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Diamond League e finais de mundial e olímpica: os sonhos de Juliana Campos



Temporada com cinco quebras de recordes pessoais faz segunda maior saltadora com vara do Brasil pensar em voos ainda maiores. Um deles ela pode concretizar ainda este ano, em Tóquio



Juliana Campos atletismo salto com vara paris-2024 Jogos Olímpicos
(Wander Roberto/COB)

A brasileira Juliana Campos está numa temporada de tirar o chapéu. Bateu por cinco vezes o próprio recorde no salto com vara, elevando a marca pessoal em 16 centímetros. Mais do que isso, já tem o segundo maior salto da história do país se aproximando bastante do primeiro. O desempenho marcante faz com que os sonhos dela passem a ficar mais palpáveis, ainda que sejam ambiciosos.

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“Sinto que falta uma final de Mundial, falta uma final de Olimpíada e falta uma Diamond League. Coloco esses passos e quero. É um sonho”, disse Juliana Campos logo após vencer o Troféu Brasil de atletismo, no domingo (3).

A Diamond League é o principal circuito de atletismo mundial, realizada anualmente com diversas etapas ao redor do planeta. “É um objetivo muito grande e acho que estou no caminho. Não sei quando vai acontecer. Talvez para o ano que vem, esse ano a temporada já está praticamente acabando”, comenta. “Sem cobrança, quando tiver que acontecer, vai acontecer. É só continuar trabalhando.”

Mundial de Tóquio

Juliana Campos começou o ano com 4m60 como melhor marca na carreira, alcançada em julho de 2023. De lá até maio de 2025 não passou dos 4m55 e, em 2024, não foi além dos 4m41. Na Olimpíada de Paris, marcou 4m40 e ficou fora da final. Logo após os Jogos, foi treinar na Itália e, agora em 2025, não apenas superou os 4m60 como quebrou por cinco vezes a melhor marca pessoal levando-a para 4m76. Essa é a segunda melhor marca da história do país.

“Cheguei para o técnico (na Itália) e falei, no primeiro dia: ‘sinto que hoje os meus resultados são piores do que o que sou como atleta. Falei que queria esse ano ter mais constância’. Essa foi a conversa. Deu no que deu. Saltei 4m40, 50, 60, 70. Isso superou muitas expectativas e aí a gente teve que recalcular um pouco a rota. Começamos a pensar realmente em ir para a final (do Mundial)”, falou a brasileira.

Caso ela consiga realmente chegar na final do salto com vara do Mundial, que esse ano será em Tóquio, “vai ser uma coisa diferente. Quando você compete a qualificatória, compete, por exemplo, numa quinta. Descansa um dia e tem que saltar de novo, num sábado. É pouco de descanso, uma experiência que eu nunca tive”, diz. “Então temos nos preparado. Tentar fazer uma boa qualificação. Buscar uma vaga na final e ter um bom desempenho na final. Preciso treinar para isso”.

Los Angeles 2028

A Olimpíada ainda está um pouco distante, o ciclo para Los Angeles está no início. E como Juliana Campos diz, “são passinhos e passinhos”. Em Paris, os primeiros Jogos em que participou, terminou com a 21ª colocação. Hoje, os 4m76 colocariam a brasileira na sexta colocação a apenas nove centímetros de uma medalha. A melhor marca de uma brasileira no salto com vara são 4m87, de Fabiana Murer em 2016. O pódio na França foi 4m90 para o ouro e 4m85 para a prata e o bronze.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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