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A história do melhor time de todos os tempos: o Dream Team

Conheça a história do Dream Team, a seleção de basquete dos Estados Unidos que disputou os Jogos Olímpicos de Barcelona-1992 e ganhou a medalha de ouro

A seleção de basquete que representou os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992 não foi apelidada de Dream Team (Time dos Sonhos) à toa. Com gênios como Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird acompanhado de Charles Barkley, Clyde Drexler, Patrick Ewing, Christian Laettner, Karl Malone, Chris Mullin, Scottie Pippen, David Robinson e John Stockton, a equipe é provavelmente a melhor que já existiu em qualquer esporte coletivo e dificilmente será superada. Foram cinco vitórias em cinco jogos para chegar até a medalha de ouro e jogo mais “difícil” foi vencido por 32 pontos de diferença.

A curiosidade é que Barcelona-1992 marcou a primeira edição olímpica em que os profissionais da NBA foram autorizados a jogar. Com eles em quadra, os Estados Unidos recuperaram a hegemonia olímpica no basquete masculino, que foi dominado totalmente pelo país da estreia em Berlim-1936 à Cidade do México-1968 com sete medalhas de ouro conquistadas de forma invicta.

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A hegemonia caiu em Munique-1972, quando a União Soviética impôs aos Estados Unidos a primeira derrota na final dos Jogos Olímpicos por 51 a 50. Os americanos queriam a revanhe em Montreal-1976, mas os soviéticos foram derrotados na semifinal e a vitória na decisão foi contra a Iugoslávia.

Por conta dos boicotes, não houve novo encontro entre americanos e soviéticos em Moscou-1980 e Los Angeles-1984. Em 1987, novo golpe contra a auto-estima dos Estados Unidos aconteceu com a derrota para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis-1987. No ano seguinte, em Seul-1988, a eliminação para a União Soviética na semifinal deixou a medalha de bronze conquistada com um gosto extremamente amargo.

Os fracassos fizeram aumentar o lobby pela liberação dos profissionais da NBA, que foram oficialmente autorizados a jogar os torneios promovidos pela Fiba em 1989 e criou a oportunidade do timaço de 1992 ser criado.

Para o técnico Chuck Dale, que foi premiado com a direção do Dream Team, a equipe era como juntar Elvis e os Beatles no mesmo palco, numa comparação com o mundo da música. A equipe ainda tinha a atração de contar com a volta de Magic Johnson, que havia se afastado do Los Angeles Lakers em 1991 após descobrir que havia testado positivo para o vírus da AIDS, fato que aumentou o apelo em relação àquele timaço, que tinha como grande nome Michael Jordan, considerado até hoje o maior jogador de basquete de todos os tempos.

Em Barcelona, os Estados Unidos venceram Angola na estreia por 68 pontos (116 a 48), depois passaram pela Croácia por 33 (103 a 70), pela Alemanha por 43 (111 a 68), pelo Brasil por 44 (127 a 83) e pela Espanha por 41 (122 a 81). A seleção brasileira teve a honra de ser a que marcou mais pontos contra o Dream Team na primeira fase, 24 deles marcados por Oscar Schmidt.

No mata-mata, a supremacia dos Estados Unidos continuou. Nas quartas de final, Porto Rico caiu para os americanos por 115 a 77 (38 pontos). Na semifinal, a Lituânia levou de 51 pontos (127 a 76). Na final, o Dream Team reencontrou a Croácia, que foi superada por 117 a 85, “apenas” 32 pontos de diferença, a menor conseguida pelo timaço de Michael Jordan, Magic Johnson e companhia. Só na decisão os croatas superaram o número de pontos feitos pelos brasileiros contra os campeões olímpicos.

O cestinha do Dream Team nos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992 foi Charles Barkley, que marcou 144 pontos, enquanto Michael Jordan fez 119 e Karl Malone, 104. Patrick Ewing foi o líder de tocos com 15 e de rebotes com 42, ao lado de Malone. Scottie Pippen arrebentou nas assistências com 47. E ninguém roubou mais bolas do que Jordan, que terminou a Olimpíada com 33.

Depois da estreia dos profissionais da NBA com o Dream Team, os Estados Unidos só não conquistaram a medalha de ouro em Atenas-2004, quando a Argentina foi campeã e a desfalcada seleção americana terminou com o bronze. A hegemonia foi retomada em Pequim-2008 com Kobe Bryant e Lebron James e companhia e nunca mais foi perdida.

Em toda a história, das 19 medalhas de ouro disputadas no basquete masculino em Jogos Olímpicos, os Estados Unidos ganharam 15, ficaram com a prata uma vez e duas vezes com o bronze. O único evento que não teve a participação do país na modalidade foi Moscou-1980 por causa do boicote.

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