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Tênis de Mesa

Hoyama completa ciclo com feminino e vê modalidade avançar

Abelardo Mendes Jr./rededoesporte.gov.br
Com Hugo Hoyama de treinador, Bruna Takahashi alcança o melhor posto de uma mesatenista nacional
Megaeventos esportivos são como uma extensão do quintal de casa para Hugo Hoyama. Como atleta do tênis de mesa, ele colecionou 15 medalhas, com dez ouros, em 24 anos de participações assíduas em Jogos Pan-Americanos, por exemplo. Fez isso nas seis edições entre Indianápolis, nos Estados Unidos (1987), e Guadalajara, no México (2011). Viveu quatro ciclos olímpicos com a raquete na mão esquerda, entre 1992, em Barcelona, e 2004, em Atenas.

Mesmo com tanta rodagem no esporte, o paulista de 49 anos completa um ciclo inédito em Cochabamba, nos Jogos Sul-Americanos. Foi há quatro anos, nos Jogos de Santiago, no Chile, que ele deu início à saga de megaeventos na função de treinador da seleção feminina do esporte que lhe consagrou. Do lado de fora da área de jogo, teve a oportunidade de acompanhar uma ascensão importante das meninas.

“O balanço desse ciclo é muito positivo. De alguma forma, pude ajudá-las a conquistar vários resultados inéditos. Já tivemos um grande objetivo alcançado no Pan de 2015, em Toronto, ao chegarmos na final na equipe e no individual”, disse Hoyama. “Elas foram campeãs mundiais da segunda divisão. Chegaram em quartas de final de etapa Copa do Mundo. Ganhamos todos os latino-americanos de lá para cá. Graças a elas, jogando bem nos clubes, atuando mais no exterior e adquirindo experiência”.

A geração comandada por Hugo tem como símbolo mais recente Bruna Takahashi. De caçula do time nacional nos Jogos Rio 2016 a líder da equipe em Cochabamba, Bruna, hoje com 17 anos, chegou recentemente à 65ª posição no ranking da Federação Internacional (ITTF), o melhor resultado de uma atleta de nosso país na história. “O ranking da Bruna é o melhor que uma atleta brasileira já conseguiu até hoje. E a gente espera que suba cada vez mais. Ela é nova e vemos boas chances de estar entre as 50 até o ano que vem”, afirmou o treinador.

Abelardo Mendes Jr./rededoesporte.gov.br

“Queremos ganhar todas de ouro aqui na Bolívia. Mesmo brigando com a altitude, tentamos nos adaptar bem”, afirma Bruna, que intercala períodos de treinamento no Brasil com outros na Europa, em especial na Dinamarca. Ela começou no esporte aos oito anos, por influência do pai. “No início, treinava só duas vezes por semana. Fazia natação também. Em 2010, me mudei para São Caetano e passei e treinar de forma mais intensa”, disse a atleta.

Em Cochabamba, ela venceu os dois confrontos individuais e um de duplas na fase de classificação da disputa por equipes, contra Venezuela e Peru. Completam o time nacional nos Jogos Sul-Americanos Jéssica Yamada, de 28 anos, e Lin Gui 24. O trio enfrenta a Colômbia, a partir das 10h desta segunda-feira (04.06), por uma vaga na final do torneio continental.

Efeito Calderano

A modalidade, como um todo, vive bom momento no cenário internacional. No masculino, o Brasil tem pela primeira vez a possibilidade real de ver um atleta no top ten mundial. Hugo Calderano, de 21 anos, treina na Alemanha e atualmente ocupa a décima primeira posição no ranking da ITTF. Nos Jogos Olímpicos do Rio, Calderano chegou às oitavas de final e repetiu a melhor campanha de Hugo Hoyama, alcançada nos Jogos de Atlanta, em 1996.

