Siga o OTD

Milão Cortina-2026

 

Opinião: Noruega e Itália são os grandes campeões de Milão-Cortina 2026



Jogos de Milão-Cortina 2026 terminam com recorde norueguês e pódio inédito para o Brasil. Confira as maiores surpresas e decepções desta edição



Johannes Klaebo (Noruega) e Francesca Lollobrigida (Itália) duas das estrelas dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026
Johannes Klaebo (Noruega) e Francesca Lollobrigida (Itália) duas das estrelas de Milão-Cortina 2026 (Fotos: NTB e ISU)

Cortina D’Ampezzo – Chegou ao fim os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. No gelo e na neve, atletas de 30 países diferentes saíram desta Olimpíada com medalhas. Analisando o quadro de medalhas, dois países saem do evento como os grandes campeões: a Noruega e a anfitriã Itália.

A Noruega era a favorita para terminar na frente no quadro de medalhas. Mas a expectativa era por um duelo mais acirrado com os Estados Unidos. Mas o confronto fica para a próxima Olimpíada. A Noruega superou as expectativas em esportes como biatlo, combinado nórdico e salto de esqui para terminar com 18 ouros, 12 pratas e 11 bronzes. Essa é a melhor campanha de um país em uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Os Estados Unidos não tiveram uma Olimpíada ruim. Inclusive, a delegação do país terminou pela primeira vez com mais de 10 ouros. Foram 12 medalhas douradas, 12 de prata e 9 bronzes. Mas algumas estrelas da delegação norte-americana não confirmaram o favoritismo. Casos de Ilia Manilin na patinação artística e da seleção de snowboard, que saiu sem ouro pela primeira vez desde que o esporte entrou na Olimpíada. Por isso, não foi concretizada a expectativa de uma briga mais parelha com a Noruega.

A Itália foi o país que mais cresceu nesta Olimpíada de Inverno. De 2 ouros e 17 medalhas em 2022, os italianos saltaram para 10 ouros e 30 medalhas em 2026. Esse é um movimento comum para vários países que sediam os Jogos Olímpicos de Inverno. Mas no caso italiano, chama a atenção o trabalho bem feito ao longo do ciclo olímpico em criar chances de medalha em vários esportes. Resultado final: a Itália foi ao pódio em 10 modalidades diferentes.

As decepções

Dois países tiveram uma queda brusca no quadro de medalhas. A China, sede da Olimpíada de Inverno quatro anos atrás, manteve um bom número de medalhas (15), mas caiu para apenas cinco ouros. O país manteve o bom desempenho no esqui freestyle, mas caiu de rendimento na patinação de velocidade short track.

+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBETWITTERINSTAGRAMTIK TOK E FACEBOOK

Inclusive, o short track foi o principal fator para a queda do Canadá no quadro de medalhas. Um país que deveria brigar por uma vaga no top-5 sai de Milão-Cortina com apenas cicno ouros. E ainda chegou a ficar um dia atrás do Brasil no quadro de medalhas. Quem roubou essas medalhas de China e Canadá foi a Holanda que termina pela primeira vez em terceiro lugar no quadro de medalhas da Olimpíada de Inverno.

As novidades

Lucas Pinheiro Braathen no Slalom Gigante em Milano-Cortina 2026
Lucas Pinheiro Braathen campeão no Slalom Gigante em Milano-Cortina 2026 (Foto: Rafael Belo/COB)

Várias delegações fizeram campanhas históricas em Milão-Cortina 2026. Austrália e Grã-Bretanha conquistaram três ouros cada, o melhor resultado dos dois países. Ainda tivemos duas bandeiras estreando no quadro de medalhas. Com o ouro de Lucas Pinheiro Brathen no esqui alpino, o Brasil se tornou o primeiro país tropical e latino-americano a ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno. Já a Geórgia teve seu primeiro pódio na patinação artística com a prata de Anastasiia Metelkina e Luka Berulava nos pares.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

Mais em Milão Cortina-2026