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Ana Sátila rompe com Botafogo e detona atuação do clube nos esportes olímpicos



Em post publicado no seu Instagram, Ana Sátila fez duras críticas ao descaso da diretoria atual do Botafogo com os esportes olímpicos do clube



Ana Sátila no Mundial de Canoagem Slalom
(Foto: Reprodução / CBCA)

A canoísta olímpica Ana Sátila anunciou nesta terça-feira (29) seu desligamento do Botafogo e publicou um desabafo nas redes sociais denunciando o que classificou como “condições indignas de trabalho” e “tratamento desumano” a atletas do clube. Em um texto extenso, a atleta afirmou que sua decisão de sair foi tomada “bem antes de qualquer acontecimento específico recente” e que não compactua com a forma como a atual gestão trata os esportistas.

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“Entendi que tenho uma responsabilidade não apenas com minha trajetória, mas com todos os atletas que permanecem e enfrentam desafios semelhantes aos que vivi”, escreveu Sátila.

Denúncia sobre estrutura e gestão

No relato, a canoísta destacou que, durante sua trajetória no clube, testemunhou ofensas, humilhações públicas e situações de assédio moral, além da ausência de apoio psicológico, fisioterápico e de reabilitação. Ela afirmou ainda que o Botafogo não oferece condições compatíveis com o nível de exigência do alto rendimento. “São oferecidas condições indignas de trabalho e salários incompatíveis com a entrega, dedicação e resultados exigidos. O clube precisa enxergar o atleta como um ser humano, não apenas como um número ou medalha potencial”, escreveu.

Ana Sátila também criticou a forma como o clube trata esportistas com menor visibilidade, dizendo que, mesmo com carreira consolidada, foi alvo de descaso e recebeu propostas que “não garantiam o mínimo respeito à sua história e profissionalização”.

Falta de amparo aos atletas

A atleta relatou casos de falta de apoio a atletas em situações de lesão, sem acompanhamento médico adequado, e reforçou que o problema é estrutural, afetando principalmente jovens e iniciantes que veem no esporte uma oportunidade de transformação de vida. “Se isso acontece comigo, imagino o que acontece nos bastidores com atletas mais jovens e vulneráveis”, escreveu.

Apesar das críticas, Ana Sátila fez questão de reconhecer o que viveu de positivo no clube, destacando o carinho pelos colegas e o desejo de que o esporte siga evoluindo. No entanto, encerrou o texto com uma mensagem direta: “Sigo torcendo pelo clube e sou grata a tudo que vivi de positivo, mas é uma vergonha o que a gestão olímpica/social atual tem feito com os atletas.”

Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

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