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Halterofilismo

 

Edilândia Araújo supera tensão e bate recorde no Mundial de halterofilismo



Foi a melhor brasileira do dia, no Cairo, com o quarto lugar na categoria até 86 quilos. Resultado veio após momentos de tensão e derrubou marca anterior que já era dela



Edilândia Araújo Mundial de Halterofilismo recorde das américas
(Alessandra Cabral/CPB)

Edilândia Araújo conseguiu o melhor resultado do Brasil nas disputas desta quinta-feira (16) no Mundial de Halterofilismo do Cairo. Ela levantou 148 kg e ficou na quarta colocação da categoria acima de 86 quilos. A marca é recorde brasileiro e das Américas, superando os 146 kg que ela mesma havia registrado há dois meses, no Chile.

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Foi a melhor colocação dela em um Mundial de Halterofilismo. A anterior era um 10° lugar em Dubai 2023. A terceira tentativa da halterofilista contou com fortes emoções, pois a arbitragem interferiu no levantamento. Com isso, ela pôde erguer novamente o peso e conseguiu a validação.

Ela quer mais

“Foi incrível. Eu em quarto lugar é inimaginável. Ainda nem respirei direito. A marca foi boa, mas ainda é possível melhorar mais. Mantive a tranquilidade em toda aquela confusão e consegui. A execução da quarta tentativa acabou sendo até melhor que a terceira”, comemorou.

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Pela mesma faixa de peso, Alane Dantas Lima conseguiu a melhor marca na carreira ao levantar 132 kg, validando as suas três tentativas.

Mais Brasil pelo Cairo

Entre homens até 97 quilos, José Arimatéia Lima se manteve na mesma colocação do primeiro Mundial, em Dubai 2023, e terminou na oitava posição, com 207 kg. Já pela categoria até 107 quilos, Jean Rufino e Mateus de Assis encerram na sétima e oitava colocações, respectivamente.

O primeiro, que estava no segundo Mundial, melhorou em mais de 20 kg a marca em relação à primeira participação (Dubai 2023) e fez 218 kg. O segundo, que competiu pela quinta vez em um Mundial, conseguiu validar 215 kg em três tentativas.

Dia de Tayana

Campeã paralímpica na categoria até 86kg nos Jogos de Paris 2024, Tayana Medeiros compete no Mundial de halterofilismo nesta sexta-feira (17), em busca do seu primeiro título.

Tayana, que foi a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura da competição no Egito, fará a quinta participação em Mundiais. Tem a medalha de prata por equipes femininas em Dubai 2023 como melhor resultado. No individual, encerrou por três vezes na oitava colocação.

“Acho que esse momento que estou vivendo na minha carreira é muito bom. Chegar como campeã paralímpica faz as outras atletas adversárias olhar diferente para a gente. Acredito que, neste Mundial, vai ser uma briga e tanta pelas três medalhas do pódio. Mas estou confiante”, afirmou Tayana, que ergueu 156 quilos para conquistar a medalha de ouro na capital francesa no ano passado.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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