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Nauana Silva estreia na 70kg com ouro; Cargnin vence e pode liderar o ranking



Brasil vence seis medalhas no primeiro dia de Pan-Americano de Judô. Rafaela Silva é prata e campeã olímpica fica fora do pódio.



Nauana Silva - Pan-Americano e Oceania de Judô - Brasileiros
IJF

Nauana Silva conseguiu uma reviravolta impressionante em poucas semanas. No dia 1º de abril, a judoca de 23 anos perdeu a seletiva brasileira nos 63kg contra Rafaela Silva. Menos de três semanas depois, ela resolveu mudar de categoria, foi para os 70kg e estreou na categoria já com uma medalha de ouro no Campeonato Pan-Americano de Judô, realizado na Cidade do Panamá. O judô brasileiro conquistou outro ouro, com Daniel Cargnin nos 73kg. O brasileiro, número três do mundo, poderá, portanto, assumir a liderança do ranking mundial de sua categoria na próxima atualização.

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Além dos títulos, o Brasil conquistou ainda uma medalha de prata, com Rafaela Silva nos 63kg, e três medalhas de bronze. Além de Beatriz Freitas na 78kg, as categorias dos campeões também contaram com pódio duplo. Luana Carvalho (70kg) e Guilherme de Oliveira (73kg) levaram o bronze. As disputas individuais continuam neste domingo, portanto o Brasil poderá coletar mais medalhas no torneio.

Nauana Silva vence primeira competição pelos 70kg em pódio duplo para o Brasil

Em sua primeira competição internacional nos 70kg já mostrou que fez a decisão certa em subir de categoria. A brasileira, nona colocada no ranking mundial dos 63kg, foi dominante no Campeonato Pan-Americano neste sábado. Mas Luana Carvalho, melhor brasileira na categoria, também foi ao pódio, mostrando que a briga vai ser filme por Lima 2027 e LA28.

Na estreia, já com um waza-ari na conta, Nauana viu a mexicana Katia Castillo tomar um terceiro shido e ser eliminada nas oitavas. Pelas quartas de final, a brasileira foi muito ofensiva e marcou três yukos contra Melissa Myers, dos EUA. Na semifinal, o combate contra a equatoriana Celinda Corozo foi definido apenas aos 06:50, com um yuko de Nauana. Na grande final, a brasileira foi enfim superior a Esmeralda Damiano Guerrero, da República Dominicana. A adversária foi eliminada com 3:14 de combate e Nauana ficou com o ouro. Desta forma, Nauana já marca 800 pontos no ranking internacional e deverá estrear no top 60 na nova categoria.

Por pouco não foi uma final brasileira nos 70kg, justamente a única categoria em que o Brasil não conseguiu classificação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Luana Carvalho, 33ª do ranking, estreou direto nas quartas, aplicando um Ippon na canadense Charlie Thibault. Na semifinal, uma luta longa, decidida apenas com sete minutos a favor da dominicana. Já na disputa de bronze, Luana Carvalho aplicou um Ippon diante de Melissa Myers, garantindo o pódio duplo para o Brasil.

Daniel Cargnin é dominante nos 66kg e embola briga pela liderança do ranking mundial

Medalhista de bronze nos 66kg em Tóquio e atual vice-campeão mundial nos 73kg, ele nem precisou disputar a seletiva brasileira graças ao pódio em Budapeste. Ele estreou aplicando dois waza-ari no argentino Ivan Gomez e em seguida um Ippon no peruano Alonso Wong. Na semifinal, um ippon praticamente na metade da luta contra Ferney Ruiz Mesa, da Colômbia. A decisão foi contra o norte-americano Jack Yonezuka e foi um combate muito aguerrido. Um waza-ari aplicado pelo brasileiro na metade da luta provou ser decisivo para o ouro de Cargnin.

Com o resultado, Daniel Cargnin pode inclusive ser o próximo líder do ranking mundial da categoria, já que ocupa o terceiro lugar com uma vantagem pequena diante dos rivais, que tropeçaram nos continentais. Makhmadbek Makhmadbekov, dos Emirados Árabes Unidos, ficou com a prata no asiático, enquanto o francês Joan-Benjamin Gaba ficou em quinto lugar no europeu.

