A Seleção Brasileira feminina entra em campo nesta terça-feira (9), às 21h30, na Arena Castelão, com a chance de conquistar uma marca inédita: vencer os Estados Unidos pela terceira vez consecutiva. Um dos principais nomes da equipe, Kerolin acredita que o momento vivido pelo Brasil é resultado da evolução apresentada nos últimos anos, tanto dentro quanto fora de campo.
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A atacante destacou o crescimento da equipe desde a última Copa do Mundo e afirmou que o grupo chega mais preparado para enfrentar grandes desafios. “O futebol feminino tem evoluído muito. Desde a última Copa aumentamos nossa intensidade, crescemos física e mentalmente”, afirmou a jogadora segundo a assessoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A confiança brasileira ganhou força após a vitória por 2 a 1 sobre as norte-americanas no último sábado (7), na Neo Química Arena. O resultado veio de virada, com gols de Tainá Maranhão e Bia Zaneratto. Foi uma sequência ao histórico recente positivo diante da principal potência do futebol feminino mundial. A primeira vitória da sequência aconteceu em amistosos disputados nos Estados Unidos em 2025.
Coletivo é a força da Seleção
Kerolin também ressaltou a força coletiva da equipe ao comentar a atenção especial que recebe das adversárias. Para ela, a marcação mais intensa acaba abrindo espaços para outras atletas decidirem as partidas.
“Quanto mais as adversárias focam em mim, mais as outras ficam livres e ganham espaço para fazer gol, como foi o caso da Bia. É o coletivo, a gente joga junto”, destacou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (8).
Aos 26 anos, a atacante vive um dos melhores momentos da carreira. Desde que estreou na Seleção principal, em outubro de 2018, contra a Inglaterra, acumulou 60 partidas, 15 gols e oito assistências com a camisa do Brasil. No futebol de clubes, construiu trajetória internacional com passagens por Madrid CFF, North Carolina Courage e Manchester City, tornando-se a primeira brasileira campeã da liga inglesa feminina.
Com a bagagem de uma Copa do Mundo, uma Olimpíada e duas edições da Copa América, Kerolin garante que o Brasil está preparado para enfrentar a tradição vencedora das norte-americanas.
“É uma seleção que historicamente vence muito os jogos e está mentalmente preparada. A gente não está ligando muito para a história, também estamos com mentalidade vencedora”, afirmou.
A atacante ainda valorizou o apoio da torcida brasileira, que marcou presença em peso na Neo Química Arena e recebeu elogios até da técnica dos Estados Unidos, Emma Hayes.
“Todo esse acolhimento é muito importante para nós. Até a Emma reconheceu o peso do torcedor”, concluiu Kerolin.