O projeto de lei que inclui o nome da nadadora Maria Lenk no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria foi aprovado nesta quarta (13) pela Comissão de Esporte do Senado.
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O projeto (PL 3.167/2025) foi aprovado em decisão terminativa e, por isso, não precisará passar por votação no plenário. Assim, deve seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados, a não ser que seja apresentado recurso.
A proposta de homenagem a Maria Lenk foi apresentada pela senadora Leila Barros (PDT-DF), presidenta da comissão, e teve parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP).
“Maria Lenk teve uma trajetória maravilhosa, além de ser uma pioneira. Eu sou só gratidão por sua postura de dedicar a vida inteira ao esporte. É simbólico que ela veio a falecer enquanto treinava em uma piscina, aos 92 anos”, declarou Leila Barros, ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, dona de duas medalhas olímpicas.
Já para Mara Gabrilli, o projeto consolida “a memória de uma brasileira que desafiou padrões de seu tempo, projetou o país no cenário internacional, contribuiu para a ciência e o ensino da educação física e demonstrou, por toda a vida, compromisso exemplar com o esporte”.
O Livro dos Heróis e Heroínas está no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. O triplista Adhemar Ferreira da Silva é um dos integrantes da homenagem.

Maria Emma Hulda Lenk Zigler
Maria Emma Hulda Lenk Zigler nasceu em São Paulo (SP) em 1915 e morreu no Rio de Janeiro (RJ) em 2007. A nadadora foi a primeira mulher sul-americana a participar de uma edição dos Jogos Olímpicos (Los Angeles-1932).
Em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlim, Maria Lenk inovou ao realizar a recuperação dos braços por fora da água em prova de nado peito. O gesto contribuiu para a criação do nado borboleta, que depois passou a ser reconhecido como estilo olímpico independente.
Em 1939, bateu os recordes mundiais dos 400 metros e 200 metros peito, tornando-se a primeira atleta brasileira a estabelecer um recorde mundial. A marca dos 200 metros peito superou o recorde masculino então vigente na prova.
Patrona da Natação Brasileira
A carreira olímpica de Maria Lenk foi prejudicada pela Segunda Guerra Mundial, que interrompeu os Jogos Olímpicos de 1940 e 1944.
Depois de encerrar a carreira de elite, ela continuou ligada ao esporte. Tornou-se professora, cofundadora da Faculdade de Educação Física da então Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a primeira mulher a dirigir a Escola de Educação Física da UFRJ.
Maria Lenk também foi reconhecida fora do país: em 1988, ela se tornou a primeira brasileira a ingressar no International Swimming Hall of Fame.
Em 2022, ela foi declarada Patrona da Natação Brasileira pela Lei 14.418.