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Rúgbi

Do rúgbi sevens à patrulha das ruas de Lima na quarentena

Nataly Correa defendeu o rugby sevens peruano no Pan-Am de Lima 2019, mas agora o adversário é o coronavírus

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Natalia em ação contra o coronavírus e na seleção de rúgbi sevens (Sudamérica Rugby)

A jogadora de rúgbi peruana Nataly Correa acrescentou uma função à rotina desde que o novo coronavírus chegou a Lima, capital daquele país. Ela agora se divide entre o esporte e patrulhas na cidade durante a quarentena provocada pela pandemia.

Atleta em atividade, Nataly Correa é suboficial da Força Aérea do Peru, especialista em mecânica de aeronaves. Por causa da crise sanitária, há um toque de recolher no país entre 18h e 5h, sendo permitida apenas a circulação do pessoal responsável pela segurança e saúde, além de um pequeno número de táxis que permitem que os cidadãos façam suas compras básicas. “Estamos patrulhando turnos de sete horas”, explicou Nataly Correa, em entrevista para a “Rugby Sudamérica”.

“O objetivo é manter as pessoas fora das ruas, e intervir com pessoas que circulam sem motivo, revisar autorizações, entender por que elas estão circulando, saber para onde estão indo e as razões pelas quais elas saem”. Neste papel, inclusive já efetuou prisões. “Prendemos sete ou oito pessoas por falta de permissão”, acrescenta.

Nataly Correa chegou ao rúgbi sevens há quatro anos, mas a paixão pelas forças de segurança está em seu sangue. “Eu estava fazendo um pentatlo moderno, representando o Peru no Sul-Americano do Chile, em 2011, e quando eles estavam procurando por potenciais jogadores de rúgbi no escotismo, fiquei interessada.”

Valores semelhantes

A jogadora, que defendeu a seleção de rúgbi sevens do seu país nos Jogos Pan-Americanos do ano passado, na mesma Lima, diz ter encontrado na modalidade valores muito semelhantes aos das forças armadas.

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Lima é uma cidade com congestionamentos constantes e insuportáveis. Mas durante a quarentena, o cenário está bem diferente. É assim que Naty vê: “É raro se deslocar pela cidade vazia; há muito silêncio, como se ninguém estivesse vivendo na cidade.”

Em toda a região da capital, os aplausos são para aqueles que, como Naty, enfrentam o coronavírus na frente de batalha. “O rúgbi é uma família, há muitos que me agradecem pelo meu trabalho. Isso é muito lindo.”

É claro que estar na rua a coloca em perigo. Portanto, sua visão é muito importante. “Aconselho as pessoas do meu país e do resto da região a ficar em casa. Aqueles de nós na linha de frente estão cuidando deles, mas também temos família e não queremos que nada aconteça conosco”, explicou Nataly.

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