A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) se manifestou nesta terça-feira (18) sobre a definição da equipe brasileira de saltos para o Campeonato Mundial de Aachen, na Alemanha, um dia depois de Yuri Mansur anunciar que não pretende mais defender o Brasil em campeonatos ou Copas das Nações. Em nota oficial, a entidade explicou o processo de escolha dos titulares e afirmou que o cavaleiro decidiu deixar o centro de treinamento após receber a comunicação sobre a provável composição do time.
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Yuri Mansur havia publicado um longo desabafo nas redes sociais depois de ficar fora da equipe que disputará o Mundial. O brasileiro fez críticas à gestão do hipismo nacional e afirmou ter sido “chantageado e maltratado”. A CBH não respondeu diretamente às acusações de chantagem ou maus-tratos, mas apresentou sua versão sobre os acontecimentos que antecederam a saída do atleta da concentração em Aachen.
Segundo a confederação, sete cavaleiros foram convocados inicialmente em junho: Luciana Diniz, Marlon Zanotelli, Rodrigo Pessoa, Stephan Barcha, Yuri Mansur, Eduardo Pereira de Menezes e Pedro Muylaert. Desde aquela convocação, estava previsto que cinco seguiriam para Aachen. Quatro seriam titulares da equipe e um ficaria como reserva.
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CBH explica processo de escolha
De acordo com a CBH, a definição da formação ficou condicionada ao período de concentração realizado em Aachen entre os dias 11 e 16 de agosto. Durante esses dias, os conjuntos foram acompanhados e avaliados pela comissão técnica.
A entidade ressaltou que, até a definição final, qualquer um dos cinco atletas presentes na preparação poderia ser escolhido para competir. Portanto, segundo a CBH, não existia uma definição antecipada sobre os quatro titulares ou sobre quem ocuparia a condição de reserva.
A escolha ficou sob responsabilidade do técnico internacional Franke Sloothaak e de sua equipe. A confederação afirmou que a decisão levou em consideração “critérios exclusivamente técnicos” e a busca pela formação considerada mais adequada para representar o Brasil no Campeonato Mundial.
“A decisão foi especialmente difícil diante do elevado e equilibrado nível técnico dos atletas convocados”, afirmou a CBH.
Yuri Mansur deixou concentração
A CBH também apresentou sua versão sobre a saída de Yuri Mansur. Segundo a entidade, o cavaleiro deixou o centro de treinamento depois de receber a comunicação sobre a “provável composição da equipe”.
A confederação afirmou respeitar a decisão tomada pelo atleta. Com a saída, tornou-se necessária a utilização de um dos nomes que estavam previamente indicados na lista de espera. Desta forma, Pedro Muylaert passou a integrar o time brasileiro em Aachen.
A entidade destacou ainda que a manifestação de Yuri ocorreu antes da nomeação definitiva dos cavaleiros. De acordo com a CBH, essa etapa somente seria formalizada depois do treino oficial e da ambientação da equipe no local da competição.
“Caso Yuri Mansur tivesse optado por permanecer, seguiria integrando a delegação brasileira”, declarou a confederação.
Yuri acusou gestão de chantagem e maus-tratos
A manifestação da CBH acontece após Yuri Mansur anunciar que não pretende mais representar o Brasil em campeonatos ou Copas das Nações. Ao comunicar sua decisão, o cavaleiro afirmou que os acontecimentos recentes ultrapassaram seus limites em relação à “ética, respeito e espírito esportivo”.
No desabafo, Yuri direcionou críticas à condução do hipismo brasileiro e mencionou “incompetência”, “falta de lideranças capacitadas”, “disputas de poder entre os próprios atletas”, “falta deliberada de comunicação”, “ausência de regras e procedimentos honestos” e “favoritismo”.
“Recebi o tratamento mais deplorável por parte desta equipe de gestão, o pior que já presenciei. Fui chantageado e maltratado. Ainda assim, segui em frente e dei tudo de mim por este país”, escreveu Yuri.


