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Individual geral feminino

Simone Biles ginástica artística jogos olímpicos tóquio 2020
Simone Biles foi campeã do individual geral feminino nos Jogos Olímpicos do Rio (Reprodução/Twitter

Individual geral feminino – Ginástica Artística – Jogos Olímpicos – Tóquio 2020

CALENDÁRIO

DataEventoHorário/Resultado

Chances do Brasil

Flávia saraiva individual geral feminino jogos olímpicos tóquio 2020
Flávia Saraiva tem tudo para melhorar em Tóquio o resultado conseguido por Jade Barbosa no individual geral feminino nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008
(Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br)

Flávia Saraiva chega aos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 em condições de melhorar a décima posição de Jade Barbosa no individual geral feminino em Pequim 2008. Uma medalha parece um pouco distante, mas não é algo impossível e Flávia tem condições de surpreender as favoritas. Sétima colocada no mundial de 2019, a ginasta ficou a menos de 0.7 da medalha de bronze, provando que pode sim estar entre as ginastas mais completas do mundo. Já Rebeca Andrade ainda não assegurou a sua vaga nos Jogos, mas não deverá ter dificuldades em fazer isso. Considerada por muitos uma das melhores ginastas generalista do mundo, se conseguir chegar em Tóquio em sua melhor forma física, entrará na briga direta por um lugar no pódio.

+ Veja a lista dos brasileiros classificados para a Olimpíada

Favoritas do individual geral em Tóquio

Ouro na Rio 2016, Simone Biles revela ter sofrido abuso sexual individual geral feminino jogos olímpicos tóquio 2020
Simone Biles é a grande favorita no individual geral feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Simone Biles desembarcará em Tóquio em busca de se tornar a ginasta com mais medalhas de ouro da história dos Jogos Olímpicos, e o individual geral feminino deverá ser sua segunda medalha na capital japonesa.

Uma das maiores estrelas da Olimpíada de 2020, Simone Biles conquistou duas medalhas de ouro no individual geral durante os mundiais no ciclo com grande vantagem para as adversárias. E só não foram três porque a ginasta norte-americana tirou um ano sabático em 2017 após os Jogos Olímpicos do Rio.

Uma segunda americana deverá aparecer como forte candidata à medalha de prata. Sunisa Lee e Morgan Hurd aparecem atualmente como as mais prováveis a ocuparem esse posto. A chinesa Tang Xinjing, as russas Angelina Melnikova e Vladislava Urazova e a francesa Melanie de Jesus dos Santos também devem brigar por um lugar no pódio. A brasileira Rebeca Andrade, que se recupera de uma lesão, poderá entrar nesse grupo que briga por um lugar no pódio, mas vai depender de suas condições físicas.

Brasil no individual geral feminino nos Jogos Olímpicos

Daniele Hypólito foi a 1ª. brasileira a se classificar para a final do individual geral feminino

A primeira participação do Brasil na disputa do individual geral feminino aconteceu nos Jogos Olímpicos de 1980, em Moscou, com Cláudia Magalhães que terminou em 32º lugar. Quatro anos depois, o Brasil melhorou sua classificação com Tatiana Figueiredo, 27º lugar em Los Angeles. Em 1988 e 1992, o Brasil foi representado por Luísa Parente, que ficou em 36º e 57º lugar, respectivamente. A edição de 1996 não contou com nenhuma brasileira após Soraya Carvalho lesionar o cotovelo.

As finais para o Brasil no individual geral feminino começaram a aparecer apenas na edição dos Jogos Olímpicos de 2000, em Sidney, com Daniele Hypólito. Com boas séries de trave e solo, a paulista radicada no Rio de Janeiro levou o país pela primeira vez à final olímpica, onde terminou em 21° lugar. Quatro anos depois, em Atenas, Daniele Hypólito conseguiu novamente se classificar para a final, melhorando sua colocação, um 16° lugar. Camila Comin fez companhia à Daniele e também avançou para a final, terminando em 24º lugar.

Solo feminino
Jade Barbosa tem o melhor resultado brasileiro no individual geral feminino

A edição dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 deu ao Brasil a melhor posição no individual geral feminino até hoje. Jade Barbosa desembarcou em terras chinesas como medalhista de bronze do mundial anterior, mas uma lesão no pulso impediu que a carioca pudesse mostrar todo o seu potencial. O 10° lugar de Jade entrou para a história como a melhor colocação do país, mas mostrou também que ela poderia ter conseguido ainda mais se não fosse pela lesão. Ana Cláudia Silva também participou da final e terminou em 24° lugar.

