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Basquete

Com 40 anos, Alex afirma querer jogar por no mínimo dois anos

O jogador participou do Campeonato Mundial em 2019 e contribuiu para a classificação do Brasil ao Pré-Olímpico que dá vaga aos Jogos de Tóquio

Alex Basquete Brasil Tóquio
Alex esteve com a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 (FIBA/Divulgação)

Alex Garcia veste a camisa da seleção brasileira há quase 20 anos. O atleta esteve no elenco que disputou a Copa do Mundo de 2019, realizada na China, e contribuiu para a classificação do Brasil ao Pré-Olímpico que dá vaga aos Jogos Olímpicos de Tóquio. Mesmo com 40 anos, o ala não pensa em aposentadoria tão cedo, mas já projeta em que se dedicar quando deixar as quadras de basquete.

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“Eu quero jogar mais uns 2, 3, 4 anos. Lógico que a rotina é desgastante depois de um tempo de carreira, mas fisicamente está tranquilo. Estou fazendo faculdade de Educação Física e quero ser treinador para trabalhar com iniciantes, escolinha mesmo. Tenho vontade de passar o que aprendi e ensinar os fundamentos. É isso que quero fazer de início, mas desejo ser técnico profissional também”, disse Alex ao instagram do NBB.

Se ficar em atividade no mínimo mais dois anos, Alex segue com plano de representar o Brasil nos Jogos de Tóquio, que foram adiados para 2021. Mas, para isso, terá que ajudar a seleção comandada pelo técnico croata Aleksandar Petrović a conquistar a única vaga disponível no Pré-Olímpico Mundial, que acontecerá entre 22 de junho a 4 de julho do ano que vem.

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A seleção brasileira está no grupo B, na sede de Split, na Croácia, juntamente com a Tunísia e os donos da casa. Os dois primeiros avançam e enfrentam as duas seleções classificadas na chave com Alemanha, México e Rússia. São seis times na disputa e somente o campeão se garante em Tóquio.  

Momentos marcantes pela seleção brasileira

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Alex disputou o Campeonato Mundial de 2019, disputado na China (FIBA/Divulgação)

No Mundial de 2019, Alex foi o jogador designado para ficar mais tempo na marcação do astro grego Giannis Antetokounmpo. Mesmo se recuperando de lesão, o camisa 10 deu conta do recado e foi um dos destaques na vitória do Brasil diante da Grécia. Além de ganhar essa partida, a seleção avançou para a segunda fase com mais dois resultados positivos diante de Nova Zelândia e Montenegro.

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“O estilo de jogo da NBA é diferente do da Fiba, principalmente para o Giannis, que não tem muito chute. Se é o no estilo da NBA, que tem mais contato, em que um jogador de defesa não fica parado no garrafão, ajuda ele. Eu ficava na frente dele e ele gosta de jogar na frente, e de frente ele não passa por mim. Ele tentou algumas no poste baixo, por ser mais baixo, mas gosto de travar a linha da cintura e teve o Caboclo também que fez grandes defesas em cima dele e tivemos uma grande vitória em cima da Grécia”, contou Alex.

Outro momento inesquecível foi a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres-2012, quando a seleção brasileira estava desfalcada e, mesmo assim, se classificou em torneio disputado na Argentina.

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“O meu melhor momento foi o Pré-Olímpico na Argentina, em Mar Del Plata, em 2011. Estávamos sem muitos jogadores, principalmente os da NBA como Leandrinho, Varejão e Nenê. Chegamos desacreditados e conseguimos uma vaga importante”, lembrou o jogador.

Presente em diferentes gerações

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Alex vestiu a camisa do Brasil com diferente gerações de jogadores (FIBA/Divulgação)

Ao longo de duas décadas, Alex viu diferentes gerações representando a seleção brasileira. Leandrinho, Marcelinho Huertas e Anderson Varejão são os remanescentes de uma época que o Brasil ainda tinha Guilherme Giovanonni, Marcelinho, Nenê e Tiago Splitter. Os novos talentos são comandados por Yago, Didi, Lucas Dias, entre outros. O ala comentou sobre como os experientes ajudam na adaptação dos prodígios.

“A responsabilidade não é deles. A gente jogou o Mundial de 2019 e a responsabilidade era de outros mais experientes. A gente estava ali pra jogar solto e é isso que a gente passava para eles. Se passassem dos limites a gente segurava, mas a gente tentava dizer que a responsabilidade era nossa”, disse.

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“Eles tinham a confiança do Petrovic, o Yago fez bons jogos na preparação, o Didi estava mais pronto, gosta de defender muito e o Petrovic não se importa com idade. Ele acredita, passa confiança e deixa o jogador jogar solto”, concluiu o camisa 10.

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