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Água com gás hidrata igual à água comum?



As bolhas não impedem a hidratação, mas podem aumentar a sensação de estufamento e exigem atenção aos ingredientes e à composição mineral.



Água com gás hidrata como a água comum? Entenda o efeito das bolhas, os possíveis desconfortos e o que observar no rótulo.

A água com gás pode ajudar a manter o corpo hidratado da mesma forma que a água sem gás. A presença das bolhas modifica o sabor, a acidez e a sensação durante o consumo, mas não impede que a água seja absorvida pelo organismo.

Um estudo controlado comparou a resposta do corpo após o consumo de 13 bebidas. Os pesquisadores não encontraram diferença significativa entre a água com gás e a água comum na quantidade de urina produzida durante as quatro horas seguintes. O teste envolveu 72 homens adultos hidratados, que beberam um litro de cada opção analisada.

O resultado não significa que todas as bebidas gaseificadas sejam equivalentes. Refrigerantes, águas aromatizadas e bebidas tônicas podem conter açúcar, adoçantes, sódio, ácidos, cafeína ou outros ingredientes. A comparação vale para a água composta basicamente por água e dióxido de carbono.

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De onde vêm as bolhas?

As bolhas aparecem pela presença de dióxido de carbono dissolvido na água. O gás pode estar presente naturalmente na fonte ou ser acrescentado durante o processo de fabricação.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, tanto a água mineral quanto a água adicionada de sais podem ser naturalmente gasosas ou receber gás artificialmente. Essa diferença não determina a capacidade de hidratação do produto.

Na prática, a melhor opção é aquela que ajuda a pessoa a beber líquidos regularmente sem provocar desconforto. Quem gosta da textura e do sabor da água com gás pode incluí-la na rotina. Quem percebe estufamento ou bebe uma quantidade menor por causa das bolhas pode preferir a versão sem gás.

Água com gás pode causar inchaço?

O dióxido de carbono pode aumentar temporariamente a sensação de estômago cheio, provocar arrotos ou contribuir para o estufamento em algumas pessoas. Bebidas gaseificadas estão entre os possíveis fatores associados ao excesso de gases no sistema digestivo.

A reação varia. Algumas pessoas bebem água com gás sem perceber diferença, enquanto outras sentem desconforto mesmo após pequenas quantidades.

Beber devagar, evitar grandes volumes de uma só vez e observar a resposta individual pode ajudar. Quando o inchaço é frequente, intenso ou aparece acompanhado de dor, alterações intestinais ou perda de peso sem explicação, a investigação não deve se limitar à retirada da água com gás.

Faz mal aos dentes?

A gaseificação forma ácido carbônico e deixa a bebida mais ácida do que a água comum. Isso gera dúvidas sobre o desgaste do esmalte dos dentes.

A água com gás pura apresenta potencial erosivo muito menor do que refrigerantes, bebidas esportivas e opções com ácidos ou sabores adicionados. A Associação Americana de Odontologia afirma que o consumo moderado da versão sem sabor tende a provocar erosão mínima. O risco pode aumentar quando são acrescentados ácido cítrico e aromatizantes ou quando a pessoa fica tomando pequenos goles durante todo o dia.

Por isso, é importante diferenciar a água com gás pura das bebidas saborizadas. Consumir junto das refeições, evitar manter a bebida na boca e tomar água comum depois são medidas que reduzem o contato prolongado com a acidez.

Toda água com gás tem muito sódio?

Não. O gás não adiciona sódio automaticamente. A quantidade depende da origem da água e dos sais minerais presentes ou incluídos durante a fabricação.

A Anvisa explica que águas adicionadas de sais podem receber minerais como cálcio, magnésio, potássio e sódio. Já as águas minerais apresentam uma composição relacionada à fonte de onde foram retiradas.

As águas envasadas não são obrigadas a apresentar a mesma tabela nutricional aplicada à maioria dos alimentos e bebidas, pois seguem regras próprias para a declaração dos constituintes. Por isso, a composição mineral deve ser consultada no rótulo, principalmente por pessoas que receberam orientação para controlar o sódio.

Água saborizada também conta?

O nome da embalagem pode confundir. De acordo com a Anvisa, um produto que recebe suco, aromatizantes, corantes ou outros ingredientes pode ser enquadrado em outra categoria, como refrigerante, e não simplesmente como água mineral.

Antes da compra, vale observar:

  1. a denominação oficial do produto;
  2. a lista de ingredientes;
  3. a presença de açúcar ou adoçantes;
  4. a adição de ácido cítrico e aromas;
  5. a quantidade de sódio ou a composição mineral.

A necessidade diária de líquidos varia conforme idade, peso, alimentação, nível de atividade física, temperatura e outras condições. Por isso, não existe uma quantidade única que funcione para todas as pessoas.

A água com gás pode fazer parte dessa ingestão. A escolha entre ela e a água comum depende principalmente da preferência, da quantidade que a pessoa consegue beber e da presença de desconforto ou ingredientes adicionais.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

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