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Isadora Williams durante disputa do Mundial de Patinação Artística no Gelo de 2019

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Isadora Williams abre temporada olímpica de inverno do Brasil

Isadora Williams compete no Cranberry Cup de patinação artística no gelo e abre temporada olímpica de inverno para atletas brasileiros

Brasileira Isadora Williams durante disputa do Mundial de Patinação Artística no Gelo de 2019 (Reprodução/Instagram)

Isadora Williams abre temporada olímpica de inverno do Brasil

A temporada olímpica dos esportes de inverno para o Brasil começa a partir deste sábado, 14 de agosto de 2021. A patinadora brasileira Isadora Williams participa do Cranberry Cup 2021 em Boston, nos Estados Unidos. O programa curto começa às 13h45 (horário de Brasília). Ela vai ser a sétima a se apresentar e terá transmissão via streaming.

A competição ganha importância por acontecer há pouco mais de um mês do Troféu Nebelhorn, competição que irá distribuir as últimas seis vagas aos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2022. Ou seja, vai ser a primeira – e última – oportunidade para fazer correções em suas apresentações e tentar a terceira classificação olímpica.

Entretanto, a competição escolhida não poderia ser melhor. Além de ser realizada em Boston, relativamente perto de Nova Jersey, onde treina, Isadora Williams vai competir ao lado de grandes nomes do esporte no cenário internacional. Entre elas, a australiana Kailani Craine, favorita à vaga olímpica, e a sul-coreana Young You, campeã dos Jogos da Juventude de Inverno de 2020.

O time norte-americano também estará presente com algumas de suas estrelas. Gracie Gold, quarta colocada nos Jogos Olímpicos de Sochi, em 2014, está confirmada. Assim como Alyssa Liu e Mariah Bell, campeã e vice do Campeonato Nacional dos Estados Unidos em 2020.

Portanto, mais do que o resultado em si, o importante é conferir o desempenho e a pontuação que será obtida pela brasileira. Seu melhor resultado em uma competição única é de 154.21 pontos, conquistados justamente na classificação olímpica em 2017. Seu programa “ideal”, com a somatória das melhores notas que já alcançou, seria 160.36 pontos.

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Pandemia atrapalhou treinos de Isadora Williams

Esta é a primeira competição internacional da brasileira em mais de um ano e meio. Sua última participação em um evento da ISU (União Internacional de Patinação, o órgão máximo do esporte) foi em fevereiro de 2020, antes da pandemia de covid-19. Na ocasião, ela foi quinta colocada do Bavarian Open, na Alemanha.

O avanço do novo coronavírus, aliás, dificultou a preparação de Isadora Williams neste ciclo olímpico. Além de não participar de competições oficiais, o rink de patinação onde treina, na Universidade de Montclair, ficou fechado por vários meses. Ela treinava três horas por dia na pista de gelo.

A alternativa encontrada foi treinar a parte física em casa e sozinha com pilates, ioga e outras atividades. Neste ano, a reabertura da pista a permitiu retomar suas atividades para que pudesse se dedicar à classificação aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, em Pequim, na China.

Brasileira busca a terceira classificação olímpica

Presente nos Jogos Olímpicos de 2014, em Sochi (Rússia), e de 2018, em PyeongChang (Coreia do Sul), a atleta da CBDG busca a terceira classificação nesta temporada. As últimas seis vagas da disputa feminina na patinação artística no gelo serão distribuídas no Troféu Nebelhorn, que acontecerá em Oberstdorf, na Alemanha, entre 22 e 25 de setembro de 2021.

Essa situação não chega a ser novidade para Isadora Williams. Nas outras duas classificações olímpicas, ela também alcançou o resultado esperado nesta competição. Em 2013, por exemplo, ela foi a 12ª colocada e conseguiu a sexta e última vaga disponível para Sochi-2014 – o que fez dela a primeira representante olímpica do Brasil na patinação artística no gelo.

Isadora Williams segurando Ginga, mascote do Time Brasil
Isadora Williams e o Ginga brilharam nos Jogos Olímpicos de PyeongChang, em 2018

O desempenho foi ainda melhor em 2017. Na ocasião, Isadora ficou na quinta posição da classificação geral ao estabelecer sua melhor marca pessoal e ficou com a quarta vaga disponível. Em PyeongChang-2018, ela voltou a fazer bonito e foi a primeira sul-americana a se classificar ao programa longo da patinação artística em uma edição olímpica.

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Como funciona a classificação olímpica na patinação artística?

As disputas individuais da patinação artística no gelo distribuem 30 vagas tanto para homens quanto para mulheres. No total, 24 vagas são disponibilizadas no Mundial realizado um ano antes dos Jogos Olímpicos de Inverno. As cotas são distribuídas de acordo com a quantidade de atletas e suas posições na classificação final. Há países que conseguem duas ou até três vagas.

As seis vagas restantes são disponibilizadas em uma competição no outono do hemisfério norte, como é o caso do Troféu Nebelhorn que Isadora Williams vai disputar em setembro. É apenas uma vaga por país e as cotas são distribuídas às seis melhores atletas de nações que ainda não garantiram classificação aos Jogos Olímpicos.  

A novidade neste ciclo olímpico é que a ISU exigiu que países que conquistaram cotas adicionais no Mundial confirmem as vagas nesta repescagem. Por exemplo: os Estados Unidos tinham duas atletas no Mundial, mas conquistaram três cotas. Essa terceira deve ser confirmada via Troféu Nebelhorn. Mesma situação ocorre com Bélgica e Áustria, que alcançaram duas cotas, mas precisam confirmá-las na competição.

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