Os jovens Eric Jouti e Vitor Ishiy, que integram a equipe brasileira na Bolívia, estiveram ao lado de Calderano e de Gustavo Tsuboi no Campeonato Mundial por equipes, na Suécia, em abril. Na ocasião, o time nacional chegou pela primeira vez às quartas de final. Acabou derrotado pela Alemanha, que seria a vice-campeã. Em Cochabamba, o trio Eric, Vitor e o experiente Thiago Monteira disputa, nesta segunda-feira, uma vaga na final por equipes, contra a Argentina. Na outra semifinal estão Chile e Paraguai.

“Realmente estamos passando por um momento importante, mostrando o resultado de um trabalho bem feito. Um trabalho de médio prazo, que começou lá atrás. Eu pude ajudar, o saudoso Cláudio Kano ajudou bastante. E hoje essa garotada está com uma cabeça boa para aproveitar as oportunidades. Está tudo mais profissional, principalmente em termos de programação, treinamentos, concentrações”, avaliou Hoyama. “Além do Hugo, outros jovens estão subindo no ranking mundial, então é aproveitar o máximo o momento para chegar no Pan e nos Jogos de Tóquio, em 2020, com as maiores chances possíveis”.

Para ele, o difícil nesse processo de mudança de papel foi, num primeiro instante, perceber que não teria mais condições de defender o Brasil como protagonista. “Eu tive de vencer logo essa ansiedade. No primeiro campeonato latino-americano que teve em março de 2013, foi dureza. Eu cheguei no hotel e saímos para bater bola. Eu tinha uma vontade muito grande de pegar a raquete e jogar. Foi um aprendizado. Mas coloquei na cabeça que minha missão era outra. Hoje, estou totalmente focado em ajudar as meninas a ganharem na mesa”, disse.

Extinção dos “canetas”

Além de perder o protagonismo com a raquete, Hugo precisou se resignar, também, em ver o estilo que o consagrou se tornar praticamente obsoleto. O caneta, que tem esse nome porque o atleta segura a raquete como se manejasse uma esferográfica, praticamente deixou de existir no cenário mundial de alto rendimento. O estilo exige movimentação de pernas intensa do atleta para que possa usar quase 100% do tempo os golpes de forehand, muito fortes. Hoje, quase todos os atletas entre os melhores do mundo adotam o clássico, estilo em que a raquete tem borracha dos dois lados e permite que o atleta faça movimentos como o de um tenista, com golpes consistentes de forehand e de backhand.

“O estilo caneta morreu mesmo. A técnica mais recente, da Chiquita, que é o ataque da primeira bola de backhand feito pelos classistas, fulminou os caneteiros. Realmente não tem como jogar mais. No máximo o classineta, mas o caneteiro mesmo, estilo que o Cláudio Kano jogava, que eu jogava (jogo um pouquinho ainda), o próprio Cazuo Matsumoto, é muito difícil. Agora é fazer a garotada jogar clássico mesmo”.

Pós-Rio 2016

O tênis de mesa foi uma das modalidades que mais se beneficiou, em termos de equipamentos esportivos, dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Mesas, redes, aparadores, pisos e bolinhas usados nos megaeventos ajudaram a equipar centros de treinamento em todas as regiões do país.

Segundo informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, materiais esportivos usados nos Jogos e em eventos-teste beneficiaram 186 clubes, 130 técnicos e mais de 8,5 mil atletas em dez estados. Desde a ponta da pirâmide, como o Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo, que ficou com as mesas principais dos Jogos Olímpicos, até polos regionais e locais, como o montado em Varginha (MG), em Minas Gerais.

“Com a estrutura, melhorou muito a iniciação. Temos uma gama de meninos entre dez e 14 anos e alguns veteranos. Uma turma em torno de 60 pessoas. A equipe cresceu demais”, afirmou Carlos Antônio de Paiva, presidente da Associação Varginhense de Tênis de Mesa.

“Com certeza esses equipamentos usados no Rio e entregues em centros de treinamento motivam os atletas que já estão treinando e os que começam, porque já iniciam com um material usado em Olimpíada. Tenho certeza de que é por isso que tem crescido o número de academias e de praticantes”, disse Hoyama.

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