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Fiasco brasileiro em Mundiais de Atletismo já se tornou uma rotina

Incomodou bastante aos fãs do atletismo brasileiro ver a pífia campanha que a equipe brasileira apresentou no Mundial de Berlim, encerrado no último domingo. Nenhuma medalha conquistada e tendo como melhor resultado o quinto lugar de Fabiana Murer no salto com vara.

O escândalo do doping dos atletas da equipe Rede, o acúmulo de eliminações ainda nas primeiras fases da competição e, principalmente, o fracasso dos principais protagonistas (Fabiana, Jadel Gregório e Maurren Maggi, na foto acima) tornam as lembranças deste Mundial incrivelmente amargas para a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Mas se puxarmos um pouco pela memória, veremos que é raridade uma campanha positiva do Brasil nesta competição.

Criado em 1983, o Mundial de Atletismo jamais viu um atleta brasileiro campeão. Em suas 12 edições, foram apenas 10 medalhas conquistadas, cinco de prata e cinco de bronze. A melhor participação foi em 1999, em Sevilla (Espanha), quando foram obtidas três medalhas: duas de prata (Claudinei Quirino, nos 200m, e Sanderlei Parrela, nos 400m) e uma de bronze (revezamento 4 x 100m).

Mais grave do que estes dados estatísticos, contudo, é notar como o dinheiro dos patrocinadores do atletismo brasileiro vem sendo mal empregados nos últimos anos. Sim, não se pode mais falar que o atletismo é um esporte sem apoio, pelo que mostra o blog do jornalista José Cruz, cujo trecho reproduzimos abaixo:

“E dinheiro? Só a Caixa Econômica Federal repassou R$ 64,3 milhões à Confederação Brasileira de Atletismo, nos últimos nove anos. R$ 13,5 milhões só em 2009. E o dinheiro das loterias, via Comitê Olímpico, média de R$ 2,5 milhões anuais? É muito, é pouco?

Enfim, é preciso explicar essa matemática do fracasso.”

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