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Vôlei

Após “volta ao mundo”, Brasil quer calendário inteligente para 2019

Divulgação

A primeira edição da Liga das Nações masculina de vôlei tem sido bastante cansativa para a seleção brasileira, que disputa, neste sábado, a semifinal da fase final. Foram mais de 60 mil quilômetros viajados em cinco semanas: Do Brasil para a Sérvia, da Sérvia para o Brasil, do Brasil para a Rússia, da Rússia para a Bulgária, da Bulgária para a Austrália e, então, finalmente, para a França.

Só como comparação, a França, atual campeã, sequer saiu do continente europeu nas cinco semanas de torneio. Foi apenas para Bulgária, Itália e Polônia, viajando menos de sete mil quilômetros. Técnico da seleção brasileira, Renan Dal Zotto, quer um calendário menos discrepante para a próxima temporada:

“Foi pesado. A única solicitação é que, esse ano foi o primeiro, serviu de estudo e aprendizado, e que ano que vem se pense, e sei que não é fácil, em um calendário inteligente, no sentido que não fique fazendo um bate e volta, e tenha um mínimo de viagem todo mundo, que cumpra-se o fair play, que é uma das bases do esporte, para todos chegarem em condições iguais – disse.

A seleção já está há uma semana na França, fazendo toda a preparação para esta fase final. Na primeira rodada, o time perdeu para os donos da casa por 3 a 2, mas, na quinta-feira, bateu a Sérvia e garantiu um lugar na semifinal. No sábado, ainda sem adversário definido, o time joga por um lugar na decisão.

Radamés Lattari, diretor da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), lembrou que o país tentou ser sede de duas etapas da Liga, o que facilitaria as viagens da equipe. A França abrigou jogos em dois fim de semanas da fase de classificação, além da fase final.

“Conversei muito com a Federação Internacional, eles sempre estão colhendo informações. O Brasil considera que é uma competição bacana, mas precisa ser mais equilibrada e justa as viagens de todas as delegações. Brasil quis sediar duas etapas ao invés de uma só, é uma ideia nossa fazer com que o desgaste seja menor com o que foi esse ano” – disse Radamés.

Um dos maiores ídolos da história do vôlei brasileiro, Giba é, hoje, presidente da Comissão de atletas da Federação Internacional. Na França para acompanhar a fase final da Liga, o ex-jogador comentou o assunto:

“Antes de ter tudo isso, foi divulgado, conversado e falado entre todas as federações. Isso precisa ser discutido antes, se não concordam com o sistema, precisa ser dito e falado, a Polônia também discutiu, mas quando tivemos a reunião da agenda, falaram alguma coisa? Então precisamos entender melhor isso” – disse Giba.

O Brasil está garantido na semifinal, podendo ser primeiro ou segundo colocado. Como na quarta-feira, o time perdeu por 3 a 2 para a França, garantiu um ponto, que, somado com os três do duelo desta quinta-feira, coloca o país já na semi, com quatro pontos. Se a França vencer a Sérvia nesta sexta-feira, o Brasil passa em segundo, se a Sérvia derrotar os franceses por qualquer placar, a seleção verde-amarela passa em primeiro.

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