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Uma Olimpíada impecável para marcar o Novo Milênio

Há 20 anos, era disputada a Olimpíada de Sydney, cheia de momentos históricos e com um gosto de frustração para o Brasil torcedor brasileiro

Festa de abertura da Olimpíada de Sydney, acompanhada no estádio por 110 mil pessoas (Arquivo/COI)

Uma Olimpíada impecável para marcar o Novo Milênio

Existe uma expressão que virou meio clichê na boca dos presidentes do COI. Invariavelmente, eles costumam classificar toda Olimpíada na cerimônia de encerramento como a “melhor de todos os tempos”. De fato, precisa ser um desastre completo para que a simpática frase não seja anunciada. Mas há duas décadas, nunca o elogio foi tão verdadeiro. Na próxima terça-feira (15), completam-se 20 anos da abertura da Olimpíada de Sydney-2000, cuja organização quase impecável foi ainda brindada com algumas páginas inesquecíveis do esporte olímpico.

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A partir deste domingo (13), o blog convida você a viajar no tempo e recordar os primeiros Jogos do Novo Milênio. Nas próximas duas semanas, vamos falar muito sobre aquela que foi uma Olimpíada especial, marcada por fatos históricos, inclusive para o Brasil. Sim, apesar da frustração por voltar para casa sem nenhum ouro na bagagem, mas repleta de pratas e bronzes, teve sim momentos importantes.

A Olimpíada “verde”

Um dos pontos mais importantes dos Jogos de Sydney-2000 foi sua preocupação com o meio ambiente. Se o tema é recorrente atualmente em qualquer candidatura de cidades para receber grandes eventos, na época foi uma agradável novidade. E foi sim um dos trunfos para que a cidade australiana levasse a melhor na eleição para escolha da sede, realizada em 1993. Na ocasião, uma disputa ferrenha com Pequim, decidida na última rodada da eleição, em Monte Carlo, com apenas dois votos de vantagem de Sydney sobre os chineses (45 a 43).

O Parque Olímpico foi erguido em um terreno que antes era contaminado por resíduos tóxicos. Um lixão, na realidade. O trabalho ainda teve, por exemplo, um eficiente reaproveitamento de água de chuva no local, reciclagem de lixo em todas as sedes, mobília de papelão reciclável no escritório dos voluntários e a Vila Olímpica sendo movida a energia solar, entre outros pontos. O Greenpeace, entidade que atua na defesa global do meio ambiente, aprovou as medidas tomadas pelos australianos.

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A segunda Olimpíada realizada no Hemisfério Sul até então (a primeira também havia sido na Austrália, mas em Melbourne, em 1956) teve poucas falhas de organização. A população de Sydney entrou no espírito olímpico e lotou quase todos os eventos, com muito entusiasmo. Os jogos de vôlei de praia, em Bondi Beach, por exemplo, com arquibancadas sempre lotadas, foram uma atração à parte.

Legado esportivo real

Sydney-2000
Estádio Olímpico de Sydney, atualmente Estádio ANZ, tem capacidade para 83,5 mil pessoas atualmente (Wikipedia)

Com um eficiente Parque Olímpico erguido na região de Homebush Bay, várias de suas arenas têm pleno uso hoje em dia, sem nenhum elefante branco. O Estádio Olímpico, que nos Jogos de 2000 tinha capacidade máxima para 110 mil pessoas, hoje recebe 83,5 mil pessoas em partidas de futebol, após passar por reformas e ter a capacidade de público reduzida.

O Centro Aquático, que levou à loucura os torcedores com os feitos do nadador local Ian Thorpe, recebia na época 17,5 mil espectadores. Atualmente, além de ser um centro de treinamento, tem uma escola de natação para a população. Exemplo real de legado esportivo.

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Por tudo isso que apresentou naqueles 17 dias, entre meados de setembro e começo de outubro, a Olimpíada de Sydney-2000 mereceu de fato as palavras ditas pelo então presidente do COI, o espanhol Juan Antonio Samaranch, na cerimônia de encerramento. “Estou orgulhoso e feliz em anunciar que vocês apresentaram ao mundo os melhores Jogos Olímpicos de todos os tempos”.

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