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Tiro Esportivo

Após conquista histórica, Felipe Wu fica sem medalha em 2017

Felipe Wu entrou para a história do esporte brasileiro em 2016. A medalha de prata conquistada por ele na pistola de ar de 10m foi não só a primeira do Brasil na Olimpíada do Rio de Janeiro como acabou com um jejum de 96 anos sem pódio olímpico do país no tiro esportivo. Um ano e meio depois, o atirador diminuiu o ritmo, tirou o pé do acelerador dos treinos para se dedicar mais à faculdade e, por consequência, não obteve grandes resultados na temporada 2017.

Apesar da conquista, Felipe Wu segue com os mesmos patrocinadores – chumbinhos Rifle, bolsa do Ministério do Esporte e salário da Aeronáutica -, mas perdeu seu técnico, o colombiano Bernardo Tober, que está prestes a voltar ao Brasil com salários pagos pelo COB. Como não teve o aumento de investimento que esperava, o atleta preferiu dar um passo atrás na carreira e se dedicar mais à faculdade de engenharia aeroespacial. “Esse ano eu fui bem mais devagar. Primeiro porque eu fiquei sem o técnico, isso foi importante. E segundo porque eu decidi diminuir o ritmo. Tô treinando menos e me dedicando mais à faculdade (de Engenharia Aeroespacial). Esse ano tiveram três etapas de Copa do Mundo. Na pistola 50 metros eu fiquei a uma posição da final. Na pistola de ar em nenhuma prova eu fiquei perto da final”, declarou o atirador em entrevista ao GloboEsporte.com.

O melhor resultado de Felipe Wu em 2017 a que ele se referiu foi na Copa do Mundo de Nova Délhi, na Índia, quando ele ficou em 10º. lugar na pistola 50 metros. Nas outras provas, não conseguiu ir bem. Com a mesma arma, ficou em 23º. na etapa de Gabala e em 31º. em Munique. Na pistola de 50m, o melhor resultado foi o 22º. lugar em Gabala. Em Nova Délhi, ele foi o 24º. e em Munique terminou apenas em 60º. lugar. Para 2018, o atirador pretende retomar o ritmo que deixou de lado. É ano de Mundial, que vai ser disputado em agosto na Coreia do Sul, e ele quer voltar a ser competitivo para brigar por medalhas.

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