Neste final de semana acontece o Troféu Brasil de Ginástica Artística em Natal, no Rio Grande no Norte. O principal destaque da competição masculina é o campeão mundial Arthur Nory. Com foco em ajudar a equipe brasileira a se classificar para os Jogos Olímpicos Los Angeles-2028, o ginasta voltará a competir em mais aparelhos onde pode tirar boas notas para a seleção.
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Nos últimos dois anos, Arthur Nory direcionou o seu foco para a barra fixa nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 e no Mundial do ano passado. Mas o ginasta não se sentiu confortável treinando apenas um aparelho. Assim, a ideia é de competir neste ano também no solo, nas barras paralelas e no salto sobre a mesa para ajudar a equipe brasileira. “Não quero mais fazer só um aparelho. A gente viu que fazendo só barra a cabeça não ficou boa durante esses dois anos. Então é voltar, passo a passo. A gente tem que entender esse momento do meu corpo. E o momento do que a gente precisa para a equipe”, comentou o atleta em entrevista exclusiva ao Olimpíada Todo Dia.
No Troféu Brasil de ginástica artística, Arthur Nory deve competir no solo e nas barras paralelas, além da barra fixa. “Já vou fazer três aparelhos de certeza. O salto ainda é uma dúvida, porque eu ainda estou com dificuldade de voltar o segundo salto, que é o Nemov que eu venho treinando. Mas paralela, barra e solo a rotina já está pronta. Então é passar o Troféu Brasil e ver como vão estar as notas”, explicou.

Experiência completa para última Olimpíada
Arthur Nory vai ter 34 anos nos Jogos Olímpicos Los Angeles-2028. O ginasta reconhece que essa deve ser sua última Olimpíada como ginasta: “Estou focado agora para 2028. Eu brinco e falo que provavelmente minha última Olimpíada como atleta. Mas ainda quero atuar dentro do esporte e estou estudando para isso.” E um dos desejos do ginasta é ir para os EUA com a equipe brasileira completa. O Brasil ficou a menos de 0.2 pontos de levar o time masculino para Paris-2024. E o medalhista olímpico acredita que a seleção está no caminho certo para voltar à Olimpíada.
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“Essa é uma equipe que ainda precisa amadurecer ainda bastante, tanto de competição, quanto de dificuldade. É arriscar. Acho que estamos em um processo, numa crescente. A gente fica muito frisado que o masculino não teve muito um resultado, mas se olharmos a equipe em si, a gente ficou muito perto da vaga em Paris, com três atletas muito novos. Então é um processo de readaptação para eles, que hoje estão mais experientes”, afirmou Nory.
No Mundial de 2023, o Brasil sofreu com lesões de ginastas fundamentais para a equipe como Caio Souza e Arthur Zanetti. Por isso, o campeão mundial também falou da importância do cuidado com a saúde dos atletas. “Tem que estar todo mundo saudável para a equipe masculina poder brigar pela vaga. Eu acho que a comissão técnica tá fazendo um trabalho nesse sentido para manter todo mundo inteiro e em um nível competitivo. E de pouquinho em pouquinho a gente consegue chegar lá”, concluiu.