O Grand Prix de Lima de judô terminou neste domingo (16) com os brasileiros medalhando cinco vezes entre as cinco categorias do dia. Os maiores feitos de judocas nacionais estiveram nos golpes perfeitos de Beatriz Souza e Rafael Macedo, que venceram nas categorias acima de 78kg feminino e até 90kg masculino. Thauana Silva e Guilherme Schimidt conquistaram o bronze nas mesmas categorias. Além disso, Leonardo Gonçalves também faturou bronze na disputa até 100kg. Assim, o Brasil fecha a competição líder geral no quadro de medalhas, com cinco ouros, uma prata e cinco bronzes e onze pódios.
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Ouro e bronze juntos
A primeira e última vez em que Beatriz Souza ganhou ouro em uma etapa de Grand Prix foi em março de 2024, ano de sua consagração olímpica. Foi no Grand Prix Upper de Linz, na Áustria. Ou seja, a conquista de Bia na mesma categoria e no mesmo nível de competição vem mais de dois anos depois. E mais uma vez mostrando boa forma contra as adversárias. Entrando de bye na primeira rodada, aplicou dois waza-ari na angolana Fernanda Quimbira, nas quartas de final. Então, na semifinal, já vencia a luta por dois yuko, quando aplicou um ippon na israelense Raz Hershko, líder do ranking mundial. E na decisão, também vencia por um yuko, quando aplicou mais um ippon e derrotou a italiana Asya Tavano.
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A mesma categoria absoluta em que Beatriz Souza venceu e colocou a bandeira brasileira no alto do pódio, teve Thauana Silva colocando mais uma bandeira nacional em cena. Na abertura da categoria, aplicou um ippon na canadense Frederique Lavigne. A judoca brasileira poderia estar no caminho de Bia, em uma eventual semifinal. Porém, perdeu nas quartas para a israelense líder mundial por dois waza-ari. Na repescagem, derrotou a mesma angolana que sofreu com a campeã olímpica brasileira. Por fim, derrotou a venezuelana Karen Leon com um waza-ari e um yuko para ficar com o bronze.
Pódio de brasileiros
Por outro lado, é o terceiro Grand Prix que Rafael Macedo conquista. O primeiro foi em Tsibili, na Geórgia, em 2018 e o segundo, em 2025, em Lima. Portanto, o brasileiro é bicampeão consecutivamente na categoria até 90kg. Começando de bye na primeira rodada, aplicou ippon em Daniel Trinidad (ESP), dois waza-ari em Oleksandr Nyzhnyk (EUA) nas quartas e também na semi, contra Yahor Varapayeu (BLR). Embalado, Rafa aplicou o segundo waza-ari em Mihail Latisev, da Moldávia, na final, para faturar o ouro mais uma vez na capital do Peru.

Os dois judocas com melhor ranking na competição eram Rafael Macedo, sétimo, e Guilherme Schimidt, oitavo. E ambos justificaram o favoritismo colocando a bandeira brasileira entre os medalhistas. É uma pena que apenas um pode representar o Brasil nos Jogos Olímpicos. Guilherme também começou de bye e aplicou um ippon em Paul Friedrichs (ALE). Depois, novo ippon em Kenny Bedel (ITA), nas quartas, antes de sofrer um golpe perfeito com 22 segundos para o moldavo. Desse modo, o bronze veio com um yuko sobre o canadense Keagan Young, já no Golden Score.
Ainda teve o bronze de Leonardo Gonçalves nos 100kg. Começou avançando de bye, mas perdeu por dois yuko contra um para o japonês Yuta Kasai nas quartas. Então, a recuperação brasileira veio na repescagem contra o guatemalteco William Perez. Contudo, o judoca precisou enfrentar outro atleta nacional na disputa de bronze. Giovani Ferreira vinha de vitórias contra atletas da Alemanha e França e derrota na semifinal para o italiano Gennaro Pirelli, que seria o campeão. No duelo caseiro, Leonardo venceu com um waza-ari.
Outros resultados
Mais brasileiros também estavam em ação nas outras categorias do dia. Contudo, João Cesarino e Andrey Coelho não passaram da segunda rodada na categoria acima de 100kg. Assim como Beatriz Freitas na categoria até 78kg. A mesma em que Karol Gimenes foi até a semifinal, perdendo para a francesa Fanny Posvite. Na disputa pelo bronze, a judoca perdeu para a colombiana Brenda Olaya, ficando em quinto lugar.