Após três edições consecutivas com ginastas brasileiras disputando a final do individual geral feminino, o país acabou quebrando a sequência e ficou de fora na edição dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Após um final de ciclo olímpico conturbado, com cortes de ginastas por briga com a confederação e por lesões, as meninas que competiram na Arena de North Greenwich não tiveram um bom desempenho, tendo Bruna Leal alcançado o melhor resultado do país, um 36º lugar.

Competindo no Rio de Janeiro, o Brasil voltou a colocar duas ginastas na final do individual geral feminino em 2016. Após se classificar em terceiro lugar, a novata Rebeca Andrade não conseguiu repetir o desempenho e terminou em 11° lugar. Jade Barbosa se lesionou em sua apresentação no solo e acabou se retirando da final, terminando em 24° lugar.

Histórico do individual geral feminino em Jogos Olímpicos

Larissa Latynina foi campeão do salto feminino nos Jogos Olímpicos
Larissa Latynina foi bicampeã do individual geral feminino nos Jogos Olímpicos

A prova do individual geral é considerada a mais nobre da ginástica artística, pois revela o ginasta mais completo, aquele/a que vai bem em todos os aparelhos.

O individual geral feminino estreou no programa dos Jogos Olímpicos na edição de 1952, em Helsinque. A União Soviética é a maior vencedora com seis medalhas de ouro, seguida pelos Estados Unidos com quatro e pela Romênia com duas. A primeira campeã foi a soviética Maria Gorokhovskaya, enquanto a prata ficou com Nina Bocharova, também da União Soviética, e o bronze com Margit Korond, da Hungria.

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Nas duas edições seguintes dos Jogos Olímpicos, o individual geral feminino foi dominado por Larissa Latynina. A atleta da ginástica artística mais medalhada da história conquistou o seu primeiro ouro na prova em Melbourne 56 e repetiu a dose em Roma 60. Sua compatriota Sofia Muratova foi bronze em 56 e prata em 60.

Em Tóquio 1964 outra estrela da ginástica começava a brilhar nos Jogos Olímpicos. A tcheca Vera Caslavska desbancou Larisa na disputa pela medalha de ouro no individual geral, impedindo assim o tricampeonato da ginasta e quebrando uma sequência de três ouros da União Soviética. Vera voltou a subir ao topo do pódio na Cidade do México em 1968, deixando novamente a prata e o bronze para suas eternas rivais soviéticas. A União Soviética voltou ao topo do pódio na edição de Munique em 72, com Ludmilla Touricheva.

Nadia Comaneci venceu o individual geral feminino nos Jogos Olímpicos de Montreal

A romena Nadia Comaneci tomou para si todas as atenções nos Jogos Olímpicos de Montreal 1976. A pequena ginasta de 15 anos conquistou diversas medalhas e notas perfeitas naquela edição. Dentre essas medalhas, o ouro no individual geral, colocando um novo país no topo do pódio e deixando para trás a russa Nellie Kim. Quatro anos depois, em Moscou, Nádia foi medalha de prata na prova, empatada com Maxi Gnauck, da Alemanha Oriental. Competindo em casa, Yelena Davydova voltou a levara a União soviética ao ouro na prova. 

Assim como aconteceu em outras provas da ginástica artística, os Estados Unidos também aproveitaram a ausência da União Soviética nos Jogos Olímpicos e conquistaram a medalha de ouro no individual geral feminino em Los Angeles-1984. Mary Lou Retton aproveitou a ausência das soviéticas, impedidas de competirem pelo boicote de seu país aos jogos disputados em terras americanas, e conquistou a primeira medalha da história para os Estados Unidos no individual geral. Prata para Ecaterina Szabo e bronze para Simona Pauca, ambas da Romênia.

O pódio olímpico dos Jogos Olímpicos de Seul-1988 é considerado um dos mais fortes da história, com o ouro no individual geral feminino para a União Soviética de Yelena Shushunova, a prata para Daniela Silivas, da Romênia, e o bronze para Svetlana Bongiskaya. A medalha de ouro de Shushunova foi a última conquistada pelas soviéticas na prova, já que na edição de 1992, em Barcelona, a União Soviética já havia sido dissolvida e os países que compunham o bloco disputaram os Jogos como Equipe Unificada. Tatiana Gutsu, de origem ucraniana, acabou vencendo o individual geral representando a Equipe Unificada em 1992.

