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A mesatenista Gui Lin em ação nos Jogos do Rio-2016

Blog da Lyanne Kosaka

As memórias olímpicas de Gui Lin: Londres-2012 e Rio-2016

Após colecionar vitórias e memórias olímpicas defendendo o Brasil, a mesatenista Gui Lin encara na China novos desafios nos estudos e no trabalho

Gui Lin, muitas conquistas no tênis de mesa pelo Brasil e novos desafios na China

As memórias olímpicas de Gui Lin: Londres-2012 e Rio-2016

É a vez de Gui Lin falar de suas memórias olímpicas. Nascida na China, a mesatenista chegou ao Brasil quando tinha 12 anos e defendeu as cores brasileiras em duas edições dos Jogos: Londres-2012 (equipes) e Rio-2016 (equipes e simples). Em 2019, depois de muitos anos defendendo a Seleção, ela decidiu voltar à China por motivos familiares. Hoje com 27 anos, Gui Lin comenta seus desafios atuais e relembra momentos importantes da carreira de atleta:

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Gui Lin, quais suas memórias olímpicas mais marcantes? O primeiro jogo na Olimpíada do Rio-2016. Até hoje queria muito agradecer o carinho dos torcedores, isso me ajudou muito na minha carreira como atleta. O Pan-Americano do Rio-2007 também foi um momento inesquecível.

Nos ciclos olímpicos, como era a sua estrutura de treinamento? No período de 2008-2012, treinava em São Bernardo do Campo com os técnicos Maurício Kobayashi e Hugo Hoyama. O período de 2012-2016, fiquei um pouco em São Bernardo do Campo e em São Caetano, e mais tempo na Europa. Pois estava disputando a liga europeia.

Prata por equipes no Pan de Toronto-2015: Carol Kumahara, Ligia Silva, Gui Lin e o técnico Hugo Hoyama
Prata por equipes no Pan de Toronto-2015: Carol Kumahara, Ligia Silva, Gui Lin e o técnico Hugo Hoyama (Foto: Reprodução Instagram)

De Seul-1988 até́ os Jogos no Rio-2016, de que edição gostaria de ter participado – se pudesse escolher? E por quê? A do Rio-2016. Porque foi realizada em um país em que eu vivi, ou seja, na minha casa. É inexplicável a sensação de participar uma Olimpíada em casa.

Quem são os seus heróis olímpicos no tênis de mesa? Zhang Yining e Feng Tianwei. Zhang, porque ela é invencível; Feng, porque ela conquistou um título mundial em cima da seleção chinesa (em Moscou-2010).

A mesatenista Gui Lin comemora título individual no Campeonato Latino-Americano de 2015 (Foto: Divulgação)
Gui Lin comemora título individual no Campeonato Latino-Americano de 2015 (Foto: Divulgação)

Lições do tênis de mesa chinês

Na sua opinião, o que o Brasil poderia aprender com o tênis de mesa da China? A estrutura toda, pois sabemos que a base é o mais importante de tudo. Se conseguirmos aumentar o número de participantes da base, teremos mais concorrentes, o que pode ajudar a elevar o nível em geral. Precisamos oferecer mais eventos de tênis de mesa para que as crianças percebam que, através deste esporte, podem ter mais oportunidades, desafios e sucessos.

E como foi a sua decisão de dizer “adeus” à seleção brasileira em 2019? Posso resumir em 2 motivos. Me mudei para o Brasil quando tinha 12 anos, hoje tenho 27, isto é: passei muitos anos fora de casa. Depois de tanto tempo buscando os meus sonhos no tênis de mesa, senti que estava na hora de cuidar dos meus pais, dar mais atenção a eles. Teve um momento em que pensei: “Nada é mais importante que os meus pais”. Eles me apoiaram, mas pensei muito pois era uma decisão difícil. Outro motivo era que eu queria buscar um desafio em outra área, aprender e aumentar meu conhecimento. Hoje estou feliz por estar fazendo mestrado na Universidade de Pequim, e pelo trabalho no Banco da China (na área de trade finance), em Macau. Ou seja: é uma sensação de vencer um desafio!

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