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Pat Burgener traz ‘estilo único’ e esperança para Milão-Cortina 2026



Conheça Pat Burgener, atleta e músico que trocou a bandeira da Suíça pela do Brasil no snowboard halfpipe.



Na imagem, Pat Burgener comemorando medalha no Canadá.
Pat Burgener comemorando medalha no Canadá. Foto: Instagram @patburgener

Em 2026, o snowboard brasileiro terá uma das suas maiores chances de resultados históricos com a estreia de Pat Burgener nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Nascido na Suíça e filho de mãe brasileira, o atleta, músico e outras qualidades, vê sua jornada como uma plataforma para incentivar o público a “seguir o coração”.

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Confirmado nesta segunda-feira (19) pela CBDN na delegação para Milão-Cortina, Burgener traz consigo o peso de quem já foi medalhista em Mundiais e pódio na Copa do Mundo. Contudo, agora vai defender a bandeira verde e amarela. “Eu tenho um estilo único. Sou músico também e vou fazer um concerto na Casa Brasil depois de competir”, afirmou Pat em entrevista coletiva promovida pela CBDN. Ele destacou também que sua vida além das pistas é indissociável de sua performance esportiva.

Conexão Carioca

A mudança de nacionalidade, oficializada no último ano, foi impulsionada por uma conexão emocional com o Rio de Janeiro, onde sua mãe cresceu. Burgener aponta que o “calor” brasileiro é o combustível que faltava em sua carreira.

“Na Suíça as pessoas são mais fechadas. No Brasil, foi incrível. Todos os taxistas diziam: ‘Você vai às Olimpíadas pelo Brasil? Vamos tirar uma foto'”, disse Burgener lembrando de sua visita ao país no ano passado. Para ele, o snowboard se alinha perfeitamente à cultura urbana brasileira. “O snowboard não é só um esporte, é um lifestyle muito parecido com surfe e skate. O Brasil já tem os melhores atletas nessas modalidades”.

Quebra de Paradigmas

A presença de Burgener entre os melhores do ranking mundial do snowboard representando um país tropical causou surpresa e entusiasmo no circuito internacional. Segundo o atleta, a recepção positiva partiu inclusive dos avaliadores das competições.

“Até os juízes estavam muito felizes que eu estava levando o ‘poder do Brasil’ para cima, porque isso nunca aconteceu [neste nível] nos esportes de neve. É uma história incrível e essa energia me ajudou a conquistar resultados”, explicou referindo-se ao bronze histórico conquistado em Calgary, no Canadá.

Burgener teve dificuldades de adaptação no sistema escolar suíço quando criança, projeta sua participação olímpica como uma mensagem de resiliência. “Seis anos atrás eu nunca acharia que estaria aqui representando o Brasil. Quero mostrar que tudo é possível se você acredita.”

Jornalista recifense formado na Faculdade Boa Viagem apaixonado por futebol e grandes histórias. Trabalhando no movimento olímpico e paralímpico desde 2022.

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