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Curiosidades olímpicas

Finlandês voador é desde 1928 o maior vencedor do atletismo

Finlandês Paavo Nurmi é até hoje o maior vencedor da história do atletismo nos Jogos Olímpicos com seus nove ouros e três pratas conqusitados entre 1920 e 1928

Paavo Nurmi foi o grande nome das provas de longa distância nos anos 1920

Principal nome do grupo chamado de Finlandeses Voadores, que dominou as provas de fundo e meio fundo nos anos de 1920, Paavo Nurmi é até hoje o maior vencedor do atletismo na história dos Jogos Olímpicos. Durante 36 anos, ele foi atleta mais vencedor entre todas as modalidades. Ele só perdeu o posto quando a ginasta Larysa Latynina, da União Soviética, o ultrapassou em Tóquio-1964. Atualmente, ele é o terceiro colocado geral, atrás também de Michael Phelps, com suas incríveis 28 medalhas (23 de ouro, três de prata e duas de bronze) na natação.

 Hannes Kolehmainen (quatro ouros e uma prata) e Ville Ritola (cinco ouros e três pratas) eram os outros atletas que eram chamados de Finlandeses Voadores. Mas ninguém foi tão longe e teve mais glórias do que Paavo Nurmi, que também era conhecido como Homem Relógio, por sua mania de correr com um relógio na mão controlando seu ritmo.

GLÓRIAS OLÍMPICAS

Em sua primeira participação em Jogos Olímpicos, em Estocolmo-1920, Paavo Nurmi foi campeão dos 10.000 m e das provas de cross-country individual e por equipes. Além dos três ouros, foi bronze nos 5.000 m.

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Em Paris-1924, Paavo Nurmi teve sua melhor participação. O finlandês voador ganhou todas as cinco provas que disputou. Ele ganhou as provas de 1.500 m, 5.000 m e cross country individual e subiu no lugar mais alto do pódio também nos 3.000 m e cross country por equipes.

Em Amsterdã-1928, Paavo Nurmi levou o ouro nos 10.000 m e foi prata nos 5.000 m e nos 3.000 m com obstáculos. Ao todo, ele colocou no peito nove medalhas de ouro e três de prata, mas seus números poderiam ser ainda melhores.

ACUSAÇÃO DE PROFISSIONALISMO

Paavo Nurmi tentava, aos 35 anos, encerrar sua carreira em Los Angeles-1932, mas, acusado de profissionalismo – por receber reembolso de despesas de viagem, numa época de rigor absoluto e conservador sobre os conceitos do amadorismo dos diretores do Comitê Olímpico Internacional -, foi impedido de participar da Olimpíada e obrigado a assistir àqueles Jogos da arquibancada do estádio.

Embora posteriormente tenha sido reintegrado como amador nas corridas nacionais, ele continuou a ser excluído das competições internacionais, uma decisão que o deixou amargurado para o resto da vida. Contudo, Paavo Nurmi voltou à arena olímpica em 1952, quando carregou a tocha na cerimônia de abertura dos Jogos de Helsinque. O incomparável Finlandês Voador estabeleceu 22 recordes mundiais oficiais e 13 não oficiais, e tem três estátuas (feitas por Wäinö Aaltonen em 1925) homenageando seus feitos, que estão em sua cidade natal, Turku, fora do estádio Olímpico de Helsinque, e no parque do Museu Olímpico de Lausanne.

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