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Duas dobradinhas e novo recorde no arremesso de peso no atletismo

Maria Maier quebra recorde no arremesso de peso nos Jogos Sul-Americanos da Juventude 2026 (Foto COB)
Maria Maier quebra recorde no arremesso de peso nos Jogos Sul-Americanos da Juventude 2026 (Foto: COB)

O Brasil voltou a subir ao pódio em diferentes frentes do atletismo nos Jogos Sul-Americanos da Juventude 2026, com destaque para as dobradinhas no arremesso de peso feminino e masculino, além do novo recorde estabelecido pela Maria Maier.

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Dobradinha brasileira com ouro e recorde no arremesso de peso feminino

O principal momento do Brasil na rodada veio no arremesso de peso feminino, com uma atuação dominante e tecnicamente consistente. Maria Maier conquistou o ouro com 15,81m, estabelecendo o novo recorde da competição. A prata ficou com Marya Miguel da Silva, que alcançou 15,30m e garantiu a dobradinha brasileira.

A prova foi marcada pela regularidade das duas atletas ao longo das tentativas, mas também pela capacidade de decisão nos momentos finais. Maier encontrou seu melhor lançamento apenas na última rodada, selando a vitória com autoridade. Já Marya manteve uma sequência sólida acima dos 15 metros, assegurando o segundo lugar e reforçando a superioridade brasileira na prova.

Pyetro Souza lidera nova dobradinha no peso masculino

Se no feminino o domínio foi claro, no masculino o roteiro se repetiu. Pyetro Roberto Souza conquistou o ouro com 17,96m, enquanto Gabriel Tenório Leite ficou com a prata ao lançar 17,86m.

A disputa foi equilibrada até os momentos decisivos, com ambos os brasileiros elevando o nível nas tentativas finais. Pyetro assumiu a liderança com sua melhor marca na quinta rodada, e Gabriel respondeu logo em seguida, mas sem conseguir ultrapassar o compatriota. O resultado consolidou mais uma dobradinha para o Brasil nas provas de arremesso.

Bronze nos 200m e marca histórica para o Brasil

Nas provas de velocidade, o Brasil também garantiu presença no pódio. Pedro Nunes de Araújo conquistou o bronze nos 200m masculino, com o tempo de 21.74, em uma final de alto nível técnico.

A medalha teve um peso ainda maior: foi a 153ª do Brasil nesta edição dos Jogos, número que estabelece um novo recorde histórico para o país na competição, superando campanhas anteriores e reforçando o crescimento do esporte de base brasileiro no cenário sul-americano.

No feminino, Thayna Custodio Ramos avançou à final dos 200m e terminou na sétima colocação, com 25.16, mostrando competitividade diante de um campo forte.

Consistência nas finais e presença entre os melhores

Além das medalhas, o Brasil manteve presença constante entre os finalistas. No salto triplo feminino, Maria Silva terminou em quarto lugar com 11,50m, ficando próxima do pódio após uma série consistente de saltos.

Nos revezamentos, a equipe masculina do 4x400m fechou na quarta colocação com 3:21.20, enquanto o time feminino terminou em quinto lugar, com 3:55.25, a cerca de dez segundos das campeãs.

Mineira no Rio de Janeiro. Jornalista formada pela UFMG e mestranda na UERJ, pesquisando esportes radicais. Nas horas livres, se aventura no surfe, na natação e no handebol.

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