O Mundial de hipismo continuará com as competições de saltos e para-adestramento a partir da quarta-feira (19), em Aachen (ALE). Antes disso, neste domingo (16), foi o dia da conclusão das competições do Eventing, que aqui é conhecido por Hipismo Completo ou Concurso Completo de Equitação. Após as provas de adestramento e cross-country, o time brasileiro de equitação se apresentou nas provas de salto e ficou com a 13ª colocação. Nos desempenhos individuais, Rafael Losano teve melhor rendimento entre os conjuntos nacionais, com 34º lugar.
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As equipes que foram com quatro conjuntos, o pior desempenho em cada prova servia de descarte e a classificação se dava com a soma dos três melhores. No caso do time brasileiro de equitação, que teve três cavaleiros apenas, todo resultado servia para a acrescentar na pontuação. Venceria a equipe com a menor pontuação das provas acumuladas. A importância do campeonato, neste ano, foi além de se tratar do Mundial da modalidade, evento mais importante do ano, mas também garantia vaga olímpica para os sete primeiros. Como os Estados Unidos são o país-sede em Los Angeles-2028 e ficaram com o bronze, o oitavo colocado herdou a vaga.
Classificação por equipes
No primeiro dia, o time brasileiro de equitação começou com 109,8 pontos no adestramento e a 15ª colocação entre 16 equipes. Terminou o dia subindo para 11º, com 191 pontos no cross-country. Porém, a equipe não contou com a apresentação de Carlos Parro nos saltos. Nos resultados oficiais, foi um dos conjuntos que se retirou antes da inspeção dos cavalos. Isso gerou 200 dos 318,4 pontos finais da equipe.
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É preciso ressaltar que esse valor é atribuído quando um conjunto se retira da competição, algo normal quando quer poupar o animal e já se sabe que o objetivo não será alcançado, mesmo que o conjunto zerasse o percurso. Carlos já tinha 85,4 pontos ao final da segunda prova, que somado às apresentações de saltos Rafael Losano e Marcio Jorge, já chegava a 203,8 pontos. Muito mais do que os 175,7 que a Bélgica registrou, justamente ficando com a oitava colocação. Ou seja, o time brasileiro de equitação já não tinha chances matemáticas de buscar uma vaga entre as oito melhores equipes.
O ouro ficou com a Grã-Bretanha, que se manteve líder ao longo das três provas e finalizou com 84 pontos. Constante também foi a equipe da casa, a Alemanha, que permaneceu em segundo e conquistou a prata, com 95,6 pontos. E os Estados Unidos subiram de quinto para terceiro no último dia, com 113,5 pontos para fechar o pódio com o bronze. Além disso, Irlanda, Suíça, Nova Zelândia, Suécia e Bélgica se garantiram nos Jogos Olímpicos.
Equipes tradicionais, como Holanda (9º) e França (11º), ficaram de fora, mas poderão tentar vagas por ranking ou campeonatos continentais. O time brasileiro de equitação também tem chance com duas vagas distribuídas nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2027. E há possibilidade de classificação para conjuntos individuais.
Competição individual
Como a prova por equipes é um somatório dos desempenhos individuais, também teve a premiação para os melhores conjuntos. Conforme a explicação anterior, Carlos Parro terminou abaixo dos 59 conjuntos que se apresentaram nas três provas. Rafael Losano teve 4,8 pontos de penalidade e somou aos seus 50 pontos das provas anteriores, fechando com 54,8 e subindo de 39º para 34º lugar. Outro que melhorou seu desempenho foi Marcio Jorge, com os 8 pontos de penalidade aos 55,6 que tinha anteriormente, fechando em 63,6, subindo de 44º para 42º.
Atual tricampeão olímpico individual da modalidade (Londres-2012, Rio-2016 e Paris-2024), o alemão Michael Jung fez a festa da torcida. Sagrou-se campeão mundial ao zerar no cross-country e nos saltos, ficando com os 23 pontos do adestramento. Desempenho similar colocou a amazona britânica Rosalind Canter na segunda colocação, com 23,4 pontos do adestramento. Sua compatriota Laura Collett ficou com o bronze, com 28 pontos.