O Brasil teve dois representantes na categoria. Guilherme de Oliveira, vencedor da seletiva, aproveitou muito bem a oportunidade e faturou a medalha de bronze. Nas oitavas, ele já liderava a luta contra Xavion Johnson, de Bahamas, quando aplicou um ippon. Nas quartas, ele perdeu para o canadense Justin Lemire, mas o brasileiro de 21 anos se recuperou rápido. 

Após uma vitória sobre o equatoriano José Gonzalez na repescagem, ele conquistou o bronze, graças a um waza-ari sobre o colombiano Ferney Ruiz Mesa. O canadense Justin Lemire ficou com o outro bronze. Atual 106º no ranking, Guilherme deverá saltar para dentro do top60 com o resultado.

Rivalidade antiga: Rafaela Silva cai para Jessica Klimkait após seis minutos de luta

Jessica Klimait e Rafaela Silva se conhecem muito da 57kg, categoria pela qual a canadense foi campeã mundial em 2021 e bronze em Tóquio 2020, enquanto a carioca foi ouro na Rio 2016 e bicampeã mundial (2013 e 2022). Neste sábado, elas se enfrentaram pela 13ª vez, sendo o quarto encontro já na nova categoria, de acordo com dados do Judo Inside. Foi um duelo muito acirrado, sem pontuação. Na marca de seis minutos, já no golden score, com as duas judocas penduradas, a arbitragem marcou um falso ataque de Rafaela, decretando a vitória da canadense. Klimkait agora lidera o retrospecto por 8 a 5 (3 a 1 nos 63kg e 5 a 4 nos 57kg).

Ainda se adaptando ao 78kg sem Mayra Aguiar, o judô brasileiro conta com muitos nomes na briga por uma possível vaga olímpica. Beatriz Freitas, atual 18º do mundo, ficou com o bronze neste sábado. Ela estreou com vitória sobre a venezuelana Zunilda Chavez, e fez uma luta acirrada contra Sairy Colon, de Porto Rico. Apesar de ter marcado um yuko, ela viu a adversária aplicar dois waza-aris e avançar para a final, onde terminaria com a prata – Brenda Olaya, da Colômbia, foi a campeã. Na disputa de bronze, um ippon na metade da luta sobre a peruana Camila Figueroa decretou o pódio para a brasileira.

Beatriz Souza não aparece para disputa de bronze e fica em quinto

Outra Beatriz, a Bia Souza, ainda segue voltando aos poucos para as competições após a medalha de ouro conquistada em Paris 2024. A titular absoluta dos +78kg terminou em quinto lugar. Ela estreou com derrota para a venezuelana Karen Leon, mas garantiu seu lugar no ranking da competição ao vencer na repescagem Gusmary Garcia Savigne, dos EUA, com um yuko. Na disputa de bronze contra a cubana Dayanara Curbelo Travieso, ela não apareceu. Karen Leon terminou com o ouro na categoria.

Demais brasileiros ficam fora do pódio no masculino

Willian Lima começou muito firme vencendo Sebastian Sancho, da Costa Rica, com um Ippon, e Jhordan Vanegas, da Colômbia, com um yuko. Porém, nas semifinais, o medalhista de prata em Paris 2024, perdeu para o equatoriano Jhonathan Benavides na semifinal. Na decisão do bronze, melhor para Joaquin Tovagliari, da Argentina, que conseguiu um ippon no golden score.

Diego Ismael, que venceu o líder do ranking mundial Michel Augusto na seletiva brasileira, caiu ainda na estreia para o norte-americano Jonathan Yang, após sofrer um hansoku-make. O judoca dos EUA terminaria com a prata, perdendo para o cubano Jonathan Charon na final, mas como a derrota de Ismael veio nas oitavas, o brasileiro não disputou a repescagem.

Resumo dos resultados do primeiro dia:

  • Nauana Silva (70kg feminino): ouro
  • Daniel Cargnin (73kg masculino): ouro
  • Rafaela Silva (63kg feminino): prata
  • Luana Carvalho (70kg feminino): bronze
  • Guilherme de Oliveira (73kg masculino): bronze
  • Willian Lima (66kg masculino): 5º lugar
  • Beatriz Souza (+78kg feminino): 5º lugar 
  • Diego Ismael (60kg masculino): derrota na estreia

Interessado em cinema, esporte, estudos queer e viagens. Se juntar tudo isso melhor ainda. Mestrando em Estudos Olímpicos na IOA. Estive em Tóquio 2020.

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