O individual geral feminino de 2000 é cercado de muita polêmica. Na final da prova, a mesa de salto, que estava em uma altura errada, acabou prejudicando diversas ginastas. A Romênia havia conquistado o pódio completo, com ouro para Andreea Raducan, prata para Simona Amanar e bronze para Maria Olaru. Dias após o fim dos Jogos Olímpicos, foi revelado que a campeã da prova, Andrea Raducan, havia sido testada positiva no antidoping para a substância pseudoefedrina. A equipe romena alegou que a substância estava presente em um medicamento que foi ministrado para a jovem ginasta na noite anterior para conter uma febre e tosses. Entretanto as justificativas não foram aceitas pelo COI e a medalha de Raducan foi retirada. Sendo assim, Amanar herdou o ouro, Olaru a prata e a chinesa Liu Xuan ficou com o bronze.

Nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, iniciou um longo domínio dos Estados Unidos que se mantêm até hoje. São quatro medalhas de ouro consecutivas na prova, além de outras duas de prata. A campeã foi Carly Patterson, deixando para trás a favorita Svetlana Khorkina, da Rússia. Em 2008, dobradinha americana com Nastia Liukin em primeiro e Shawn Jhonson em segundo. 

Nos Jogos Olímpicos deLondres 2012, o tricampeonato do individual geral feminino foi conquistado por Gabrielle Douglas. A estadunidense se tornou a primeira mulher negra a vencer o individual geral de uma Olimpíadas. A Rússia ficou com as medalhas de prata, com Viktoria Komova, e o bronze, com Aliya Mustafina. Nas Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016 Simone Biles conquistou o quarto título para as americanas, fazendo dobradinha com sua companheira de time, Alexandra Raisman. Mustafina repetiu o bronze da edição anterior.

Todos os medalhistas do individual geral feminino nos Jogos Olímpicos

OlimpíadasOuroPrataBronze
Helsinque-1952Maria Gorokhovskaya (URSS)Nina Bocharova (URSS)Margit Korondi (HUN)
Melbourne-1956Larisa Latynini (URSS)Ágnes Keleti (HUN)Sofia Muratova 
Roma-1960Larisa Latynina (URSS)Sofia Muratova (URSS)Polina Astakhova (URSS)
Tóquio-1964Vera Caslavska (TCH)Larisa Latynina (URSS)Polina Astakhova (URSS)
Cidade do México-1968Vera CaslavskaZinaida Voronina (URSS)Natalia Kuchinskaya (URSS)
Munique-1972Ludmilla Touricheva (URSS)Karin Janz (GDR) Tamara Lazakovich (URSS)
Montreal-1976Nadia Comaneci (ROM)Nellie Kim (URSS)Ludmilla Touricheva (URSS)
Moscou-1980Yelena Davydova (URSS)Nadia Comaneci (ROM)Maxi Gnauc (GDR)0
Los Angeles-1984Mary Lou Retton (USA)Ecaterina Szabo (ROM)Simona Pauca (ROM)
Seul-1988Yela Shushunova (URSS)Daniela Silivas (ROM)Svetlana Bongiskaya (URSS)
Barcelona-1992Tatiana Gutsu (EUN)Shannon Miller (USA)Lavinia Milosovici (ROM)
Atlanta-1996Lilia Podkopayeva (UKR)Gina Gogean (ROM)Simona Amanar (ROM)Lavinia Milosovici (ROM)
Sidney-2000Simona Amar (ROM)Maria Olaru (ROM)Liu Xuan (CHN)
Atenas-2004Carly Petterson (USA)Svetlana Khorkina (RUS)Zhang Nan (CHN)
Pequim-2008Anastasia Liukin (USA)Shawn Jhonson (USA)Yang Yilin (CHN)
Londres-2012Gabrielle Douglas (USA)Viktoria Komova (USA)Aliya Mustafina (RUS)
Rio de Janeiro-2016Simone Biles (USA)Alexandra Raisman (USA)Aliya Mustafina (RUS)

Quadro de medalhas do individual geral feminino nos Jogos Olímpicos:

PosiçãoPaísOuroPrataBronzeTotal
1União Soviética65718
2Estados Unidos5207
3Romênia25411
4Tchecoslováquia2002
5Equipe Unificada1001

Ucrânia1001
7Rússia0224
8Alemanha Oriental0202
9Hungria0112
10China0033