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Mariana D’Andrea fica a 3 kg do recorde das Américas

Mariana D’Andrea levantou 132 kg neste domingo e ficou a três quilos do recorde das Américas, que pertence a ela mesmo e foi conquistado ano passado

Mariana D'Andrea halterofilismo Jogos Paralímpicos Tóquio
(Ale Cabral/CPB)

Campeã paralímpica nos Jogos de Tóquio 2020 e atual vice-campeã mundial, a paulista Mariana D’Andrea, 24, suportou 132 kg em sua melhor tentativa, conquistou a medalha de ouro em sua categoria (até 73 kg) no Circuito Paralímpico de halterofilismo e ficou a 3 kg do recorde das Américas, que pertence a ela própria. Na Copa do Mundo da Geórgia, no ano passado, ela levantou 135 kg e estabeleceu a melhor marca continental. 

“Optamos por não arriscar no Circuito Paralímpico, mas foi ótimo voltar ao ritmo de competição e abrir a temporada com um evento como esse. Ter participado da 1ª Fase Nacional, com certeza, vai me ajudar no Campeonato Brasileiro e no Open das Américas [torneio que será realizado em julho, nos EUA]”, disse Mariana, que tem nanismo e defende as cores da AESA/SP.

Se Mariana D’Andrea ficou perto da melhor marca das Américas, a Primeira Fase Nacional do Circuito Paralímpico de halterofilismo registrou quebras de três recordes brasileiros. A mineira Lara Lima estabeleceu a melhor marca nacional na categoria até 41 kg, a carioca Tayana Medeiros bateu o recorde da categoria acima de 86 kg e a também mineira Valéria dos Santos melhorou sua própria marca na categoria até 86 kg (Júnior). 

Medalha de ouro no Mundial Júnior de halterofilismo, disputado em Tbilisi, na Geórgia, em novembro e dezembro do ano passado,  Lara Lima, 18, bateu o recorde brasileiro na categoria até 41 kg. Na manhã deste domingo, ela levantou 93 kg em sua última tentativa e superou sua própria marca de 90 kg, alcançada em maio de 2021, na Copa do Mundo, que, assim como Mundial, foi realizada em território georgiano.

“Esse recorde representa muito para mim. É o sinal de que todo o trabalho tem sido bem-feito. Eu comecei no halterofilismo há oito anos e, hoje, não me vejo fora da modalidade, seja pelos resultados esportivos ou por como mudei como pessoa neste período”, disse a atleta, que nasceu com artrogripose, doença que afeta as articulações, e representa o Praia Clube/MG.

Outra atleta do clube mineiro, Tayana Medeiros, 29, também se destacou no Circuito Loterias Caixa ao suportar 133 kg e bater sua própria marca de 119 kg, alcançada no Mundial de Tbilisi, em 2021. 

“Eu estava na categoria até 86 kg, falei com meu técnico e resolvemos subir de categoria. Queria saber como eu seria o meu desempenho. Para a minha surpresa, bati o recorde. Agora, vou continuar trabalhando para o Campeonato Brasileiro e espero melhorar essa marca na competição”, avaliou Tayana. 

Valéria dos Santos, 20, também do Praia Clube, levantou 86 kg e melhorou o seu próprio recorde de 75 kg, registrado em São Paulo, no passado. “Foi muito importante superar minha própria marca. Comecei há pouco tempo no halterofilismo, em 2020, e ainda parei por um tempo por causa da pandemia. Bater este recorde mostra uma evolução no trabalho”, pontuou Valéria, que, assim como Lara, nasceu com artrogripose. 

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