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Os primeiros gols da 27ª edição do Campeonato Mundial de handebol masculino saíram nesta quarta-feira (13). A rede balançou no jogo pelo Grupo C e o Egito, país que recebe a competição em 2021, venceu/perdeu para o Chile, por 35 a 29. O torneio deste ano traz um desafio enorme para as seleções participantes e a IHF (Federação Internacional de Handebol): sobreviver ao coronavírus

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Internet é salvação para brasileiro ver Mundial de handebol

Empresa da Malásia cobra alto pelos direitos de transmissão e afasta interessados. Sites no exterior são a única alternativa para ver o torneio

Torcedor brasileiro vai penar para conseguir assistir aos jogos do Mundial do Egito (IHF/Divulgação)

Internet é salvação para brasileiro ver Mundial de handebol

A seleção brasileira masculina de handebol estreia nesta sexta-feira (15) no Mundial do Egito, contra a Espanha. No entanto, novamente será praticamente um torneio fantasma para o torcedor do Brasil. Assim como aconteceu na edição de 2019, realizada na Alemanha e Dinamarca, o Mundial masculino estará “às escuras” na televisão brasileira. A solução é tentar assistir pela internet, seja no site oficial da IFH (Federação Internacional de Handebol) ou em sites de apostas online, por exemplo.

O grande “vilão” para este problema chama-se Enjoy TV. A empresa, com sede na Malásia, compra e revende direitos de transmissão de competições esportivas. No caso do handebol, como já havia ocorrido em 2019, nenhum canal esportivo brasileiro tinha fechado negociação com a IHF.

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É aí que a Enjoy TV entra na parada. A empresa comprou os direitos de transmissão dos Mundiais de 2019, 2021 e 2023 (feminino e masculino). O grupo Globo chegou a abrir negociação para o Mundial do Egito e o torneio chegou a aparecer em imagens que circularam pelas redes sociais de uma grade provisória de programação. Mas as conversas não evoluíram, não houve acordo e com isso, o Brasil ficará sem as imagens oficiais do evento.

+ Mundial do Egito começa com coronavírus como principal rival

Especula-se que o valor mínimo cobrado pela empresa malaia por todo o campeonato seja de US$ 80 mil (ou R$ 416,1 mil na cotação desta quinta). Por partida, seria algo na casa de R$ 20 mil por jogo. Como o handebol brasileiro não tem patrocinador oficial há dois anos e vive uma grave crise institucional na CBHb (Confederação Brasileira de Handebol), fica complicado arrumar quem queira investir para pagar esta conta salgada.

E nem mesmo a alternativa criada pela IHF para transmitir as partidas a países sem direito de transmissão funcional. O canal oficial da entidade no YouTube transmite todos os jogos, mas apenas para países sem direitos comercializados. Esse não é o caso do Brasil, graças à Enjoy TV.

Resta ao torcedor mais fanático arriscar-se a instalar uma VPN, uma rede privada virtual, e conectar-se a algum país onde a transmissão da IHF esteja liberada. Mas se for optar por isso, não use VPN gratuitas, que deixam seu computador mais vulnerável para ataques de vírus virtuais.

Claro que se não quiser fazer nada disso, fique ligado no Olimpíada Todo Dia, que acompanhará todas as partidas do Brasil no Mundial masculino de handebol.

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