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Como é que vai ser agora?

A pandemia escancarou muitas fragilidades, entre essas, nossos valores. Precisamos rever com coragem e profundidade essa pilar. Uma reflexão sobre o caso Robinho!

A diretoria do Santos abriu mão da polêmica contratação de Robinho (Jota Erre / Photo Premium / Gazeta Press)

Semanas atrás acompanhávamos na mídia o desdobramento da contratação, um tanto quanto equivocada, do jogador Robinho pelo Santos.

Poucos dias após a contratação, diante da enorme pressão, inclusive de patrocinadores, o Santos decidiu não levar adiante a permanência do jogador, condenado em primeira instância na Itália por estupro a uma jovem albanesa, em 2013.

Um respiro aliviado pela decisão da diretoria santista. Ou quase.

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Como é que vai ser à partir de agora? Será mesmo que dessa indigesta história com o caso Robinho aprendemos alguma lição ou continuaremos com a – já conhecida – passada de pano?

Talvez a segunda opção continue valendo, afinal, a nossa memória é curta demais. Não estamos preparados para essa conversa, porque a prioridade sempre é o resultado do jogo, o campeonato…

O imediatismo é, além de “barato”, pouco consiste.

Ficou escancarado que a redoma do futebol é frágil, não só pela pandemia, mas pelo caminho que clubes e imprensa, decidem percorrer. É sempre melhor não tocar no assunto e deixar a bola rolar. Só que não dá mais. Não em 2020.

Nos negócios usamos um termo que cai muito bem para o momento atual: Update or die! Vale para o futebol e também vale para o nosso dia a dia. Apesar de vez sim e outra também, a passada de pano ser mais fácil, não deixamos de rever uma antiga lição nessa história toda: tem que doer no bolso.

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Diferente de ligas internacionais, o futebol nacional parece não ter feito algumas importantes lições de casa. O clube deixou de ser uma instituição para se tornar ferramenta de mídia, ampliando seu poder de persuasão e engajamento, não só com o torcedor, mas na construção de comunidade. Construção. Quem não se preocupa em construir marca, constrói objetivos e metas como um castelo de cartas. Frágil demais para se manter. Nesse cenário, o pior a fazer é justamente “deixar pra lá”.

A pandemia escancarou muitas fragilidades, entre essas, nossos valores. Precisamos rever com coragem e profundidade essa pilar. Precisamos não esquecer a história. Precisamos olhar com cuidado para nossos ídolos, justamente para não repetirmos os erros que eles cometem – por serem humanos. Precisamos seguir, melhores e mais conscientes.

Ah, e se possível, sem passar pano, por favor!

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