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Hall da Fama do COB eterniza Oscar Schmidt, duplas da vela e do vôlei de praia em noite de emoção no Rio



Cerimônia do COB marca entrada inédita de duplas na galeria e celebra legados históricos do esporte olímpico brasileiro



Hall da Fama do COB eterniza Oscar, do basquete, Ricardo/Emanuel, do vôlei de praia, e Welter/Lars, da vela (Foto: Alexandre Loureiro / COB)
Hall da Fama do COB eterniza Oscar, do basquete, Ricardo/Emanuel, do vôlei de praia, e Welter/Lars, da vela (Foto: Alexandre Loureiro / COB)

O Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB) ganhou novos nomes nesta quarta-feira (8), em cerimônia realizada no Rio de Janeiro. Foram eternizados Alex Welter e Lars Björkström, na vela; Ricardo Santos e Emanuel Rego, no vôlei de praia; além de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial.

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A edição de 2026 ficou marcada pela inclusão oficial das categorias de duplas e equipes. A ação visa ampliar o reconhecimento a conquistas coletivas e reforçar o papel dessas parcerias na construção do sucesso olímpico brasileiro.

Parceria improvável na vela virou marco histórico

Entre os homenageados no Hall da Fama do COB, a história de Alex Welter e Lars Björkström resgata um dos capítulos mais simbólicos do esporte nacional. A dupla conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos de Moscou 1980, a primeira medalha dourada da vela brasileira.

A parceria surgiu de forma circunstancial: Lars trouxe da Suécia para o Brasil um barco da classe Tornado, enquanto Alex, que competia no stiff, buscava competir na categoria após experiências olímpicas anteriores.

“Pode-se dizer que juntou a fome com a vontade de comer”, resumiu Alex Welter.

Décadas depois, o reconhecimento ainda surpreende os dois.

“É impressionante como uma coisa que aconteceu há tanto tempo ainda é lembrada. É uma honra muito grande estar sendo homenageado aqui”, afirmou Lars.

Os velejadores também destacaram a transformação da modalidade ao longo dos anos, que deixou de ter caráter amador para exigir dedicação integral dos atletas.

“A vela se tornou hoje em dia muito profissional, no nosso tempo não era, nós éramos amadores, eu recém tinha concluído meus estudos, estava iniciando uma vida profissional, o Lars também já estava trabalhando, mas não fazia muito tempo e hoje é totalmente diferente, quer dizer, a dedicação de um atleta, mesmo na vela hoje, tem que ser praticamente plena, integral”, comentou Alex.

Ricardo e Emanuel reforçam legado além das medalhas

No vôlei de praia, Ricardo Santos e Emanuel Rego receberam a homenagem como uma das duplas mais dominantes da história. Formados no início de um ciclo planejado, algo ainda pouco comum à época, os dois construíram uma trajetória marcada por consistência em alto nível. O projeto, pensado inicialmente para ciclos olímpicos, terminou com duas medalhas em Jogos: o ouro em Atenas 2004 e o bronze em Pequim 2008.

Mais do que os resultados, Emanuel destacou o alcance da parceria fora das quadras, especialmente na forma como equipes passaram a ser estruturadas no circuito.

“A história que foi criada quando a gente uniu o nosso time atravessou barreiras. A gente deixou um legado também de construção de equipes. A gente transcendeu”, pontuou Emanuel.

Ricardo, por sua vez, abordou em entrevista o desafio de se afastar das quadras após o fim da carreira, destacando o quanto a competitividade ainda faz parte de sua identidade.

“Eu decidi me afastar um pouco para conseguir parar de jogar. Meu espírito competitivo é muito aguçado, eu provavelmente estaria jogando até hoje.”

Oscar é homenageado e representado pelo filho

Oscar Schmidt não esteve presente na cerimônia do Hall da Fama do COB, mas seu filho o representou. Segundo Felipe Schmift, Oscar se recupera de uma cirurgia recente e recebeu a notícia com entusiasmo, apesar de não poder comparecer ao evento.

“A gente sabe de tudo que meu pai se dedicou ao esporte e ao basquete, principalmente à Seleção Brasileira e ao COB. Pra ele, uma das suas maiores felicidades era defender o Brasil nas Olimpíadas. Então, estar aqui para receber essa homenagem é o último capítulo de uma carreira cheia de vitórias”, comentou Felipe Schmidt.

Hall da Fama COB 2026 reforça memória e projeta futuro

Criado em 2018, o Hall da Fama do COB tem como objetivo preservar e valorizar a história olímpica do Brasil. Com a nova edição, a iniciativa amplia seu alcance ao reconhecer também parcerias que marcaram época.

Mineira no Rio de Janeiro. Jornalista formada pela UFMG e mestranda na UERJ, pesquisando esportes radicais. Nas horas livres, se aventura no surfe, na natação e no handebol.

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