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Maria Clara Araújo quebra recorde das Américas no Circuito Paralímpico



Paulista venceu os 100 m da classe T35 em 14s24 no primeiro dia da etapa nacional de atletismo paralímpico



Maria Clara Araújo, com medalha de ouro no Circuito Paralímpico Loterias Caixa | (Foto: Marcello Zambrana/ CPB)
Maria Clara Araújo, com medalha de ouro no Circuito Paralímpico Loterias Caixa (Foto: Marcello Zambrana/CPB)

A paulista Maria Clara Lima Araújo quebrou o recorde das Américas nos 100 m da classe T35, para atletas com paralisia cerebral, nesta sexta-feira (12), no primeiro dia da Segunda Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de atletismo. Mesmo debaixo de chuva, ela venceu a prova em 14s24 no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A prova ainda contou com o medalhista paralímpico de inverno, Cristian Ribera e outras estrelas, como Beth Gomes, Petrúcio Ferreira e Wanna Brito.

A marca superou o recorde anterior da própria Maria Clara, que era de 14s61, estabelecido em abril, durante a etapa de Rabat, no Marrocos, do Grand Prix de atletismo. A competição nacional reúne 408 participantes e segue até este sábado (13), com campeões mundiais e paralímpicos em provas de pista e campo.

“Quebrar este recorde significa muito para mim. Mostra que estou melhorando. Claro que ainda tem muito que melhorar e mantenho os pés no chão, mas foi muito importante. Eu já tinha feito essa marca em treino e queria ter corrido até um pouco melhor. Mas estou muito feliz por ela ter saído”, disse Maria Clara, atleta do clube JR-SP.

A paulista mira em seguida outro recorde neste fim de semana. Neste sábado, ela disputa os 200 m, prova em que também é recordista das Américas, com 29s97, tempo alcançado no Grand Prix do Marrocos.

“Eu acho que a cabeça é muito importante, além do apoio do meu treinador, que ajudou muito. Voltei do Grand Prix no Marrocos com muita segurança. Agora meu foco é chegar ao Mundial no próximo ano [no Uzbequistão]. Mas, antes disso, tenho a prova dos 200m amanhã e também quero bater meu recorde e correr na casa dos 29 segundos”, completou.

Wanna Brito se aproxima de recorde mundial

Outra campeã mundial em ação no primeiro dia foi Wanna Brito. A atleta amapaense, que representa a ADD-SP, conquistou o ouro no arremesso de peso da classe F32, também para atletas com paralisia cerebral, com 8,31 m. A marca ficou próxima de seu próprio recorde mundial, de 8,49 m, estabelecido no Mundial de atletismo de Nova Déli, na Índia, em outubro do ano passado.

“Hoje é o meu dia mais feliz em São Paulo. Eu estava ansiosa por esse dia, ansiosa por essa marca. Claro que eu quero mais, mas isso já foi presente de aniversário antecipado. E estou muito feliz porque consegui, estou conseguindo voltar à minha marca querida”, afirmou Wanna.

Até então, a melhor marca da atleta no CT Paralímpico era de 8,18 m, feita em abril de 2025. Além do ouro no arremesso de peso, Wanna também conquistou a prata no lançamento de club da classe F32, com 22,77 m. O ouro ficou com a paulista Giovanna Boscolo, que atingiu 26,46 m.

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Beth Gomes vence duas provas no campo

Bicampeã paralímpica e atual campeã mundial do lançamento de disco, Beth Gomes também brilhou na etapa nacional. A paulista venceu o arremesso de peso da classe F53, para atletas que competem sentados, com 7,22 m.

“Eu gostei da minha prova e fiz o possível com o clima adverso – está muito frio. Então, foi uma boa marca, já pensando no ciclo paralímpico e no quanto venho treinando”, disse Beth.

No período da tarde, a atleta da ASPA voltou à pista para disputar sua principal prova, o lançamento de disco, e conquistou mais um ouro, desta vez com 17,02 m.

Petrúcio Ferreira vence os 100 m

Na prova mais rápida da competição, Petrúcio Ferreira confirmou o favoritismo nos 100 m da classe T47, para atletas com deficiência nos membros superiores. Pentacampeão mundial na distância, o paraibano venceu com 10s83.

“Para mim, o Circuito serve muito como parâmetro para a preparação das próximas competições que estão por vir. E a gente chega aqui e nota atletas fortes que também estão prontos para fazer bons resultados”, afirmou Petrúcio, atleta do Esporte Clube Pinheiros.

Cristian Ribera volta ao atletismo

Medalhista de prata no esqui cross-country nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, Cristian Ribera voltou a competir no atletismo. O rondoniense radicado em Jundiaí disputou os 100 m e os 400 m da classe T54, para atletas em cadeira de rodas.

Nos 100 m, Cristian terminou em quarto lugar, com 15s20. Por fim, nos 400 m, conquistou a medalha de prata, com 47s91. O ouro ficou com o paulista Leonardo Melo, que venceu a prova em 46s64.

Interessado em cinema, esporte, estudos queer e viagens. Se juntar tudo isso melhor ainda. Mestrando em Estudos Olímpicos na IOA. Estive em Tóquio 2020.

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