
Última chance por índices internacionais
A competição também representou a última oportunidade para atletas sem classificação internacional alcançarem as marcas exigidas para o Regional das Américas, etapa obrigatória no processo de qualificação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
No sábado (28), o rondoniense Kauê Rodrigues, da categoria até 59kg, levantou 170kg e superou o índice estabelecido para sua categoria.
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