No segundo dia de competições do Grand Prix de Lima de judô, que ocorreu neste sábado (15), mais três pódios brasileiros nos pesos intermediários. Na categoria até 73kg do masculino, Guilherme de Oliveira derrotou Daniel Cargnin no duelo nacional pela disputa de bronze. Já Nauana Silva, na categoria até 70kg feminino, e David Lima, na até 81kg masculino, foram à final de suas categorias. Primeiramente, a prata com Nauana foi a quinta medalha brasileira na competição. Depois, o ouro fechou o dia com o Brasil no lugar mais alto do pódio.
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Finais brasileiras
Tanto David Lima quanto Gabriel Falcão estrearam de bye na primeira rodada. Gabriel perdeu na sequência para o italiano Vincenzo Pelligra por ippon. A mesma pontuação que permitiu David Lima avançar contra o bielorrusso Hleb Khatkouski. Na terceira rodada, o judoca nacional venceu Ciprian Gribinet, da Moldávia, por um yuko. Nas quartas de final, o brasileiro perdia por um waza-ari, mas se recuperou e aplicou um ippon no sérvio Vasilije Grujicic. Um yuko foi o suficiente para derrotar o estadunidense Johan Silot na semifinal.
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Na decisão, encarou o canadense François Drapeau, número quarto do ranking mundial. De início, David Lima aplicou um golpe de yuko, que o árbitro reviu e retirou. Mesmo assim, o brasileiro continuou mais incisivo e aplicou um novo yuko, faltando 2min50s. O golpe teve revisão, porém foi contabilizado nessa vez. Daí por diante, sustentou a pressão adversária e levou a luta até zerar o cronômetro. Foi a sexta medalha da delegação brasileira no Peru.
Nauana Silva repetiu a prata que obteve do Grand Prix de Lima de 2025, porém uma categoria acima da que lutava. Foi a quarta medalha da brasileira em competições deste nível, a primeira desde que subiu para a categoria até 70kg. A judoca começou com um ippon de 45 segundos sobre a norte-americana Yasmin Alamin. Na mesma categoria, Maria Guilherme perdeu por waza-ari para equatoriana Celinda Corozco, ainda na primeira rodada. Nas quartas de final, Nauana Silva se beneficiou da desqualificação da alemã Samira Bock e avançou. Na semifinal, ippon na italiana Giorgia Stangherlin, todavia o maior volume da alemã Dena Pohl, com um waza-ari e um yuko determinou a prata para a brasileira.
Disputa caseira
Na categoria até 73kg, o Brasil teve dois judocas que seguiram longe. Daniel Cargnin estreou de bye na primeira rodada, enquanto Guilherme de Oliveira venceu o alemão Noel Schmidt por um yuko, no Golden Score. Em seguida, Daniel aplicou dois waza-ari no bielorrusso Ruslan Halavachou e Guilheme passou sobre o argentino Ivan Gomez com um waza-ari. Então, Daniel passou com a pontuação mínima diante do francês Maxime Gobert, já no tempo extra. Por outro lado, Guilherme sofreu um ippon para o norte-americano Jack Yonezuka, partindo para a semifinal da repescagem.
Contudo, o waza-ari que fez Daniel perder a semifinal para Vlad Mitru, da Moldavia, fez com que direcionasse o confronto do bronze no caminho do outro brasileiro, caso avançasse. Dito e feito, já que Guilherme venceu o irlandês Joshua Green com um yuko. O duelo nacional começou com uma cabeçada involuntária entre os judocas e precisou esperar atendimento. Já no Golden Score, Guilherme aplicou um ippon, para sair emocionado do tatame e com o bronze.
Desqualificação
Rafaela Silva era a principal judoca nacional em ação, competindo na categoria até 63kg. Estreou de bye na primeira rodada, em seguida, derrotou a colombiana Cindy Mera com dois waza-ari e aplicou um ippon na venezuelana Anriquelis Barrios nas quartas de final. No entanto, sofreu uma desqualificação (hansoku-make) no Golden Score da semifinal contra a espanhola Laura Fernandez e não teve direito a competir na repescagem pelo bronze. Assim, brasileira ficou com a quinta colocação.



